terça-feira, 30 de junho de 2009

Abaixo o deslumbramento, acima à serenidade

Deixe a grandeza para os sonhos. Ponha a descontração na realidade. E tente parar de correr antes que suas pernas cedam a tanta fadiga. Abra alas ao tempo e erga os braços ao céu. Empunhe sua imaginação. Se nada disso for o bastante, não importa. Não precisa ser o bastante. Nem único. Contentemo-nos com o que nos apraz...

segunda-feira, 29 de junho de 2009

Como menosprezar faculdades mainstream

Quando encontrar algum chato com o rei na barriga, falando como o curso dele é foda, saia com uma dessas pílulas de cinismo:

Medicina: a vida é muito curta pra se mexer com sangue.
Direito: a vida é muito curta pra se estudar códigos.
Matemática: a vida é muito curta pra se perder com números.
Administração: a vida é muito curta pra se gastar fazendo declaração do imposto de renda dos outros.
Enfermagem: a vida é muito curta pra limpar baba de idosos. Ou pra gastar metade do salário em cursinho tentando passar pra Medicina.
Letras: a vida é muito curta pra brincar de poeta maldito. Eu que o diga.
Filosofia: a vida é muito curta pra queimar fumo durante as discussões sobre Schoppenhauer.
Psicologia: a vida é muito curta pra criar estratagemas e ficar testando sua sexualidade com suas amiguinhas de faculdade, meninas.
Nutrição: a vida é muito curta pra fazer dietas, então gaste a vida curta alheia tirando-lhes a alegria de viver.
Física: a vida é muito curta pra tentar entender quando o universo vai extinguir toda a vida no planeta.
Química: a vida é muito curta pra ficar fabrincando água sanitária no fundo de casa...
Jornalismo: a vida é muito curta pra passar o resto dela sendo confundido com estagiário ou freelancer.
Publicidade: a vida é curta demais pra dar Ctrl-C Ctrl-V nas ideias dos outros até ganhar LER.
Rádio e TV: a vida é curta demais pra ficar tocando Fábio Jr. na Band FM.

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Rapidinha de bar

_ Vou pedir um Sex on the beach.
_ É 'sexY'!
_ Não, é sex!
_ É sexY!
_ Porra, já conferi isso em tudo quanto é cardápio, e nunca vi ninguém chamando esse drinque de sexY!
_ Joga no Google então, criança.
_ Estava pensando, porque eles não aportuguesam logo o nome desse drinque? Podiam chamá-lo de Cicarelli. Seria até mais fácil pra lembrar na hora de pedir...

terça-feira, 23 de junho de 2009

Ideias que queria ter tido




Por muito tempo tenho me entediado com a Internet. Sempre os mesmos links, sempre os mesmos blogs querendo fazer humor copiando montagens engraçadinhas dos outros, sempre as mesmas pessoinhas querendo te adicionar em sites de relacionamentos... o fato é que o Google, ao mesmo tempo que deixou a net "menor", a condicionou para seus usuários. Não saímos, de um roteiro programado em nossas cabeças, ao acessar sites. Não fazemos nada sem ele (Google), e isso é triste: toda a autonomia em se buscar informação e buscar referências novas está indo embora. Nesse marasmo virtual, comecei a recorrer aos feeds. Tecnologia bacana, essa. Me poupa um tempo fenomenal que eu dispendiaria para catar milho em vários sites. Em vez disso, obtenho tudo que esses sites produzem num lugar só e peneiro tudo o que agrada mais. Me sinto um funcionário do Ministério da Justiça lidando com censura. Só o que me interessa permanece em meus bookmarks. Nesse contexto, descubro o conceito de bookmarking. Sites como FFFFound passam a fazer parte de meu roteiro cotidiano no computador. O que se inicia como uma mera peregrinação por imagens conceituais, ensaios pretensamente artísticos e ocasional pornografia acidental, passa para uma rica experiência de troca de sites. Cada imagem possui o local de onde ela veio. Como se o site fosse um mural gigante onde ao lado de um flyer de uma festa você encontra um cartaz informando um curso, por exemplo. Bem instrutivo. E caótico, como um mural. E como a vida. Assim, ando descobrindo as coisas mais inusitadas. Entre elas, uma idéia simplérrima, mas genial. Sem mais palavrório, confiram The Nietzche Family Circus. O conceito do site é tão simples quanto brilhante: uma imagem, retirada de uma série de tirinhas famosas nos jornais estadunidenses, é combinada com uma frase de Nietzche. As possibilidades são tão dadaístas e intrigantes quanto as do FFFFound. Cada vez que você atualiza o site, uma combinação nova. Gostou de uma em particular? Sem problema, clique em permalink e gere um link para repassar aos amigos. No link deste post tem um exemplo de uma tirinha para a qual criei um permalink.

Ainda vou adaptar uma ideia dessas por aqui... (sim, confesso que criatividade é para os fracos. Os fortes as roubam, clamam autoria e vendem os direitos... nada se cria. =p)

sexta-feira, 19 de junho de 2009

O país da piada pronta

Relacionarei abaixo uma notícia desse ano (com algumas notas pessoais) que prova rapidamente o título do post. Seguido de alguns pontos que andei levantando a respeito disso. Chargistas, humoristas, comentaristas... todos eles tornam-se inúteis quando nos limitamos a ler as notícias desse país.

STF derruba exigência de diploma em Comunicação Social para o exercício da profissão de jornalista.

_ Ah, era exigido? Fico feliz de saber que aquela meia dúzia de zines que chamam de jornal em minha cidade são feitos por gente com ensino superior. Gente preparada para me deixar bem informado. Quem diria que eu precisaria gastar quatro anos esquentando assento de faculdade só pra copiar notas de correspondentes internacionais, não conferir as fontes, escrever colunas de opinião obviamente equivocadas e levianas e fazer montagens engraçadinhas no photoshop! Seria mais rápido eu criar um blog... agora será ainda mais rápido sem eu precisar de um canudo. O Brasil inovou mais uma vez: nosso jornalismo já não era dos jornalitas; agora então será, de vez, dos freelancers. Tenham medo, teóricos da conspiração... muito medo.

_ E eu achando que meu curso estava desmoralizado. Curso este que até hoje não possui um conselho para regular o exercício da atividade, que é sempre vítima de corte de recursos públicos e que só atrai aspirantes a poeta maldito para suas fileiras. Dizem que um mal profissional de humanas é tão negligenciado assim porque não vai derrubar prédios nem matar ninguém. Agora, também
não saberá (sic) informar. Como fico feliz de não ter feito jornalismo; as chances de eu ter escolhido esta nefasta profissão foram altas depois que terminei o Ensino Médio. Fala sério, facultar um diploma para o exercício de uma profissão é, no mínimo, uma glorificação cega à meritocracia. Vício que até mesmo o serviço público tem combatido, mas que o profissional da informação se verá acometido sob poder de justiça. Sim, o Brasil não é um país sério. Chegaremos ao final deste ano com material surrealista o bastante para desafiar as gerações futuras a acreditar no que fomos capazes de fazer...

Vejo isso como uma forma desonesta de nossas autoridades usarem a atual tendência colaboracionista de nossas mídias. Jornais na web tem seções como 'vc repórter'; canais de TV tem quadros que incentivam o envio de vídeos amadores sobre eventos recentes (tipo pegadinhas, com a diferença de que o humor está em sua alienação); a mídia impressa imprime suas matérias como, muitas vezes, meras prévias de um conteúdo mais completo na Internet... ou seja, a opinião está sendo tratada como um subproduto. Isso é uma clara tentativa de se enfraquecer a opinião pública e de fragilizar a já bamba credibilidade de nosso jornalismo, que baixa a cabeça pra muitos fatos importantes para não incomodar o país dos outros. Alguém avisa pro STJ que jornalismo, por mais desprezível que essa atividade seja in loco, é termômetro de qualquer democracia (ou mesmo da ausência dela), faz favor.

terça-feira, 16 de junho de 2009

Demasiado humanos...

Sentimentos. Só os que são força da natureza existem de verdade. Todo o resto é invenção dos homens. O que não derivamos de um atribuímos a outro a fim de seguir convenções. Com ou sem eles, acabamos sempre alvejando alguém. Por eles somos alvejados, sejam verdadeiros, sejam falsos. Quando por vontade própria, é hora de pensarmos: estamos derivando o que sentimos ou o que o outro sente? Não importa a resposta: um fato não muda em relação a isso tudo. Estamos sempre fugindo da solidão, o mais irredutível dos sentimentos. O único que nasce com a gente, o único que nunca te abandona e um dos mais simbióticos de todos. E às vezes fonte de todos os outros...

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Muggles

"HARRY POTTER" é uma série que marcou a primeira geração para a qual celular, computador e mundo virtual são naturais. Naturais como Nutella. Ao tratar de magia, fala, no fundo, do admirável mundo novo virtual.

A série reserva o nome de "Muggles" para pessoas que não têm poderes mágicos. Traduzido em novos termos, são pessoas que não conseguem se orientar na magia do mundo digital.
Quem passou por experiências como as do mimeógrafo, da máquina de escrever, dos LPs e do fax é um sério candidato a Muggle. Mas, ao contrário do que apregoa a série, ser Muggle não é destino. É uma construção social.

A discussão sobre a chamada "pirataria" na internet, por exemplo, é assunto de Muggles. Parte da falsa premissa de que é possível estabelecer direitos de propriedade na rede como no mundo não virtual.

Na vida da rede, dinheiro e autoria têm novo significado. As práticas colaborativas não têm autor definido. Seus produtos são obras coletivas que se valem de ferramentas inovadoras como as de tipo "wiki" (cujo produto mais conhecido é a "Wikipédia"). Refletem a realidade como produto cotidiano coletivo e não segundo a imagem romântica de um mundo forjado por uns poucos gênios e líderes incomuns.

Não que o espaço para o desenvolvimento de individualidades e de grupos tenha desaparecido. Pelo contrário. Consumir cultura na rede transforma a relação de consumo clássica. Já não é absurdo que artistas e grupos possam pensar em viver de contribuições diretas, pulverizadas e praticamente anônimas. E que expressam algo como uma adesão voluntária a um projeto, a uma ideia, a uma forma de levar a vida. Uma maneira direta de financiar a produção cultural e artística que mina o oligopólio da indústria e dos mecenas, estatais ou privados.

A eficácia da repressão e das campanhas que estigmatizam o compartilhamento de arquivos como "pirataria" não tem que ver com punições, cada vez menos aplicáveis. Tem que ver com o cultivo e a sobrevida do espírito Muggle, com que os detentores de direitos autorais de expressão procuram adiar o inevitável. Aproveitam esse período de transição para explorar ao máximo o patrimônio de que ainda dispõem, até inventarem novas maneiras de ganhar dinheiro com arte e cultura.

Defender a propriedade no mundo virtual nos mesmos moldes do mundo não virtual só tem sentido enquanto ainda sobreviver o mugglismo. Coisa para uma ou duas décadas talvez. Ou para daqui a pouco, caso um súbito movimento organizado de terabytes resolva engoli-lo de uma hora para outra.


Fonte: Folha, 26 de maio de 2009. Lido em http://textosdoblog0news.blogspot.com

Que bom que não sou rico

Pra mim, poucas coisas são tão tristes nesse mundo quanto gente rica. Eles se acham acima do céu e da terra por causa de suas contas na Suíça. Inventam esportes que só eles têm condições de jogar, abrem boates cuja porta do banheiro custa mais que seu salário, compensam impotência com carros importados e compram suas companhias. Em especial as femininas. Afinal de contas, amor é coisa de pobre*. Então vejam só: quanto mais as pessoas enriquecem, mais elas se sentem num universo paralelo que os distancia irremediavelmente do valor das coisas simples. É gente que domina o mundo mas vira escravo de seu próprio espólio. Como com qualquer outra forma de poder (cargos, posses e correlatos), ricos não fazem novo amigos. A eles só resta se apoiarem nos que já são seus amigos. E assim a riqueza age na vida deles: cristaliza sua humanidade e cria orgulhos desnecessários.

Outra coisa ruim de ser rico é que o dinheiro rouba o sentido da vida. Essa perigosa atribuição que a este fazemos com felicidade frustra as pessoas. Não somos as coisas que temos, mas tem tanta gente que quer impedir que os ricos percebam isso que é fácil perder a conta. A riqueza compra um estilo de vida, mas faz as pessoas desaprenderem a importância da doação. Em vários sentidos. Ter com quem usufruir das coisas é mais importante que tê-las. O poder acaba se tornando um vício que nos faz querer ter mais dele. Uma compulsão. Taí o cúmulo da incompetência: ser um rico infeliz*. Ah, mais uma coisa que me incomoda nos ricos é que eles não adquirem aceitação social: eles as compram. O que acontece na cabeça de uma pessoa que se percebe com poder o suficiente pra comprar benesses sociais? Simples: sua vida vira um mero cardápio, onde ele se torna o que come. Escolhe seus confortos e paga por suas carências. A única coisa na natureza humana que a riqueza compra de verdade é inveja. O resto nasce com a gente.


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Frases de autoria de André Dahmer e Dario Velasco, respectivamente.

sexta-feira, 5 de junho de 2009

The office (II)

[ao telefone]
_ Oi, queria falar com a secretária.
_ Está falando com ele.
_ Ele? Como assim? Você acabou de entrar?
_ Sim, há pouco tempo.
_ Ah sim. Com essa voz de criança eu não podia adivinhar...

[falando com a chefe, depois de esclarecer uma falha de comunicação em que houve confusão com o nome de duas pessoas, relativo a um compromisso]
_ Mas de onde você tirou o nome dessa mulher?
_ Da minha imaginação.

_ Você marcou meu voo para Brasília às seis da manhã. Me diz o que eu ia fazer naquela merda de cidade aquela hora. O fórum só começava de tarde!
_ Bom, dava pra ir à feira...

_ Dá licença, estou falando com o meu amigo. Bom, pelo menos assim o considero.
_ Hmm...
_ Tem um amigo me que costumava dizer o seguinte pra gente: [fala ao pé do ouvido] amigo é meu pau, que mora ao lado do meu cu e nunca me come!

_ Ei amiguinho, pode trazer essa cadeira pra mim?

_ Você devia aproveitar pra ver um filme hoje.
_ É mesmo?
_ Sim, hoje é meia entrada em todas as sessões.
_ Não é não, é na segunda.
_ Não, é na quarta.
_ Hoje é quinta, sabia?
_ Afff...

_ Fulana, você tá gostosinha hoje...

[ao telefone]
_ Olha, eu não posso aceitar este pedido. Tá tudo errado. O nome do proponente, a data, nada bate.
_ Hmm, vou ter que mandar outro.
_ Pois é. Esse papel foi feito nas coxas, ficou uma merda. Diga isso a quem preparou o documento.
_ É, preciso fazer muitas correções.
_ Peraí, foi você quem fez?

[na mesa de reunião, na outra sala]
_ Ah, finalmente tô te vendo ocupado, trabalhando...
_ Cuma? Mas tô ficando macarrão, mesmo...

_ Gostei da sua calça pula-brejo. Huahuahauhau
_ Gostou? Combina com meus sapatinhos...
_ Ah, esses pretos? Parecem sapatos de colégio católico.

_ Acho engraçadas as roupinhas de criança que Fulana veste. Tem sempre alguma coisa babadinha nos vestidos dela.

_ Oi, estou procurando Sicrana.
_ É aquela senhora ali, com os óculos gigantes.

quarta-feira, 3 de junho de 2009

USA for Africa o caralho!

Sabiam que o presidente da Guiné-Bissau foi assassinado esse ano? Claro que não sabia. Ninguém liga pra África. Ela nunca é mencionada no jornal antes da novela. Ele cometeu o mesmo erro de Benazir Bhutto: retornou a um país que derrubou seu próprio governo, achando que seu passado no poder não teria sequelas em seu novo momento político (gente, coronelismo retornando das cinzas como fênix só ocorre na República das bananas). Mas quem liga pra isso? Essa notícia me chamou a atenção enquanto lia a Wikipedia no trabalho (um certo site de relacionamentos é bloqueado, então dispenso momentos de futilidade com um pouco de conhecimento enciclopédico virtual). Três dias atrás, atendi quatro estudantes de intercâmbio. Três deles da Guiné-Bissau. Um deles me mostrou fotos da família enquanto eu terminava de arrumar um arquivo para ele no computador. Deve ser consternador, aliado ao fato de um oceano te separar de casa, imaginar como sua família deve estar em sua terra natal, num momento de fértil instabilidade como este. Em verdade, a guerra civil é algo que ainda vai correr pelas veias da juventude africana por muito tempo. Digo isso porque a prima desse rapaz, ele comentou comigo numa das fotos, é uma fuzileira naval. Nas outras, uma grande mesa abrigava a família, a céu aberto, num dia festivo. Nunca vi tanto bolo numa mesa só.

O continente africano tem se feito presente em vários momentos de meu cotidiano. Não apenas no trabalho: quatro filmes que assisti nos últimos meses se passam por lá. O último rei da Escócia, Hotel Rwanda, Diamantes de sangue e Apertando a mão do diabo. Três fantásticos e um razoável, respectivamente. Forest Whitaker foi feito para seu papel no primeiro, e Don Cheadle traz um carisma contido e envergonhado, típico de tempos de guerra, que só o povo africano carrega em meio às desgraças de sua terra natal, no segundo. No terceiro, Djouni Hounson é um homem que é refém tanto de um perverso mercado de jóias preciosas quando de seu próprio país. E Roy Dupuis, bem, foi uma surpresa vendo fazê-lo algo mais do que um agente de La femme Nikita, no quarto. Em todos os quatro, o mesmo paradoxo: ninguém intervém nesses crimes contra a humanidade sob o argumento de qe pouco podem fazer, e quando o "tentam", são repelidos pelos nativos sob a premissa de que a culpa histórica por tudo aquilo é deles mesmos. Um círculo vicioso. Uma série de segregações raciais criadas ou incitadas por infelizes colonizações. Histórias sem moral. Povos inteiros que não sabem governar a si mesmos sem se matar a si próprios. Um espólio antropológico para o qual o mundo fecha os olhos.

O papel da ONU aqui é constrangedor. A mesma ONU que preza pelos direitos humanos é a mesma usada por suporpotências omissas o suficiente pra ignorar o desespero dos refugiados. Em Hotel Rwanda, o De mille colins é a mais perfeita metáfora de como a África é vista no cenário geopolítico internacional. Os judeus têm dinheiro, os árabes, petróleo. Os africanos só têm pobreza. Alimentada por suas riquezas naturais. Que consomem a dignidade de populações inteiras mesmo quando chega à vitrina da joalheria. Quando a pobreza num país é endêmica o bastante para que eles não consigam pagar suas dívidas muito menos se desenvolver o bastante para ter uma remota chance de fazê-lo no futuro, temos uma forma velada de colonização.