sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

Raspa do tacho

Tenho algumas teorias malucas, como vivo cá expondo. Uma delas é de como as músicas bregas matam mais que Portishead, Radiohead e outras bandas simpatizantes do suicídio juntas. Só com rimas óbvias, com introspecção paupérrima e sentimentalismo gratuito (que alcance entre as massas fantástico eles conseguem), devíamos considerar os cantores sertanejos um foco dessa atual doença social. Que crise econômica que nada (há quem diga que ela esteja tendo o suicídio como efeito colateral), quanto corno, brocha e pobre por aí saindo do bar e se jogando da ponte por causa da Boate azul... ou seja, Chitãozinho e Xororó é tr00.

Letroca. Há quanto tempo não ouço falar desse site (e do Fulano também; aquela fase da Internet de brincar de rifa acabou, felizmente). Fica o link, indispensável. E preu não esquecer mais, também. Jogos de palavras sempre me prendem a atenção. Já cheguei ao cúmulo da nerdice de baixar do finado Underdogs (portal de jogos descontinuados) o abandonware do Scrabble. Yeah...

Um tempo atrás assisti um filme no History Channel contando a ascensão de Hitler ao poder na Alemanha. Até aí nada de mais, não fosse o fato de ser um filme de quatro horas, dividido em duas partes. No geral, o elenco é desconhecido, mas há algumas menções honrosas a se fazer, como Liev Schreiber, e Peter O'toole, que só sabe fazer papel de velho déspota decrépito, quase morrendo. Ele é muito bom nisso. Ele tem tanta pinta de moribundo que parece ser irmão do Keith Richards quando atua.

Um gênio. Esqueça aquele humor primário de tirinhas feitas no Paint (que também me fazem rachar o bico) e confira os diálogos de dois dos maiores compositores da música erudita em situações nonsense. Porra, não me canso de impressionar com a criatividade dos desocupados...


E um pacote de citações pra fechar.

"Nunca julgue um livro pelo seu filme."
J. W. Eagan

"Ele é pobre, mas tão pobre, que só tem dinheiro."
Pedro de Lara, ao ser sumariamente demitido por Silvio Santos, após anos de casa no canal dele, quando perguntado se guardava algum rancor.

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E assim fecho o ano de 2008 com mais um post dispensável e em eterna gratidão à minha chefe por ter adiado minhas férias em oito dias. Boas festas a todos, bebam sem moderação, depenem uma galinha viva e joguem cinzas de urubu em seu terreiro pra ter a pessoa amada de volta em quinze dias. E antes que se perguntem, este post está programado; não são tão patético a ponto de perder tempo com blog a cinco dias do ano novo. See ya.

terça-feira, 23 de dezembro de 2008

Só mais um rostinho peitinho bonito

Vamos mandar a real: peito e bunda são importantes quando observamos alguém do sexo oposto. Naturalmente, muito marmanjo por aí responde que sua parte favorita da anatomia feminina é a bunda pra não pegar mal entre os amigos, já que sensibilidade pra se observar outras coisas nelas é um hábito visto de forma caricata no universo da testosterona. Mas como não estou numa rodinha de amigos não preciso elogiar a bunda de ninguém com afetação (não preciso dela pra fazê-lo, hohoho), cá exporei de forma mas analítica o que observo -- e o que evito a todo custo observar -- nas mulheres. O que considero bonito observar nelas são, pra começar, mãos. Não necessariamente aquelas que mais parecem carro alegórico, dado o excesso de esmalte ou aquelas florzinhas cafonas desenhadas perto das cutículas, mas aquelas de proporções harmoniosas. As alongadas pra mim conotam uma personalidade ardilosa. Eu e minhas teorias malucas; daqui a pouco escrevo um post apenas discorrendo sobre a relação diretamente proporcional entre o comprimento dos dedos e certos traços de personalidade. Eu poderia revolucionar a quiromancia com isso, mas gente com coisa melhor a fazer do que eu já criou a dermatoglifia (tem gente que adora catar milho...) pra isso. Outra coisa que observo são os olhos, e minha teoria a respeito das mãos encontra equivalente aqui, já que creio piamente que, quanto menor os olhos de uma mulher, mais ela tem a esconder e mais habilidade pra dissimular vem por tabela. Olhos de ressaca, amiguinhos; Machado de Assis sabia das coisas. Esse é um que deve ter se inspirado numa furada de olho que levou na adolescência pra escrever seu célebre romance. Outra coisa: quanto mais profundo um olhar (quanto mais dificuldade houver pra se identificar a cor dele e seu globo ocular), mais profunda encontra-se a localização de uma mágoa. Olhares perdidos, vejam só, encontram no breu de suas retinas o elo perdido das alegrias passadas.

Outra coisa que deixa minha imaginação passeando são cabelos. Lisos, encaracolados, volumosos, cada um com sua personalidade. Cada mechinha saltando ao ar, lutando ou cedendo à gravidade, em detalhes que, absurdos para as massas, sugerem muitas coisas para mim. Por isso faço um apelo pessoal: tinturas, Neutrox e Colorama não dá, garotas! Outra coisa: chapinha pra mim é o equivalente capilar pra espartilho. Não funciona pra mim. Pra quê photoshopar o próprio cabelo? Penteados de novela duram no máximo uns seis, oito meses; seu cabelo depois disso fica contigo, e não com a personagem coitadinha que se dá bem no final. Pensem nisso. Com o cabelo, a mulher desempenha diferentes papéis, então não se percam em seus personagens. E prossigamos o raciocínio falando da forma como elas se vestem. Estampas, cores lisas, combinações, tudo isso conta pra se analisar o bom gosto da pessoa. Inclusive o tamanho da bolsa: lembrem-se, vocês estão vestidas pra matar, e não pra ir à feira, então por obséquio descartem as bolsas grandes; ninguém vai jogar boliche nem fazer colheita de café hoje. Quanto às combinações de roupas, o ideal é que o calçado nunca seja de cor mais clara que o chão (ou ao menos mais clara do que você está vestindo), e que se tenha a consciência de que certas cores não foram feitas pra certos tecidos ou modelitos. Outra coisa: respeite seu biotipo e não me deixe com VA ao usar blusinhas que deixam a pancinha à mostra e os filetes de gordura laterais mais à mostra ainda. E mais uma coisa: saias sempre serão bem vindas! Desde que com estampas (seu pastor não manda no seu armário). Não são apenas jeans que nunca saem de moda.

Finda minha descrição das várias coisas que colaboram pra compor uma aura de paixão e unicidade que apenas uma presença feminina pode trazer, falemos daquelas que me deixam meio neurótico. Comecemos com narizes: eles são tão invasivos que os japoneses são famosos por praticamente escondê-los em sua manifestação pop mais notória, os animes. Não gosto dele porque o nariz não é exatamente algo que você escolhe observar ou evitar. Durante o beijo, se ele for muito grande, fica parecendo uma porteira aberta resvalando em seu olho durante o ósculo. Sem falar que uma ofegação pode passar do afrodisíaco pro broxante rapidamente. O inconveniente do nariz não é seu tamanho, mas seu formato estranho: não bastassem as orelhas, cuja cartilagem lhes confere um formato que destoa das sinuosidades de um belo semblante, temos ainda o nariz, cujo formato estranho... sei lá, talvez isso explique porque nenhuma espécie no reino animal se beije, pelo menos como nós fazemos. A evolução das espécies nos pregou uma peça. Mas chega de falar de nariz; esse assunto me desanima. Falemos também de -- preparem-se -- pêlos no buço! Sim, meus caros: aqueles folículos intrusos incrustados nos lábios de sua amada. Toda mulher tem, em maior ou menor grau. A única razão prelas não passarem a gilete naquela coisa asquerosa é prum simples beijo não virar um velcro entre seus buços. Ruim com ele, pior sem ele. Elas fazem sua parte: descolorem, arrancam com pinça, mas não adianta: ainda precisaremos de alguns milênios pra, com sorte, a biologia livrá-las de vez deles. Deixei todo mundo paranóico? Então agora vocês têm uma noção do que narizes fazem com meu psicológico. Mas não se preocupem: nos perdemos fácil num olhar. Não que peito e bunda não colaborem pra isso, mas por mais que estes saltem aos olhos, olhos alheios estarão à disposição pra pegar os seus no pulo e fazer os seus, sem objeção, fazer vigília a outras coisas.

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

Let's rock

Esse joguinho mudou minha vida.


Guitar Hero espremido num joguinho em flash: caiu uma lágrima de um olho. Como vou conseguir fingir ser eficiente no trabalho com um joguinho desses em meu desktop? Desafio... quando não é o Playstation quase me deixando com LER, é a Internet com essas pequenas maravilhas...

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Amar é...

Nos anos 80, uma tirinha com esse título desfrutava de relativa fama aqui no país. Atualmente, sua autora, descendente de italianos (o que torna compreensível o espírito de seu traço) já é falecida, mas seu filho continua com a tirinha. Entretanto, seu peso no imaginário popular é talvez maior do que o fato de as pessoas, especificamente, conhecerem a tirinha. Falo da expressão que dá título ao post. Que desavisado nunca se pegou perguntando-se isso, naqueles momentos poeta que todo mundo tem quando tem tempo ocioso demais nas mãos? Então. Abaixo trago até vocês algumas dessas tirinhas, corrompidas pelo melhor estilo Mincin de criar punchlines infames. Leia-se: o blogueiro acordou espirituoso demais hoje.



Bota alguns milhões na minha conta pra ver se não deixo qualquer uma molhadina com o tamanho de meu patrimônio.


Essa fala por si só.


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Bom, é isso, crianças. A realidade nua e crua é a de que o amor é apenas uma relação de poder e status. O resto é poesia. Não que eu queira descartar de vez aquela sensação de toalha torcendo em meu duodeno ou de borboletas no estômago toda vez que começo a gostar de alguém mas, como diria Rita Lee (peço desculpas por profanar este post ao referir-me a ela), amor é prosa e sexo é poesia. A vida parece longa demais quando confabulamos em cima de assuntos que nunca se esgotam, então façamo-la parecer mais curta com temas leves enquanto jogamos ao fogo os cânones de nosso orgulho. Não sejamos ingênuos; de qualquer forma, precisamos de catarses... mesmo que discordes das minhas.

domingo, 7 de dezembro de 2008

O inferno é... (II)

_ Um pesadelo em que você se descobre o irmão mudo mais novo de Rory Gilmore;
_ Ser Beta tester vitalício da Microsoft;
_ Gente conversando contigo APENAS enquanto você assiste a um filme na TV;
_ Discurso de candidatos aos DCEs Brasil afora;
_ Ser batizado com nomes em que várias letras se repetem várias vezes (pobres tabeliões...);
_ Saber exatamente como os outros pensam;
_ Para atrizes: descobrir que Marcos Pasquim sofre de priapismo durante as gravações de cenas de seus libidinosos personagens;
_ Ser roommate do Bob Esponja;
_ Sogras argentinas;
_ Discutir crítica literária com Mallu Magalhães;
_ Ter aulas de gaita com Helio Flanders;
_ Cortar o cabelo com um integrante do Cachorro grande;
_ Ser maquiador do David Bowie;
_ Perder uma discussão pro Celso Amorim;
_ Dirigir com a mãe do lado;
_ Ir ao cinema nas férias;
_ Pintor daltônico falando de sua obra numa entrevista;
_ Piorar um quase com um depende;
_ Ver o Marcelo Faria nu numa peça de teatro (aconteceu comigo);
_ Defender monografia tendo o Macaco louco (sim, aquele símio chato d'as Meninas superpoderosas) como um dos integrantes da banda examinadora.