segunda-feira, 14 de abril de 2008

Song 2

I got my head checked
By a jumbo jet
It wasn't easy
But nothing is, no

When I feel heavy metal
And I'm pins and I'm needles
Well I lie and I'm easy
All of the time but I'm never sure why I need you
Pleased to meet you

I got my head done
When I was young
It's not my problem
It's not my problem

When I feel heavy metal
And I'm pins and I'm needles
Well I lie and I'm easy
All of the time but I'm never sure why I need you
Pleased to meet you

Yeah, yeah
Yeah, yeah
Yeah, yeah
Oh, yeah


Não chega a ser uma interna, mas...

(a propósito, venho anunciar um hiato por ora. Vai ser melhor assim; pouca coisa que preste estava saindo daqui nos últimos dias... sem falar que talvez seja hora de avaliar melhor alguns posts: às vezes a catarse toma proporções que me assutam. Não se enganem, este pode ser meu último post por aqui. Sabe como é, acredito piamente que blogs têm prazo de validade. Se eu não voltar em 30 dias, considerem-se despedidos minha despedida feita. Enfim, talvez um dia eu volte, crianças. Um dia...)

sexta-feira, 11 de abril de 2008

Coisas irresistíveis

* Cabelo encaracolado;
* Saudações faciais;
* Nostalgia;
* Manhãs debaixo de copa de árvore filtrando os raios solares;
* O obrigatório que se relativiza o suficiente pra ser facultativo;
* Ouvir micos alheios;
* Gestos de potencial dramático/trágico;
* Gente que extravasa (apenas visualmente);
* Olhares espirituosos, apaixonados e consternados;
* Silêncios que fazem barulho;
* Manuscritos que passeiam por seus olhos ao longo do que dizem;
* Momentos que subvertem noções de tempo;
* Consolo próprio;
* Concentração que distrai;
* Querer crer no que vale a pena;
* Se deixar seduzir cegamente pelo que não vale;
* Sensações cromáticas;
* Ruídos sincopados de algumas bandas;
* Coisas sinceras demais pra se tecer críticas;
* Gente que só diz a verdade;
* Gente que ouve mais do que fala, por natureza.
* Trivialidades que descontraem.

terça-feira, 8 de abril de 2008

É bom porque é trash

Cenas de luta toscas, que mais parecem cirandas. Diálogos brilhantes. Ordinárias adaptações da mitologia. American way of life impregnado em algumas atitudes dos personagens. Essas são algumas das características de alguns dos programas mais decanos da tevê dos últimos anos. Sou fã de carteirinha de Chaves e cia., mas não é pra falar dos dinossauros da tevê aberta que estou cá a falar; gente com mais propriedade já fez isso. Falo de Hércules e Xena, ora bolas! Ícones do trash e da audiência lésbica, respectivamente. Nunca vi tanto ex-figurante reunido num lugar só ensaiando diálogos substanciais quanto aqueles. Sem falar da suspeita indumentária dos personagens, peculiar mistura de Mad max com sobras de cenários da Idade Média. Se tem uma coisa que torna esses dois programas produto fértil para o imaginário de seus fãs é uma característica de seus protagonistas que lembra muito a de Batman, Maj. Nelson e afins, em suas séries dos anos 60: Hércules salva a pele de todo mundo mas não pega ninguém, e Xena nunca come aquela loirinha puxa-saco. Que coisa, meu! Tudo bem que nossa geração foi criada para desenvolver essa apurada obsessão por procurar insinuações sexuais em nossos ídolos, mas geral exagerava uns anos atrás, porra! Tudo bem também que essa (atitude puritana dos produtores?) deve ser a única razão pela qual a emissora do bispo transmite esses programas fazendo vista grossa ao fato de eles possuírem claras referências a tradições pagãs, mas tudo tem limite, sei lá.

Veja bem, tem uns diálogos cuja pobreza remetem qualquer um, rapidamente, a um esquete de filme B. Sem falar a dublagem digna de sessão da tarde. Ou seja, essas duas séries ainda vão virar uma espécie de Chaves da Record. Vão passar de toscos a kitsch. De limitado a cult. Porquê digo isso? Seguinte: as audiências mais novas poderão até se limitar a acusar as duas séries de maneirismos à la Senhor dos anéis, mas serão forçadas a reconhecer a involuntária despretensão com que o show é enrustida. Reparem, tem absurdos nos roteiros que nem o pretexto da mitologia ou da imprecisão histórica salvam, às vezes. Exemplos: gravidezes partenogênicas, humor involuntário se confundindo com piadas sem-graça em frases de efeito, sem falar numa certa canastrice dramática acidental*. Até me ocorreu uma coisa: esses dois programas são daqueles que, assim como qualquer derivado de Jornada nas estrelas, subverte índices de audiência e estudos mercadológicos. Coisa rara ver o público dando sobrevida a certos programas. Sim, porque cada episódio dessas séries parecem pilotos, nada mais. Talvez os roteiristas tenham a sorte de contar com o poder de fascínio da mitologia e de alguns elementos da Antiguidade a seu favor. Só isso pode explicar shows de tão pouco apuro estético terem tanta intimidade com o público. Já teve época que até pelo Usa (canal a cabo) eu acompanhava alguns episódios, veja só. Significa algo um show desses sair da tevê aberta, não?


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* Chega a ser curioso como esse último surte poderoso efeito nas massas; eu, por exemplo, até hoje me emociono com alguns episódios do Chaves. A propósito, trago esta nota para trazer um 'Bonus track' pra vocês: como hoje estou nostálgico, vai aqui a música incidental que desencadeia as cenas mais melodramáticas de Chaves (caso o link quebre um dia, o nome é: Tenderness, de Robert Thames, segundo o clubedochaves.com.br). Até hoje a cara de fome do garoto do barril me parte o coração. Como eu sou besta, não? Como diria o prof. Lingüiça, 'nada de exaltações!!!'

domingo, 6 de abril de 2008

Type racer


Ainda vou me viciar nesta coisa. E o melhor ainda está por vir: futuramente o site poderá ser integrado à sua conta Orkut (o povo vai precisar de treino; por ora já consegui atingir 62wpm). Ou seja, será possível unir o inútil ao agradável. Encontrei aqui.

Uma interna (III)


Foto do deviant Anamith.

sexta-feira, 4 de abril de 2008

Maratona das estrelas

Poucos experimentarão a mesma sensação de Fred Astaire de caminhar pela chuva. Não a da paixão caindo em sua horta como a fruta que ainda não amadureceu na hora certa. Mas a de comunhão que acompanha o andarilho, numa solitária noite chuvosa de madrugada. Frustrações e fruições num conivente intercâmbio. Lembranças sendo sugadas num buraco negro. Narrativas vãs. Pode ser mais do que isso? A brisa fria acompanhando a ti e a sua camisa ensopada. A audaciosa garoa avançando noite adentro. O silêncio inigualável. Os sussurros de sua mente. Toda a vida pulsante abaixo do sol adormecida a seu redor. Você é senhor das ruas. Explorador de um território ocupado por todos mas observado por ninguém. A silhueta do concreto. Os arroubos coloridos da sinalização de trânsito a seu redor. Uma linha no horizonte só pra você. Uma pequena matilha te hostilizando no posto ao lado. Você é dissidente de quê? A imensidão negra te convida a se esquecer. Depósito desse fardo que ainda não conhece o futuro, que convencionamos denominar presente. Álibi, ouvido, inquisidora. Condescendente. Noite que não conta a ninguém. Que remaneja estrelas. Que confere evasão a alguns e nós a outros. Usucapindo o que as formalidades do amanhecer nos faz esquecer.

quinta-feira, 3 de abril de 2008

Sugestão do dia


Toddy 3 em 1. Diliça. Essa coisa solta meu intestino com incrível rapidez, mas não consigo resistir... achocolatado até o fim dos tempos! Até na hora do café da manhã percebo que nunca cresço...

Sugestão de consumo: jogue alguns grãos de cereal, tipo sucrilhos. Fica ainda melhor!

quarta-feira, 2 de abril de 2008

Desastres da retórica (III)

Você é como Fulano: pior que ver os outros usando seus defeitos como a um braço amputado pra enfiar na sua cabeça é reduzir você a uma comparação.
Tá com ciúme?: que necessidade sádica essa dos outros, de ver a carência alheia transbordando dessa forma. Você por acaso pergunta a alguém que acaba de ser baleado se tá doendo? Porra, cada um sabe onde o calo dói.
O problema não é você, sou eu!: sim, você está certo. O problema, com certeza, é com você.
Você me acha gorda?: você não odeia perguntas sem respostas certas? Eu também.
Gratidão: gratidão é como despedida, ninguém gosta de demonstrar. Para muitos (quase misantropos) é pressão demais ter de demonstrar. Não é nem por o sujeito ser ressabiado, é pela desagradável certeza de a gratidão ser o tipo de manifestação que facilmente se limita a formalidade. Como se você fosse convidado duma festa high society qualquer e fosse homenageado por gente que não te conhece, algo assim.
Defeitos oriundos de opiniões femininas a respeito de ex: mulher elogiando homem é como programa bom na tevê: eu zapeio e zapeio e nunca encontro. E quando encontra, é aquela coisa: não fede nem cheira, sabe? Dispenso argumentos antropológicos por ora. Mas acrescento: chega a ser antagônico os setores de reclamações das empresas empregarem, predominantemente, mulheres: um gênero tão familiarizado com a fina arte de reclamar, decerto, já nasce sabendo se adaptar com bastante facilidade aos petardos alheios...

terça-feira, 1 de abril de 2008

Parental advisory: explicit antipathy (XI)

_ Ô decadência! Vocês vão mesmo se meter nessa biboca por causa de rabo-de-saia?
[minutos depois]
_ Oi, lindos. Não querem entrar, não?
_ Já é! [bem irônico, por sinal]
[minutos depois de declinar do convite]

_ Cara, teve uma que disse que me preferia sem barba.

_ Ui.

_ Já uma outra disse que me preferia assim, mesmo.
_ Hora de um revezamento, então.

_ Eu confesso: não sou macho o bastante para aquilo.

_ Meu, ela e as amigas pareciam bonecas russas.

_ Como assim?

_ Assim, uma ficava dentro da outra. De tão parrudas que elas eram...
_ É uma cilada...

_ Vocês são uma lástima pra irmandade...
[horas depois]
_ Ela tá te ligando até agora?
_ Medo...

Bloco de notas (VIII)


Prêmio que recebi da Ana. Obrigado, menina do xadrez... =)

Regras:
1) Este prémio deverá ser atribuído aos blogs que considera bons e aqueles que costuma visitar regularmente e deixa comentários;
2) Quando o prémio é rec o deverá fazer um post indicando a pessoa que lhe atribuiu o prémio e a respectiva ligação ao blog;
3) Indicar 7 blogs para atribuição do prémio;
4) Deverás ser exibido orgulhosamente o selo do prémio, de preferência com ligação ao local onde é falado dele.

Minhas indicações:

Bom, voltemos então à programação normal:

* Uma versão docente do Renato Aragão. Assim descrevo um dos bobos da corte dum curso que tô fazendo. Odeio professor metido a dar aula-show, contando piadinha. Porra, se eu quissse uma stand up comedy, assistia às reprises do Seinfeld...

* Um pout-pourri com Zeca Pagodinho e Caetano Veloso? Acredite se quiser: foi assim que minha cerimônia de colação de grau foi encerrada. É por essas e outras bizarrices que eu adoro esse curso.

* Acabou o circo. Esse ano a cidade está um pouco mais civilizada. Enquanto volto pra casa da aula, não encontro paredes pintadas com nomes de candidatos, não encontro carros de som com jingles mongos, não encontro santinhos no chão ou postes cheios de propaganda. Enfim, como o processo eleitoral sempre deveria ter sido. Não acharia ruim se um dia até a tevê vetassem propaganda e limitassem a propaganda a streamings de vídeo ou sites na web. Tevê tem partido com mais tempo de exibição. Até porque fazer viral com política na web seria mera convergência e conversão do que sempre aconteceu em processos eleitorais anteriores, só que sem arrastões, comícios, bocas-de-urna e outros recursos afins dessa época do ano.