sábado, 29 de agosto de 2009

Texto que não deu certo

Excertos de um texto cuja linha de pensamento eu perdi. Como não tenho mais onde enfiar esses insumos de palavras, vou deixar aqui mesmo, pro sofrimento de vocês, Enjoy. =p


#1
Mas fala sério, a única coisa que evita o homem se sentir deslocado são as provações do momento em que ele vive na História? Quer dizer que uma vida sem desafios e formas de opressão desse tipo levam gerações inteiras ao ocaso de ideais que calcam sua sociedade? Devagar aí. Não é porque não abraçamos ideologias com força (como nossos avós faziam) que estamos à deriva no mundo, não é? A geopolítica mundial se converteu numa espécie de teoria do caos, é vero. Isso avassala quaisquer princípios viciosos de nacionalismo com a simples intenção de nos transformar em cãezinhos obedientes do Estado? Ih, aí tem coisa. Estamos em tempos em que as mídias atingiram uma tal abrangência que a fabricação de heróis torna-se cada vez mais difícil. O que é um ponto positivo: será que o século XXI conseguirá ter um imbecil como Che Guevara tendo seu infame nome tomado para se criar um ídolo das massas? Veja como é fácil distrair a juventude das questões importantes: nossos universitários preferem brincar de salvar os pobres -- desfilando com camisas com aquele estêncil cretino do argentino que só sabia matar civis nos países dos outros -- do que repensar gente que poderia ser, com mais propriedade, elevada a heróis nacionais. Digo elevada, e não investida, porque, obviamente, não há heróis na História. O que há é gente mais forte pra agregar valor (dá-lhe publicidade) à sua imagem. Mas pensando bem, estou subestimando muita gente ao questionar o fato de o século XXI ter um idiota como "líder espiritual" entre os jovens...


#2
Findo esse irrelevante parágrafo, pondero. Gente como (...), convivendo com tal deslocamento, seria poupado(s) por um Estado que levasse a eugenia ao extremo? Há solução aos males sociais fora das leis da Biologia? Lembro-me de quando assisti Gattaca. A eugenia sufoca a mediocridade ou amputa a genialidade? Mais: quais os limiares da motivação? O excesso de cobranças (intrínsecas e extrínsecas) ou ausência delas? Imagino o teor de uma juventude cujo investimento da parte dos pais começa em seu código genético. É correto ou apenas confortável privar a juventude de certos fatores do livre-arbítrio? O que cada um considera razão de viver se esquiva dessas investidas sistemáticas? Talvez uma realidade assim só viesse a acentuar essa sensação de deslocamento de nossa geração. Já sofremos triagem de todas as formas possíveis, imagina passar por uma antes mesmo de nascermos. Isso funcionaria como um álibi pra anular as fontes de preconceito ante minorias, mas rapidamente um outro tipo de minoria seria encontrado. De certo modo, a humanidade passaria a ser controlada e aperfeiçoada (?) como fazemos com os bovinos que chegam a nossas mesas. O que embola tudo é que o homem não é mera estatística. É sentimento (se bem que a ausência disso em animais é um conveniente mito sustentado por empresas que vendem derivados de animais), é constante desafio -- em seu lado que flerta com a natureza -- ante obstáculos artificiais. Falta-nos atribuir alguma utilidade a tempos de dúvidas como o nosso ou falta sabermos trabalhar a mão-de-obra por meio da motivação disponível? Ainda precisamos entender o mundo de forma multilateral, porque ficar se segurando em certas expectativas é um luxo ao qual não podemos mais nos dar...


#3
(...) Os jovens crescemos não sabendo como desfrutar das coisas boas do mundo numa ideal correlação sentidos-razão. Algo inevitável que me faz às vezes constatar a mim mesmo que 'a vida é uma sucessão de desperdícios'. Talvez seja tal percepção de desperdício que traga esse estranhamento: as mesmas possibilidades que ramificam loucamente nossas aspirações são as mesmas que nos causam dúvidas que não existiam antes. Temos o direito a escolhas que nos são atribuídas muitas vezes sem sequer termos de demonstrar merecimento. Hoje em dia leva-se a sério demais as impúberes iniciativas da juventude. Com a presença de gente tirando proveito disso, ocorre que se sucede uma indevida legitimação dos atos dos jovens. Não há mais títulos, apenas glamurização de certas vulgaridades. Um caminhar ao nada. Niilismo pós-moderno este que mina quase todo o ímpeto e louvor de pessoas que, mesmo na juventude, já conhecem os domínios de seu destino. Expressar-se ficou fácil demais. Estabelecer metas, difícil demais. Um mundo que louva as manifestações da ignorância sob os argumentos do politicamente correto e economicamente viável e várias formas de afrouxo ético me constrange mais freqüentemente do que devia. Até o jeitinho é globalizado hoje em dia. A ambição pelo tédio, eis as peças que teriam sido trocadas em meu destino se vida tivesse assistência técnica.

domingo, 23 de agosto de 2009

Tentativa de silogismo

Devagar ou rápido, para qual caminho vamos?
Quando não se sabe o caminho a percorrer, qualquer caminho serve.
Portanto, não é pela velocidade que se escolhe um caminho.

sábado, 22 de agosto de 2009

Fotos...

Nino Quicampoix tinha a mania de colecionar, em um álbum, passos feitos no cimento fresco. Esta pouco romântica coleção, entretanto, foi substituída pela de fotos (rasgadas, danificadas e envelhecidas), achadas embaixo de photomatons, de estranhos. Eu não me sinto atraído por impressões visuais contidas em fotos 3x4 como Nino sentia. Mas me sinto pelas peculiaridades que as pessoas lhes confere ao publicar fotos suas na web. Efeitos de iluminação, cores cujo brilho é reduzido propositadamente, detalhes cuja proporção são engrandecidos em detrimento do trivial (como nucas e suíças, por exemplo)... dá o que pensar. Queremos aquarelas sem pincel pra delinear, vejam só.

É como se todo mundo hoje em dia quisesse fazer pose de vocalista depressivo de banda britânica. Quando não pretensioso, acho algo divertido. É como se a pessoa tentasse carimbar um pouco de seu estado de espírito á foto. Bom, isso hoje em dia é inevitável: certos sites de relacionamentos funcionam como a uma photomaton gigantesca para mim. Ou seja, não são frases copiadas de filmes ou referências pop que me chamam prioritariamente a atenção. Mas a personalidade com que uma foto é produzida. O universo alheio que é revelado em cada clique. Essa vontade de todo mundo de querer ser único. Como se houvesse alguma foto no mundo capaz de ler um olhar...


Texto medíocre que tava encalhado na gaveta há mais de ano. Era deixar aqui ou descartar sumariamente. Prefiro não saber qual a melhor opção...

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Assim eu broxo

Diálogos esparsos, ouvidos ao acaso. Desaprendam com elas, meninas...

_ Pois é, e ele faz questão de lavar a própria roupa quando chega do trabalho.
_ Cuma?
_ Ele disse que já estava acostumado, já que vivia só com a mãe. Nem lavar a louça ele deixa. Ela diz que, quando acorda no dia seguinte, a casa já está limpa.

_ Ah, miga, pra gente ver: metade dos hábitos ruins dos homens é por culpa nossa. A gente que os acomoda com certas coisas.

_ Detalhe: ela não trabalha fora, só ele.


_ Ah, saia mais algumas vezes com ele. Se ele não mudar, dê o fora.

_ Verdade. Se você não consegue dar um jeito nele agora, não consegue mais.


_ Ah, ele é tão carinhoso. Olha só esse presentinho lindo que ele me deu.

_ Mas você parece estranha, algo te incomoda?

_ Ele me faz uma coisa dessas, justo agora que tô pensando em terminar com ele.
_ O que você esperava que ele fizesse em plena semana dos namorados?
_ Eu sei, eu sei... ai.

_ Querida, pau fino só machuca.

_ Estava olhando minha lista de amigos... sabe com quantos deles eu fiquei?
_ Não. E nem quero saber.
_ Sim. Foi mais gente do que você, óbvio. Mas putz, era um bocado, viu?

_ Sabe, uma vez uma amiga tava contando da primeira vez. Ela disse que, na hora, perguntou pro cara, 'eu perciso abrir as pernas'? Cara, chorei de rir aquele dia.
_ Pergunta besta. Abrir, não precisa.
_ Não?
_ Basta virar de costas que a gente faz o resto...

_ Não consigo imprimir esse documento.
_ O botão tá vermelho?
_ Querido, meu botão tá é roxo!

_ Caralho, eu tô f*** com esse povo! Olha que eu gosto de ser f***, mas não desse jeito...!

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Uma interna (VI)

Um espírito livre, que ainda busca seu caminho. Como o vento, que vem e vai alheado. De volta. Porque, em vez de esperar, eu quis. Que saudade que eu tava...

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Já falei que GraphJam detona hoje?


Já que falei isso, pra não ficar no repeteco, fica aqui uma outra dica de site em que viciei também: Tetrisfriends.com! Tetris com tudo que se tem direito! Partidas online, com outros jogadores ou sozinho, com dez modos de jogo, rankings, possibilidade de se personalizar as peças e muito mais! E tudo isso feito com a responsa de The Tetris Company. Esse site ainda vai me deixar com LER, certeza...

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Poderia ser pior

* Quando comentarem contigo a respeito da arquitetura datada de Brasília, lembre sempre do que poderia ter acontecido se Tomie Ohtake tivesse projetado a cidade.
* Quando alguém reclamar de dor de cotovelo ao criticar um político no qual ele votou mas não admite, lembre seu interlocutor daqueeeeele ex-presidente impichado que foi ressuscitado pelo atual presidente. Pra bancar o xenófobo, troque o pollítico recém-mencionado pelo Malluf, mesmo.
* Quando reclamar que sua sitcom favorita tá ficando cansativa pelo fato de os personagens estarem amadurecendo e aprendendo a conviver mais harmonicamente no esquete televisivo, lembre-se sempre de que de repente seu canal de bobagens estadunidenses favorito pode chutar o balde a qualquer momento e começar a dublar a merda toda. Ou então seguir o exemplo do Sony e efeminar todos os seriados da nova geração, com romancezinhos mal-resolvidos e intriguinhas infantis.
* Quando começar a enjoar do perfume da namorada, lembre-se sempre de que ela poderia estar usando alfazema, colônia ou talquinho emprestado da avó. Não ria, isso é sério. Existe gente assim.
* Quando reclamar da programação do cinema, lembre-se sempre de que um dia seu filho catarrento te fará assistir às mesmas merdas que você repudia agora.
* Quando reclamar do design do controle amorfo, sem graça e com analógico feito pra pedreiros do Playstation, lembre-se de que há a alta possibilidade de a Sony cometer a imbecilidade de manter o mesmo controle inalterado para um possível Playstation 4.
* Quando reclamar de seu time, lembre-se do futebol carioca.
* Quando se perguntar porque cantores e atores fazem tanto sucesso na política, lembre-se de que o contrário pode não ser tão improvável assim. Atuar políticos já sabem.
* Quando reclamar das colunas medonhas de Doigo Mainardi, lembre-se do perigoso precedente que Lya Luft abriu: escritora de auto-ajuda ganhando coluna.
* Quando reclamar daquelas palestras motivacionais com um mala sem alça macaqueando na sua frente, lembre-se de que alguém como Michael Scott poderia ser seu chefe. O House é uma boneca perto do estilo agressivo de Michael...
* Quando estiver numa crise existencial olhando pro relógio no serviço e anseando pelos próximos trinta anos até a aposentadoria, lembre-se do velhinho vendendo picolé na praça que reclamava da mesma coisa e que viu seu pé de meia reduzido a ki-suco batizado com mais de 40% de corante.
* Quando reclamar do quanto alguma coisa engorda, lembre-se das gorduras trans. Elas serão o novo câncer nos próximos 20 anos...
* Quando reclamar de algum filme medíocre, lembre-se de que sempre haverá gente disposta a fazer versões de LIVROS medíocres para o cinema. Paulo Coelho vai virar filme com Veronika decide morrer. Oremos.

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Graph jam detona!




Porra, que site viciante. A responsa é tanta que tem até uma ferramenta pra você criar seus próprios gráficos. Acima, alguns toscos que criei antes de postar este texto.
(hmm, eu devia começar a cobrar um jabazinho pra colocar eses links aqui... =p)

terça-feira, 4 de agosto de 2009

Túnel do tempo



Universidades públicas são ímas de maluco. Isso não se discute. Até acrescentei num texto anterior que as considero museus a céu aberto. Isso ideologicamente falando, também. Não me limito a constatar os adesivos da campanha de Lula em 1998. Serei mais original com este post. Jã vi muita coisa velha por lá, como se certos setores daquele lugar tivessem congelado no tempo. Mas há algumas coisas que encontro de vez em quando que me impressionam:

_ Um boleto de uma organização monarquista, solicitando doações. Encontrei enquanto organizava a bagunça duma sala que viria a trabalhar nos próximos dias. Uma bagunça de anos, diga-se de passagem; saí espirrando poeira por uns dois dias. Enfim, o supracitado boleto estava num envelope que continha o nome do conveniado, um maluco que trabalha numa sala do outro lado do corredor onde trabalho. No envelope, o brasão de armas da família real, a heráldica e toda aquela viadagem que só gente que viveu na nobreza um dia ainda dá algum valor. E dizeres ressaltando as "grandes" conquistas da família real, os tempos áureos da monarquia e outros textos de um pedantismo catedrático tão ridículo e metido a besta quanto os dois termos que acabei de usar nesta frase. Monarquistas no Brasil, quem diria... a cereja em cima do sundae foi quando, após arrumar toda aquela baderna, fui pegar alguns materiais de escritório no almoxarifado e me deparo, no alto da parede da sala do simpatizante da monarquia, um brasão de metal (talvez um latão bem cuidado, vá saber) com duas espadas cruzadas, orgulhosamente ostentado em cima de um armário caindo aos pedaços. Talvez fosse uma heráldica qualquer, mas tô pouco me lixando pra diferença. Simpatizar por um regime político que sustenta gerações inteiras de dândis apenas pra usá-los como mascotes de políticos é ridículo. Mascote é coisa de time de futebol; não tracemos tal paralelo (novamente) com política... deixemos isso pros ingleses e outros que perdem tempo com coroas...

_ Um exemplar de uma revista destinada à comunidade soviética, datada de outubro de 1989: a Sputnik. Uma espécie de Reader's digest (as Seleções) dos soviéticos. Encontrei esta quando, ao terminar o expediente meia hora mais cedo, me dirigi a um outro setor pra ficar de papo furado com uma amiga. Numa gaveta encontro esta pérola. Impossível dizer o que é mais bizarro naquela publicação. Impossível. Vou elencar algumas observações e deixar essa tarefa com vocês: o português (de portugal) meio eslavizado e cujo vernáculo contém estranhíssimas escolhas do tradutor (possivelmente por palavras que viessem a facilitar a leitura e fonética dos assinantes de origem eurasiática) é um; as matérias condescentes sobre os acontecimentos políticos que culminariam na inevitável perestroika são dois; as propagandas são três; uma coluna descrevendo emocionantes partidas de xadrez como um esporte, exatamente como um colunista descreveria a última rodada do Brasileirão são quatro (a poprósito, algumas partidas eram de Kasparov); uma coluna falando de uma festa tradicional com um urso decapitado são cinco (se você achava que aquele urso decapitado no finalzinho de Borat era zoeira de Sacha Baron Cohen, lembre-se de que a realidade sempre vence a ficção); a seção de carta ao leitor onde um leitor rebate a carta de outro que sugere a volta ao stalinismo, sendo que na réplica em questão o leitor afirma que algo assim decerto resultaria na prisão e tortura de toda a redação da revista em questão são seis; uma coluna de cultura absolutamente incompreensível são sete (é como juntar Gerald Thomas, um cantor da MPB e algum filósofo alemão qualquer pra uma mesa-redonda); e uma seção de humor (se eles não me tivessem avisado se tratar duma seção de humor, ficaria a ver navios... espere, ainda estou a vê-los) em que se critica a mediocridade do cinema hollywoodiano enlatado são oito. Tudo isso impresso com papel da melhor qualidade em Helsinque. Surreal. Livro de História algum poderia me oferecer informação e amostra da História mais improvável que esse.

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Você percebe que está ficando velho quando...

_ O acôrdo ortográphico altera a graphía de marcas consagradas como Azaleia;
_ Um ex-presidente, dono de um estado inteiro, assume a presidência do Senado, apronta todas com atos secretos e, ainda por cima, é protegido do atual presidente;
_ Um outro ex-presidente, mesmo tendo roubado as poupanças de milhões de brasileiros, levando muito deles à inanição, volta ao Senado também. O presidente atual, que ele derrotou há mais de quinze anos atrás, deixa mais uma vez sua pele de cordeiro escorregar por entre os ombros (se essa tendência se mantiver, imaginemos do que nosso atual, ao ser ex-prsidente, será capaz);
_ O acidente mais grave da F1 dos últimos quinze anos é uma mola saltando da traseira de um carro, a 300 por hora, em direção ao capacete de um piloto da Ferrari. Felizmente, ressalto; chega de tragédias;
_ O funeral de astros pop têm ingressos limitados para os fãs que desejam prestar seu respeito;
_ O conteúdo gerado pelos portais de Internet ficou tristemente alinhado com o da TV;
_ Uma companhia de teatro, ao divulgar suas peças, não perde mais tempo propagandeando seu evento mencionando a quantidade de telespectadores ou críticas favoráveis; ela se limita a mencionar a quantidade de pageviews que seus vídeos clandestinamente colocados no Youtube tiveram;
_ A habilidade de escrita de uma geração inteira está se limitando a 140 caracteres via Twitter;
_ Niilismo virou atitude na mão de marcas escusas;
_ O indie rock se confunde facilmente com o new age e ninguém acha isso ruim;
_ As empresas querem assumir uma postura ecologicamente correta ao imprimir flyers com papel reciclado ao mesmo tempo que entopem nossos rios e bacias hidrográficas em geral com embalagens excessivas e derivados do plástico totalmente desnecessários;
_ As guerras que os americanos criam, nessa busca desesperada por vaidade histórica deles, são perpetuadas pelas mesmas nações que eles financiam;
_ Começa a se preocupar com o que as pessoas terão como referencial ao pensar a música brasileira criada no começo desse século, daqui a umas décadas: Jorge Vercilo? É o tchan? Los hermanos? É tchubaruba demais para uma década só...;
_ Intelecutalidade virou estilo, e não significa mais nada além disso. O mundo atual não tem mais formadores de opinião, num mundo em que a informação te afoga antes que você possa se apoiar seguramente em uma;
_ As mulheres te tratam como um cão sarnento apenas pra ver por quanto tempo você consegue ficar ao lado delas, exatamente como as propagandas de absorvente e as comédias românticas ensinam, nessa glamourização doente à vida profissional e ao ego que a mídia faz em cima delas;
_ Todos os desenhos que você assistia inocentemente na infância parecem, subitamente, conter ideologias e valores deturpados para crianças que, incrivelmente, eram aceitáveis na época de produção deles. E que os atuais fazem exatamente o contrário: trazem, de propósito, conflitos psicológicos que ninguém abaixo de dez anos precisa ser exposto, e ninguém acha isso ruim;
_ Tem remédio pra levantar tudo: a autoestima, o amor-próprio, as rugas, o pau...
_ Só as zebras das eliminatórias ganham copas do mundo;
_ Descobre que o mundo é gay e que pelo menos (pelo MENOS) metade das pessoas que trabalham com você tem tendências bicuriosas, digamos assim;
_ Até as calças estão sendo fabricadas com estampas;
_ Os celulares fazem tanta coisa hoje em dia que os equipamentos de espionagem estão perdendo a razão de existir. Como locadoras de vídeo em meio à pirataria e ao P2P.