sexta-feira, 28 de dezembro de 2007

Videokê é para os fracos!

Vídeos de personagens de sitcom fazendo covers hilários, taí minha nova coleção bizarra. Abaixo, meu novo achado, trazido até vocês por Zach Braff e sua bem-vinda falta de senso de ridículo:




Há milhares de outros exemplos, alguns ainda não disponíveis. Por exemplo, o Fez cantando 'and I ran' no episódio de That '70s show em que Eric tem a oportunidade de ver como seria sua vida sem nunca ter conhecido a Donna. Ou então aquele episódio de Friends em que Joey quer mostrar à nana que apareceu num filme, mas cortaram a cena em que aparecia. Para não decepcionar a velha, ele pega uma fita de vídeo em seu apartamento. O que aparece na fita é inusitado: Chandler fazendo cover de Space Oddity, do David Bowie. Pra ficar nesses dois exemplos, fico por aqui.


Por esse ano é só. Vejo vocês em 2008. Se beber, dirija. Afinal de contas, uma hora o engradado acaba e alguém precisa comprar mais, ora bolas...

terça-feira, 25 de dezembro de 2007

Tabajara reloaded

Cansado da mesma pelada de fim-de-semana sem emoção, sem replays, sem uma narração envolvente? Cansado de ter suas partidas embaladas pelo som dos vizinhos da rua de baixo roubando som dos carros nas proximidades enquanto você põe em prática suas jogadas ensaiadas? Pois agora seus problemas ACABARAM! Chegou o incrível e revolucionário Leo Batista Narration Generator Tabajara! Com o Leo Batista Narration Generator Tabajara, suas partidas na quadra da praça, no terreno baldio da esquina ou no gramado do clube nunca mais serão as mesmas! Aquele clima de final de campeonato recheado de chavões e fabulosas descrições que nada têm a ver com sua performance em campo darão aquele up durante o futebol do fim-de-semana.

Vejam uma amostra do Leo Batista Narration Generator Tabajara:

[após sofrer uma falta perto da pequena área]
_ Edinaldo é derrubado durante o ataque. Josinelson cobra com categoria no cantinho do gol.

[após um gol de cobertura]
_ Josinelson chuta de fora da área sem chances de defesa pro goleiro Adhemilson.

[cobrança de pênalti]
_ Josinelson recebe falta de Uóxito. Penalidade máxima. Edinaldo cobra e converte pro América de Vila Nova.

[empate]
_ Edinaldo passa pela zaga, toca pra Gumercindo que bate no cantinho do gol. Tudo igual pro Grêmio de Santa Maria do Norte.


Viu só? Com o Leo Batista Narration Generator Tabajara, a torcida terá um motivo a mais pra ir a seus jogos caçar briga com torcida adversária, aumentar os índices de violência na região e roubar bonés de camisas de torcedores da equipe adversária, em vez de ficar em casa fazendo algo melhor. E não é só isso: levando agora o Leo Batista Narration Generator Tabajara, você ainda ganha, totalmente de grátis, e sem nenhum custo adicional, o sensacional Cléber Machado Narration Sem-sal Generator Tabajara, para aquelas partidas cheias de pernas-de-pau e equipes de torcidas pequenas que ninguém assiste: apenas o próprio Cléber Machado e as pobres almas da equipe do Sportv que são pagas pra acompanhar os jogos das séries B e C.

Então não perca mais tempo! Peça hoje mesmo o seu Leo Batista Narration Generator Tabajara. Mais um produto com a questionável qualidade das...

Organizações Tabajara


Eu devia ser o novo redator dos Cassetas, porque do jeito que o programinha deles está... sodade do tempo em que não ficavam só fazendo piadinha com labaredas...

segunda-feira, 24 de dezembro de 2007

Coisas patéticas dessa vida besta nossa de cada dia

* Mulher desquitada;
* Fórmulas televisivas revisitadas pelo Sbt;
* Velhos que xingam;
* Bandas de rock com mais de dez anos de estrada;
* Filmes escatológicos;
* A política externa de Hugo Chávez (redundância, redundância);
* Finais de semana em família virando caixas e mais caixas de cerveja no quintal debaixo da mangueira;
* Hinos de times de futebol;
* Discurso de torcedor de time rebaixado;
* Vinhetas entre os blocos de filmes da Grobo feitas após 97;
* Propagandas da Colgate;
* Créditos "gratuitos" que operadora de telefone oferece tentando mendigar seu dindin;
* Artista achando que sua opinião sobre atualidades vale alguma coisa em entrevistas;
* Os brilhantes argumentos usados por pedintes;
* Fãs do Cansei de ser sexy;
* Couverts tentando improvisar;
* Músicas infantis, cunhadas em cima de vários estereótipos e formas veladas de ódio;
* Filhos dos outros invadindo seu espaço sonoro;
* Gente que usa referências culturais sem fazer a mínima idéia do que se trata;
* Gente que convence os filhos da existência de Papai-noel

Hipotéticas chamadas do narrador da Sessão da Tarde

Essa turminha vai ficar com cara de paisagem no Japão, sem aprontar confusão alguma, num clima de muuuita azaração.

Esse garoto do mal vai aprontar todas, arrumar altas confusões e se dar muito mal com essa turminha da pesada.

Essa balzaca vai te encher o saco por quase duas horas de projeção, vai usar a calcinha da avó e aprontar altas confusões fantasiada de coelhinha.


Ano que vem dou as respostas dos filmes... =)

Nostalgia em bits


Fui da geração SNES. Tempos em que a juventude tinha acesso mais fácil a videogames, a controles realmente ergonômicos e a jogos que compensavam suas limitações gráficas com premissas fantásticas. Mas não se enganem, não falarei aqui sobre algum cRássico do meu estimado SNES, cujo console guardo com estima até hoje em meu quarto e não vendo por nada. Falarei sobre um genérico do Street fighter que chegou a minhas mãos na época. Porque na minha infância as locadoras funcionavam assim: elas só compravam fitas originais das softhouses mais experientes; de todo o resto, compravam versões piratas, mesmo. Não diria estritamente pirata por o termo soar simplista à época: com isso, quero dizer que a maioria dos jogos que tínhamos à disposição eram cartuchos que provavelmente eram comprados por preços bem mais convidativos pelos donos das locadoras por, provavelmente, ser fitas reprovadas pelos padrões de qualidade das softhouses mas que eram passados pra frente mesmo assim. Ixe, quanta jogo medonho eu joguei por causa desse condenável hábito do dono da locadora aqui perto de casa...

Por exemplo, tinha a fita do Alladin com um bug que tornava o chefe da terceira fase inderrotável: ele repetia infinitamente um mesmo ataque com sua cimitarra, e mesmo quando recorria a passwords para o último chefe, o que acontecia? A última fase INTEIRA era bichada! Um fundo laranja dominava a tela e nosso herói se machucava misteriosamente sem sequer sair do lugar. Ou então, como descrever minha frustração, ao alugar tantas vezes o jogo Rabbit Rampage (uma das franquias da Warner que a finada Sunsoft produziu com esmero; Road Runner é jóia rara), só pra descobrir que a porra da fita também era bichada e que o último chefe simplesmente não aparecia; apenas o cinematic (animação usada para, por exemplo, introduzir um evento novo na trama jogo) antes dele rolava e nada do puto aparecer! Mas nem tudo foi imersão à mediocridade em minhas incorrências videogamísticas: ô época boa em que, pra ficar num exemplo, aluguei Megaman X pelo menos umas doze vezes pra conseguir derrotar aquele maldito boss. Sim, Sigma me deu um trabalho do cão na época. A sensação de dever cumprido é insubstituível. Eu sei que esse é o jogo mais fácil da franquia da Capcom, mas o gostinho de salvar o mundo sob o pixelado poder de fogo do X-Buster é uma daquelas vãs glórias que levarei comigo pelo resto de meus irrelevantes dias... esses dias joguei a coletânea com seis jogos da fraquia X lançada pro PS2; detonei o X em uma hora e quinze minutos jogando direto. O X2 demorei alguns dias. Um dia tomo vergonha na cara e detono o resto...

Findo esse flashback, lembro-me do que me trouxe até aqui. Trago à tona, para todos vocês, Power moves (Deadly moves para a versão da Sega)! O primeiro e último jogo da Kaneko que tive o desprazer de jogar! Apenas um personagem é selecionável no Story Mode: Joe, um genérico do Ryu. Todos os outros personagens, também pálidos genéricos inspirados no inegável divisor de águas da Capcom. Os estágios até que eram criativos, as telas após vitórias e derrotas tinham uma certa melancolia com aquele fade que deixava o fundo -- exceto o personagem -- em tons de cinza, mas obviamente o jogo não era assim uma Brastemp e poucos se lembram dele. Apenas desavisados como eu, claro, que caíam naqueles contos do vigário de usarem fitas com dois jogos ou mais, que aproveitavam o espaço reserva em cartuchos pros piratas entupirem o hardware com jogos medíocres e faturarem um troquinho em cima de você...

Sinto que ainda escreverei ulteriores posts a respeito de prescindíveis jogos de minha infância. Vocês vão ter que me engolir!!! Tem jogo tão underground que nem a Wikipedia ou o Moby Games têm informações substanciais a respeito (ainda hei de dar uma mãozinha a eles e colaborar com o que sei sobre o jogo, hohoho). Jogos como Harley's Humongous Adventure não me deixam mentir. Tente imaginar um jogo side-scrolling/plataforma produzido pela Electronic Arts. Pois é, antes de eles se consagrarem no ramo dos jogos esportivos, eles tiveram esse lançamento em seu passado pra condená-los. E o que dizer da versão pro SNEs de Onde está Wally? Aiai, melhor para por aqui: esse é daquele tipo de post cujo assunto não se esgota em um texto só. Como quase tudo que escrevo, dada minha maestria em encher lingüica, mas vocês entenderam o que quis dizer...

sábado, 22 de dezembro de 2007

Definições

A.ti.tu.de: 1. comportamento diferente. 2. rebeldia infundada. 3. alargamento de tabus. 4. dadaísmo fora de hora. 5. quebra de padrão comportamental. 6. seqüelas da ociosidade alheia. 6. manifestação pessoal ou coletiva usada para fins mercadológicos. 7. disfarce de ideologia usado por coisas/pessoas que não têm o que dizer.


Pre.con.cei.to:
ato de se (querer) legitimar conceitos atraente e virtuosos demais para merecer o pragmatismo ao qual são envoltos

quinta-feira, 20 de dezembro de 2007

Pequenas impressões da vida

* Ainda bem que TV não tem cheiro. Pra mim, o olfato é o sentido que mais vulgariza a experiência humana. Parem pra pensar em quantas vezes os feromônios bagunçaram seu juízo. E em quantas os odores favoreceram pré-conceitos e estipularam sensações desnecessárias. Pois é.

* O que eu mais gosto de, quando assisto a um vídeo, é dar pausa quando os personagens estão fazendo alguma feição cônica enquanto falam. Sites como o Youtube e seus previews de vídeos são paraíso disso: já que eles usam um frame retirado da exata metade do tempo de reprodução do vídeo para que o usuário tenha uma noção do que esperar do vídeo a ser visto, o site vira prato cheio da espontaneidade: pra quê tomadas bem-feitas se posso encontrar peculiares feições alheias me entretendo?

* Porque as pessoas têm preconceito com restinhos? Aqui em casa a geladeira sempre tem restinho de tudo: de frasco de iogurte, de jarra de suco, de cebola, de dente de alho, de pimentão, de caixa de leite vazia (o que leva a certas pessoas a considerarem a ausência de matéria como restinho está além de minha vã compreensão de mundo)... odeio coisas ocupando espaço à toa só porque os outros não gostam de desperdício!

* Sensação de que a vida nunca começa. Dizia Shakespeare que a vida é um teatro. Só não me pergunte quando o ensaio acaba...

* Imagem e ação não é um jogo pra menores. Que tipo de jogo é esse que te faz realizar mímica para os participantes tentarem adivinhar a pessoa de... Carlos Zéfiro? Pois é. Não bastasse o desafio de personificar seus gestos corporais, ainda teve o extra de eu personificar o que os leitores dele faziam com seus catecismos. Tudo muito instrutivo... =p

quarta-feira, 19 de dezembro de 2007

Quando vou crescer?

A juventude é uma corrida para o qual nunca se olha para trás. Você é o coelho, adivinha o que/quem é a tartaruga?

Fui daquelas crianças que nunca teve vontade de crescer. Era sempre o mesmo nadar contra a corrente, as distintas fases de minha vida besta rumo ao cadafalso da vida adulta. Por exemplo: quando finalmente permitiam que eu usasse caneta para copiar a matéria no ginásio, eu insistia em usar o lápis. Quando finalmente podia voltar mais tarde pra casa, não fazia questão de fazê-lo. Quando finalmente podia beber nas festas familiares, também não fazia questão (se for pra agüentar papo de pileque, que seja entre amigos). E por aí vai. O que resta hoje em dia, dessa sucessão de pequenas irrelevantes conquistas, não é uma lacuna. Não é uma sensação de que poderia ter aproveitado mais. É a de que ninguém a meu redor naqueles tempos parecia ter qualquer tipo de introspecção. Como se apenas aquele mundo de objetos e consumo devesse ser suficiente preu usar como critério de satisfação. Como se apenas o último tazo ou o último boneco de ação fossem relevantes.

A merda de ter menos de 15 anos e não ter vida social (redundância) é isso: enquanto você se esconde no quarto atrás de um joystick pra não ter de falar com as visitas, não percebe que aquele monte de aparatos que só servem pra arrancar dinheiro de seus velhos, e te fazer querer coisas das quais não precisa, geram em ti desnecessárias nostalgias e amarras (os velhos querem te prender no ninho o máximo possível). Essa idade (menos de 15 anos) é de desertores da infância. Desertores dum estado de espírito que (felizmente) te privava de ambições, etiquetas e certos discernimentos. A infância é o homem em estado bruto, uma tábula rasa que os pais se esmeram em preencher com ética e valores, mas descuidam em rubricar com sociabilidade. Filhos são mármore a se lapidar, e não a se polir. A pressa em crescer da maioria desses pequenos desertores é uma desesperada tentativa de fuga de desajustes e incômodos ante seus pequenos grupos sociais. Mal sabem eles que jamais poderão fugir de si mesmos: motivação, auto-estima, quanta coisa a se carregar nas costas. Esses pequenos desertores perderão todo o vigor de seus pequenos hábitos de catarse. E nem perceberão; se limitarão a chamar isso de nostalgia em suas vidas adultas. Ser criança só é fácil quando se chega a idades em que o corpo reclama da própria quilometragem...

segunda-feira, 17 de dezembro de 2007

Fazer a hora

Já houve tempo em que pensava o amor como a uma cota. Se gastá-la toda com a pessoa errada, já era. Da forma que eu presumia, com isso perderia-se toda a capacidade de se envolver novamente.

Naturalmente, o tempo passa, cura várias ressacas (morais, afetivas, pessoais, sociais) e te prova o contrário. De repente algo que te deixa radiante começa a se fazer ver em si. Você se sente mais agradável consigo mesmo. Começa a não se incomodar mais com coisas que as primeiras impressões tratam imediatamente de te ressabiar. Mas nas primeiras vezes em que começamos a gostar de alguém, essas sensações saem do controle. Uma sensação de constante abstinência, que contraria a certeza de que não há dependência alguma envolvida, te domina. Uma abstração somática que te deixa cego, por mais paradoxal que isso seja.

Naturalmente, o tempo passa, traz consigo várias situações impossíveis e te prova o contrário. Você percebe uma faculdade a ser desenvolvida em si, há tempos negligenciada: o amor-próprio. O primeiro e último amor de todos nós. Até você reencontrá-lo, te encontrarás se escondendo o tempo todo de tudo que te magoa. Se resguardando com recursos para afastar supostas aproximações. Se escondendo em lugares que todos podem te encontrar mas você não percebe. Passado esse retiro de si mesmo, o conveniente território de sua mente é invadido. Você começará a pensar naquele alguém com freqüência e forma diferentes do habitual. É o coração impondo suas tradições ao território recém-invadido, pilhando e saqueando várias de suas defesas. O amor é egoísta, e não cogita ceder autonomia aonde se instala.

Naturalmente, o tempo passa, traz consigo de volta várias hesitações e trágicas formas de defesa alheias, recíprocas às vezes. Não há tréguas, ao passo que apenas a exposição parece ser a alternativa restante. Abrir o peito e lutar contra a sorte. Sem pensar se ela já está lá ou se é você quem a fará. Pensar pra quê? Esse teritório não te pertence mais. Pelo menos não com a autonomia de antes. Esses invasores nunca defendem, apenas atacam. Talvez apenas a diplomacia reste. Afinal de contas, romance é cigano. Amor não: encontre a soberania nesse território e pouca diferença fará de que lado você venha a estar neste envolvente conflito. Todos os caminhos levam a Roma...


Esse post está meio à la Joseph Klimer, repararam? =p

Estado de espírito de hoje:

Deixando a vida em piloto automático...