quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Os spammers se divertem em minha caixa de comentários

A male crab met a female crab and asked her to marry him near the ghd nz store. She noticed that he was walking straight instead of sideways. Wow, she thought, this crab is really special. I can't let him get away .So they got married immediately. The next day she noticed her new husband waking sideways like all the other crabs, and got upset. "What happened?" she asked. "You used to walk straight before we were married." "Oh, honey, " he replied, "I can't drink that much every day." [url=http://www.the-beatsbydre.com]beats by dre[/url]

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Prazer e diversão são a mesma coisa?

Eaí, gente. Vou rechear o ano de 2013 com um texto antigo meu por mês (todos publicados há quase dez anos). Farei isso à medida de diversão: diversão de VOCÊS em verem como eu era um adolescente chato, desocupado, medíocre, pedante e que achava saber escrever. Pensem nisto aqui como profanação comemoração aos dez anos que estou por aqui contaminando a internet com meus textículos. Como um amigo me dizia na época, era uma fase difícil de minha vida, em que eu passava por dramas como acabar o nescau na geladeira ou a tampinha do danoninho vir sem restinho de iogurte. Então, após uma sofrível triagem em meio a textos ainda piores, me saí com doze, que serão mensalmente publicados para proporcionar a vocês um óbvio choque de gerações. Ou não, caetanisticamente falando. Torturem-se Divirtam-se.



Prazer é como silêncio que precede e sucede sincronicamente o barulho: um transcender da vazão do sempre pro recipiente do temporário. O êxtase diluído na vastidão do sempre torna-se altamente concentrado no temporário. O instante sintetiza o epopéico buscar inserido outrora no sempre. O viver é tântrico com seus espasmos. O prazer é síncope dos nossos impulsos e instintos. A fruição é sincopar o mundo em nosso ponto de vista, apocopando, no recipiente do temporário, o pulsar duma lascívia idealizadora em negação, que fica sem onde se esconder com a chegada do silêncio que rodeia os limiares das fronteiras da personalidade.


Prazer em drogas são atalhos. Prazer em si é egoísmo crente no opcional dos fins desdenharem os meios. Prazer de si a outro é outro atalho, por mais crueldade e desdém que isso possa vir a conter. Prazer a si de outro é fruição feudalista: frua enquanto puder que apenas ao mundo o prazer pertence. O tão desejado auge de sincopado fluxo de interpretação especial com teoria emocional é como a atmosfera sob sua cabeça: apenas a gravidade decide a altura em que você se posicionará. Prazer em conhecer. Sendo prazer fórmula bruta e engarrafada da estática felicidade (vide post de dezembro do ano passado), a percepção viaja sem sair do lugar. É quando as fronteiras da personalidade reivindicam novos territórios para seus combatentes. Invadindo aldeias do afeto casto, ateando fogo nos artesãos da memória, molestando as descendências da moralidade. Enfim, prazer é felação pro ego.

E diversão, é distração? Diversão "mata o tempo para este te enterrar" ou "mata o tempo para este não te matar"? Frases dos opostos Machado e Mano Brown à parte, talvez diversão seja o processo que precede o prazer, o de separar o visado num recipiente hermeticamente selado pelo temporário. Seria diversão todo um prazer semidissipado? Com certeza não é estático como o prazer e a felicidade. Sendo assim, é então onipresença que não respeita as fronteiras da personalidade. Verdadeiro posseira, a tal da diversão. Em território devoluto, bem na acepção que cá estamos dando. Cigana, dissidente, andarilha a ponto de perpassar e coadunar por seus agoniantes opostos, e sequer perceber. Mochileira que trafica o cativar e deixa apenas a saudade em seu trajeto. Prazer é cor. Diversão é tinta da pintura. E a moldura?

Imagem encontrada no site 1000imagens.com; autoria de Victor Melo


(originalmente publicado em 19/10/2005)