terça-feira, 30 de novembro de 2004

Os anos sob minha ótica

2004: uma montanha de coisas novas acontecendo. Quando me sentia um tanto vacinado contra mil e uma coisas, mil e duas aparecem. Trazendo aprendizados.

2003: ano negro. Nem gosto de lembrar. Dificuldades, tragédias e perdas. Tudo parecia conspirar pra dar errado, e mesmo as poucas que conspiravam a dar certo nem davam tão certo assim

2002: ano de estabilidade. As coisas parecem ocorrer de forma uniforme, mas com certo presságio para tempos difíceis. Crenças e vontades que, neste momento, parecem inabaláveis e íntegras.

2001: ano de relativa tranqüilidade. As coisas acontecem, por assim dizer. Uma atrás da outra, como sempre. Mas num clima que, apesar de denso, parece não gerar alarmismos.

2000: mudanças, muitas mudanças. O início de novas sensações sob um ambiente inspirando certa decadência.

1999: as coisas acontecem, parecem se banalizar.

1998: ano com algumas mudanças. Por todo lado. Dedicação parece levar a bons caminhos, ou ao menos evitar os maus.

1997: ano de intensidade. Alguma intensidade que não saberia explicar. Assim como tudo que digitei até agora: não sei explicar. Sersup sente antes de postar. Postar é mero resultado dessa verbalização tresloucada da qual temos mania de produzir.

1996: a monotonia parece trazer desapegos. Ano de consolidações, talvez.

1995: metade da década mais efervescente do século. O espumar dessa mistura chega até aqui e não dá sinais de parar de se abranger.

1994: conquistas pequenas. Mudanças, decepções, contrastes, enfim.

1993: anos terminados em três não me trazem boas sensações. Como se fossem hiatos cósmicos. Tente lembrar de algo relevante e positivo que aconteceu em algum ano terminado em três.

1992: presságio de anos ainda mais loucos. As mudanças passeiam pelo cotidiano aprisionado da sociedade.

1991: as coisas pareciam mais simples aqui. Mas estamos só no começo nos anos 90, com direito a nostalgias não assim ainda consideradas. Tradições se confundindo com subprodutos.


É só até aqui que digitarei. Não me pergunte porque parei aqui: talvea algum bloqueio que eu desconheça...

sexta-feira, 26 de novembro de 2004

Drops

[Batata mais uma vez rendendo momentos inusitados pra constar nos Drops. Essa foi na Quarta-feira, indo embora do apê do Dilsinho]
_ Que bom te ver. O senhor vai me deixar em casa, não vai?
[segundos depois]
_ Hum, vou me esconder aqui no corredor do xarope do Batata.
[pouco depois, espero o irmão se despedir do povo e caio fora. No portão de baixo, ele e os Los hombres se despedem. Quando de repente, enquanto eu e o irmão nos dirigimos ao carro...]
_ Ei, irmãos, não me deixem aqui!
_ Corre, cara, corre!
_ Droga, ele alcançou a gente!
_ Ah, vamos, me deixem em casa! Não moro tão longe...
_ A quem você quer enganar?
[senta no banco e diz]
_ Ah, é? Pois também não saio daqui enquanto não estiver em casa!
[eu e o irmão o ignoramos e voltamos pro apê, largando o tubérculo sozinho na sarjeta]
_ (vocabulário vulgar que dispensa comentários)
[enfim, o tipo de Drops qe só tem graça quando presenciado...]

[assistindo tevê]
_ Cara, a cena do assassinato é mais classe! Há quanto tempo não a vejo...
[bang!]
_ Caraca, a mão dele virou farelo!
_ Pudera. Um policial com um nome desses... o cara é um monumento cinematográfico à lei. Encarar uma gangue inteira sozinho: quer algo mais Murphy que isso?
[tava assistindo Robocop...]

[Quarta, antes de ir pro apê do Dilsinho]
_ É que nós somos opostos opostos demais. Você e ela, não. Ainda é algo conciliável...
_ Não viaja!
_ Tô dizendo...

[Quinta, aula de português. A atividade consistia em, a partir de duas gravuras no quadro, escrever um texto. Divinha quem fica na frente da lousa, perambulando enquanto analisa as gravuras?]
_ Hum, qual a relação entre as três "figuras"? [percebam o sarcasmo]
_ Você quer ficar só com a terceira, né?
_ Nem um pio, Tigrão!
[conseguiram me deixar sem-graça como cada vez mais raramente fiquei da última vez]

quarta-feira, 24 de novembro de 2004

Inspirado por dois posts de findos de Julho


Quero minhas certezas de volta! Certezas de épocas em que pensávamos menos e sentíamos mais. Ou vice-versa? Vejam o tamanho de minha incerteza! (...) Há quanto tempo estou assim? Nem faria sentido me desesperar, pois nem sei se o que ocorre comigo é tão simples ou tão complicado assim para isso justificar. Ao andar pelas ruas, não vejo adultos: vejo crianças travestidas de tantas coisas ruins! Até sair na rua me entristece às vezes: observar as pessoas em suas prisões só me faz querer ficar em casa naqueles fins-de-semana iguais (...).


Experimentar: prioridade prioritariamente influenciada (...). Coisas que ninguém precisa experimentar são experimentadas por causa de opiniões alheias. São idades em que muitos não se conformam de serem proibidos de fazer certas coisas. Ignorantes que não percebem que são dissipações desnecessárias certas coisas (...), mas que experimentam assim mesmo (...)



Me lembrei imediatamente desses posts após a noite de Segunda. Lembrei nada: mandei procurar no Google. ;P


Lapsos à parte, era uma noite como várias outras: futilidades passeando, vícios trabalhando, eus alheios serpenteando. Escravos das simbologias, das sensações, de mais uma noite em que se encontram presentes só por causa de certas pessoas. Um oceano de insights manufaturados. E a lua piscando pra mim, sentado em cima da mesa de mármore. Perguntas existenciais insolícitas e não solicitadas. É nessas raras horas em que percebo a utilidade do artigo definido. Eis. A presença de mãos dadas com a redundância de que tanto sou escaldado. Presença que não vem. Ausência presente. Centenas de ausentes em frente ao palco ora à minha frente, ora atrás de mim. Nada de mais, nada de menos. Ainda estou pra entender o que leva tanta gente a perder tempo com noites de Segunda. O que entendo é que ninguém me entende, essa multidão irreconhecível de sempre. Mas, como disse, foi só uma noite de Segunda: não há o que se concluir. Do corredor vim, ao corredor voltei. Após ser revistado, fazer o que. Hora de inverter a questão, Shakespeare. Digo, inverter a tradução: estar ou não estar?

Mais uma vez, a última vez, somente a primeira? Essa é a vantagem-mor dos cometas: eles têm hora pra ser, acontecer. Uma certeza do universo. Certeza de períodos que compreendem décadas, aindassim certezas. Na ausência de cometas, teorias de reconhecimento abaixo do mensurável. Tese sobre o volátil. Hipótese sobre o visivelmente estático. O caos pra expulsar momentaneamente a calmaria. E pra acasificar outrem. Desacasificar é preciso*? É preciso se acostumar com a ignorância do acaso e desacasificá-la. Paradoxal, mas fato, por assim dizer. Redundâncias parecem desacasificar ao mesmo tempo em que acasificam em escalas maiores, menores, que, enfim, dificultem considerações imparciais. Bagunçando mais uma vez a tradicional tradução shakespeariana: ser ou não estar? Estar ou não ser? Responda essa, Hamlet! Se bem que eu sequer sei responder mais a relação entre os dois posts de Julho a partir de agora... :P


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* Neologismos: acasificar [acaso+i+ficar]; desacasificar [des+acaso+i+ficar]

segunda-feira, 22 de novembro de 2004

Coisas que deveria ter dito há mais tempo. Respostas que teria ouvido há mais tempo. Acusações:

_ Não se faça de vítima! Você sabe que deveria ter...
_ Eu não estou te reconhecendo! É como se só ele tivesse essas (pseudo)cobranças...


E assim passamos os dias, irreconhecíveis. Não é à toa que, quando se encontra alguém que não se vê há anos, a fatídica frase é proferida:

_ Nossa, você está irreconhecível!

Valeu a pena ter dito aquilo? Falar de coisas que já foram quase sempre são perda de tempo. Esclarecimentos, orgulhos, impulsos, presenças... o que ao certo nos faz dizer tais coisas? Como se percebe, detesto redundâncias. Mas muitas delas parecem fazer bem às pessoas. A vida se constitui de 90% de elementos de redundância, mas mesmo assim fazemos questão, mesmo que não admitamos, de participarmos destas. Eu, teimoso, orgulhoso e caprichoso que sou, tenho a arrogância de tentar seguir meus dias obedecendo à lei do menor esforço. Obviamente, não chego nem perto de ter sucesso. Dá a impressão de que ninguém tem medo de redundâncias e lugares-comuns, e que só eu temo tais coisas. Mas aí caio na real e tento evitar o umbiguismo generalizado.

Em compensação, há coisas que estou deixando de lado. Mas mais de uma pessoa já me disse ser sem graça eu ficar, assim, inerte, parado. Mas já estava me esquecendo de como me parece bom ficar assim: sem ninguém se mostrando um peso em sua cabeça é maravilhoso! Espero não estar me enganando, mas quero continuar assim por um bom tempo. As atitudes das pessoas batem de frente com as minhas de vez em quando. Para quem insiste em idealizar as coisas como eu, isso pesa. Elas sempre me decepcionam sem perceber. Hum, já escrevi essa frase antes. É por isso que não preciso e nem posso ter pressa quanto ao próximo. Esperanças me entorpecem perigosamente. É como disse agora há pouco: tenho a arrogância de tentar seguir meus dias obedecendo à lei do menor esforço. Sim, percebi minha redundância. E percebi também que, em meio a tanta coisa que volta e meia me encontro me permitindo, tem coisas de que só me darei conta quando, voluntariamente ou não, abrir mão da lei do menor esforço.


Aiai, tenho livro pra terminar de ler, bomba de Teoria pra pegar à noite e trabalho que requer texto que não tenho em mãos. Há! E por pouco o Blogger me faz perder esse post. Por pouco...

sábado, 20 de novembro de 2004

Esquecer de tudo. Lembrar do que estava esquecido. Centrar. As coisas são multilaterais e dificultam centralizações. Descentralizar é mais eficaz. Para o todo. Para o eu, não digo o mesmo. É lendo o que desapercebemos que percebemos o que lemos. Em meio a tantas leituras, ler é só mais uma leitura. Centrifugada nesse fluxo doido que as coisas tomam ao redor. Ao redor de prioridades que nem sempre priorizamos. A priori, tende-se a resignar-se demais. A prioridades não priorizadas. Priorize o 'a' que inicia a última frase: não é um artigo definido!

sexta-feira, 19 de novembro de 2004

Drops

_ Cara, se você perder essa partida, te recomendo seriamente desistir do carteado!
[o cara estava tão convencido da merda de jogo que tinha em mãos que fez questão de terminar o jogo fora da sala para minimizar a repercusão de sua acachapante derrota]

_ Sersup, que raio de filme é esse? Desde quando alguém perde tempo na poeira das prateleiras de VHS alugando Maça elétrica?
_ É laranja mecânica, ô cabeça!
[mais uma vez meu irmão com suas idiotices risíveis...]

_ Bora jogar uma partida?
_ Pega o baralho!
[trinta segundos depois]
_ Ei, ei, ei! Podem guardar isso aí! Ainda estamos na minha aula! Depois vocês jogam truco!
_ Ela disse truco?

[eu devolvendo os filmes]
_ Porque você pegou VHS desse aqui? Estamos fazendo versões em DVD dos clássicos...
_ DVD? Hmm... chegou essa semana?
_ Não, semana passada.
_ Eu mereço mesmo! Levei pra casa esse tijolo de látex e ninguém me avisa de que podia encontrar versão digitalizada do mesmo filme... perdi extras!
[depois de receber potencial cantada da atendente, vou pra aula]

quarta-feira, 17 de novembro de 2004

É uma noite silente e receptiva. Termino de assistir a um dos filmes que alugara para antes do feriado, como alguns cereais com leite e, sentado à cadeira, a calmaria de uma casa dormindo passeia por entre os cômodos, por vezes trombando na madeira estalando no vizinho ou na cômoda do quarto. Lembro-me dalgumasanotações dentro da apostila e começo a postar, sentindo algo passível de consideração formigar por entre os dedos. Lá vai, então.


Antes não via sentido em explanar. Mas, no estágio atual em que me encontro --- mais ao controle e conseqüentemente mais indesejadamente a par das coisas --- , uma tentativa de flashback se faz necessária. Com um diferencial: não sei quando terei outra chance, se vier a tê-la. Segundas chances são ordinais, mas não precisam ser: não há ordem na ordem natural das coisas. Não tenha a pretensão de acreditar que o equilíbrio relativo a ti pode rapidamente se basear em meras listas. Como eu disse, não há ordem na ordem natural das coisas. Boa parte de nossas vaidades e orgulhos de fado são álibis perfeitos. Nem tudo é perfeito, e sempre faltam álibis perfeitos pra crimes perfeitos. Nunca dizer nunca é o estandarte dos otimistas. Sempre dizer sempre deve ser tomado como estandarte dos pessimistas? Nunca dizer sempre ou sempre dizer nunca? A primeira diz alguma coisa para você?

Já se está condenado quando se penitencia a pensar sobre ene possibilidades fictícias de chances desperdiçadas. Mas o que garante que a oportunidade se tratou de uma chance propriamente dita? Temos uma visão de mundo sob rédeas e esquecemos de aplicar a amplitude sobre as concepções. E pensar que a amplitude explicita um ser que pensa demais e que já se encontra acometido por seu excessivo pensar. É como fitar um horizonte: pode se ter milhares de quilômetros quadrados bem em frente a seus olhos, mas que fração dessa área seus olhos conseguem reter? Em todo caso, alerte-se e perceba-se sempre retido no horizonte de outros. Seja lá o que você venha a representar no horizonte alheio, não negue essa criação ilusória conjunta de cinco sentidos que, ilogicamente, faz sentido ao próximo. Não se negue, se integre. Sei lá ao que você vai se integrar; não sou integral pra te responder isso! Mas, integralmente, respondo que perguntas e respostas são ambos, muitas vezes, perda de tempo! Peguntas e respostas contêm e estão contidos mutuamente, sendo parte e todo de uma unidade que creio não ser pergunta nem resposta. Ou seja, esse binômio presume ações e reações que quase nunca precisamos presumir. A curiosidade parece --- eu disse parece --- se impôr como uma rara exceção à última frase.

Somos muita coisa sem sabermos: podemos ser, mas somos o que podemos ser sem sabermos, enquanto somos o que deixamos de ser sem nos admitirmos preparados para esse suposto súbito ceder. Sendo assim, sucedemos antes de obtermos os sucessos. É como se viver fosse uma confirmação. Certa vez ouvi que, quando pedimos uma opinião, o que queremos, inconscientemente, não é a opinião do outro, mas sim uma mera confirmação. Tememos únicas chances podendo estas, na verdade, se tratar de mera confirmação? Cara, como somos desprezíveis: tudo possui seu comando, esperando um OK? Círculo vicioso ou integração implícita? Num outro momento, ouvi também que filósofos não passam de oportunistas. Ouvi isso após me contarem sobre uma lenda em que o sábio e o ignorante estavam andando juntos numa mesma estrada. Como me falham os detalhes, já se justifica aqui qualquer furo na história. Pois é, os dois andavam juntos pela estrada, até que se viram perante uma bifurcação. O ignorante escolheu o caminho da esquerda de pronto, sem pensar duas vezes. O sábio o alerta que o caminho escolhido será seu calvário, e que o ignorante deve evitá-lo. O ignorante, não vendo o porquê de o sábio saber do porque o caminho não ser recomendado, ignora o conselho deste e percorre o caminho que escolhera. Ele perece em sua escolha e não consege voltar. Após isso, o sábio prossegue são e salvo pelo caminho da direita, como que esperando pela confirmação. Prefiro não tomar partido quanto à frase sobre os filósofos que ouvi; contudo, isso me faz lembrar de uma coisa que o pai sempre falava quando ele verificava que eu me esforçava em vão em alguma tarefa: a lei do menor esforço (Lei esta que orienta toda as línguas). Não se esforçar para realizar alguma coisa enquanto o momento mais propício para esta não chegar. Frase muito cabível para quando eu era incumbido de carregar objetos pesados, por exemplo. Frase bem conhecida dos astronautas, aliás.

Limitar-se ao esforço minimamente necessário ou se exceder? Depende da abrangência de seu egoísmo. Sim, você é egoísta. Eu sou, todos nós somos. Bando de imprestáveis a gente, não!? Não, não adianta negar: você tem um ego, não tem? Portanto teu egoísmo está lá! Quais as intenções de seu egoísmo enrustido: benignas, malignas, indiferentes? Descubra-as antes que se veja tentado a descobrir uma desejosa (!) ausência do mesmo egoísmo. Menos é mais e mais é menos? Menos é mais ou mais é menos? Mais e menos e mais ou menos? Mais ou menos ou mais e menos? Dosar, dosar, dosar: o mínimo é exagero e o exagero é o mínimo a se fazer às vezes. Antônimos de mãos dadas. Sinônimos separados. Essa realmente é a hora de opostos se atraírem? Ou seria hora de isso acontecer com os iguais? Com essa porrada de perguntas que não levam a lugar algum, parece até que eu estou reforçando a idéia de que filósofos realmente são oportunistas...


Oui, oui, c'est tard... bonne nuit!

sábado, 13 de novembro de 2004

Meninas, nem percam tempo lendo esse post. Inacessível a leigas... :)

Coisas que só mesmo no Orkut eu encontro... na noite passada estava falando com Tigrão sobre videogames. Mais de hora só com os dois marmanjões falando de Snes e outros monumentos tombados dos tempos do videogame-arte. Coisa linda. Já ouvi de tudo em minha carreira gamemaníaca: combo infinito no KOF, Luigi no SM64, Guile sacando metralhadora em SF2... mas nunca tive acesso à gambiarra de se fazer fichas caseiras. Agora posso afirmar veementemente: já vi de tudo nessa vida gamemaníca!


STREET FIGHTER DE RODOVIÁRIA (923 members)

Topic: Fichas FALSAS! E outros jeitos de jogar gratex


Quem ja nao fez fichas falsas ou teve vontade de fazer? Pqp.. eu era mestre em jogar gratex...

Roubava os chumbinhos das rodas de carro (as 2 da manhã quando a rua era sossegada), e no outro dia fazia fichas falsificadas:

Existem basicamente 2 metodos:

1 - Amassar o chumbinho com martelo e recortar em circulo. Essa ficha fininha as vezes entalava no sensor e dava creditos infinitos huahaHAUahaueIAE

2 - Esse processo eh mais complicado, mas fica perfeito. Pega o chumbinho, derrete (no fogao mesmo) e jogar o chumbo derretido no molde (que ate hoje eu tenho). No auge, eu ia pro shopping com umas 150 fichas e ficava o dia inteiro HIAhueOAIehaiA


Ah.. eu ainda tenho uma chave das maquinas de shopping que abre 90% das maquinas! Uma vez abri a maquina, peguei uma porrada de fichas e fui vender na fila HiahuaIAHEUa



Como sabia que nenhuma de vocês resistiria a uma lida... tá, reconheço minha presunção, mas pelo menos agora tá confirmado que vocês não agüentariam de curiosidade. Titulos como o que usei acima sempre funcionam como psicologia reversa. Sim, Sersup será pra sempre essa criança que atrofia os globos oculares perante uma tevê emitindo imagens de jogos. Podem rir à vontade, meninas: Sersup não liga! Esse blog é tipo programas do Silvio Santos: tem o "auditório mais feminino do País". Só calcinha comenta por cá... :P

quarta-feira, 3 de novembro de 2004

Textos que não precisava ter postado e que só não apaguei por sorte (ou azar, faça a sua escolha)


Tentando voltar ao normal. Tentando buscar a paz de espírito de antes. Se é que ainda sei o que seja isso. Distancio-me, mas dessa vez não é por me sentir limitado, mas sim pra não perder tempo com algumas coisas intrigantes. Insistem em me dizer que (não) é perda de tempo. Mas meu orgulho diz que sim. Minha esperança é quem diz que não. Em meio ao fogo cruzado, me isolo na certeza de que as coisas parecem se tornar desnecessárias quando elas se tornam uma idéia fixa cuja constância só te agoniza e te corrói por dentro. Carecemos de mais cumplicidade e de menos álibis.

Tem tanta coisa pela qual passei por cima para obter tantas outras que anseio ansiosamente, que chega um momento em que é de se perguntar aonde isso vai parar. Estamos constantemente passando por cima de coisas que gostaríamos de evitar sempre, mas essas coisas se acabam. Muitas coisas são finitas, e as provações hão de ser uma delas. Me deixarei barrar perante uma delas? Não é hora, digo a meus botões. Estás recuando, ouço de resposta. E aqui chego à conclusão de que idéias fixas nos fazem muito mal: tudo no cotidiano se desenrola normalmente, com poucas coisas pra me frustrar, mas basta uma idéia fixa pra te distrair e te fazer ignorar toda a beleza da pequeneza do restante. Eu quero é voltar a me engrenar no mecânico cotidiano sem efeitos colaterais: sem saudades, culpas, arrependimentos, aflições... tudo isso o cotidiano nos traz vez ou outra, mas quando isso é proveniente de um lugar só, de uma idéia fixa apenas, percebe-se como a erva daninha age cobrindo o resto da paisagem.

Cansei de distrações. Cansei de pensar demais nas pessoas. A companhia de algumas delas me está causando estranheza, uma vez que ambiguidades, ou algo que talvez desconheça, sempre me deixam desconfiado. Meu desapego devia mitas vezes se estender a elas, e não a coisas diversas. Mas não é o que acontece, e me contorço à toa, como sempre. Tudo que faço agora é me afastar das parasitas imagens correndo pelos tubos catódicos de tola imaginação. Sinto estar melhor assim, enfim. Vá saber...



Tentei digitar esse troço por umas três semanas ou mais, mas não serviu. Ficou nada a ver, horrível! Fora o post sobre atualidades que acabei de destruir. Bom, pros próximos dias devo ficar sem colocar coisas novas. Felizmente, eu sei. Uma bomba me espera na prova de Segunda, precedida por um seminário a qual ninguém prestará atenção no que quer que eu vá falar. Fora a reunião de Sábado (F.H. vai tentar, cara; tinha certeza disso. Eu já sabia, como diriam os linguarudos), os livros que tenho de ler pra prova e os dias mornos que prometem vir...

segunda-feira, 1 de novembro de 2004

Estatísticas bloguísticas

_ 100% de quem tem blogs não fala coisa com coisa. Quer dizer, essa é a impressão que muitas vezes passam quando caem na besteira de falar em vez de postar.
_ 92% são dramáticos. Hipérboles são palavra de ordem
_ 75% dos que criam blogs o deletam em menos de seis meses. Esses 75% são os mesmos que facilmente burlam qualquer uma dessas estatísticas.
_ 69% são sarcásticos em diferentes níveis
_ 58% têm graus de introspecção acima da média
_ 58% camuflam suas introspecções com atitudes contraditórias, quase sempre evidenciadas em seus posts. Quando não evidenciadas, omitidas.
_ 50% são nostálgicos.
_ 5% deles, como estou fazendo agora, gostam assumidamente de rotular de vez em quando. Inversamente proporcional a isso, 95% não admitem gostar de estereotipar de vez em quando.


Estatísticas demográficas

Como saber se alguém mora em Vg

_ 100% têm gatos e lêem Bukowski. Com direito a perfil no Orkut dedicados aos gatos, óbvio. :P
_ 75% ouvem Loser manos.
_ 72,1% gostam de montar bandas alternativas, de garagem
_ 70,25% do que os blogueiros de lá escrevem não faz o menor sentido. Bom, pensando bem, talvez isso não seja algo característico apenas dos blogueiros de lá. ;)
_ 63,32% são chegados em produtos culturais alternativos, como filmes de diretores iranianos e bandas inglesas que ninguém conhece.
_ 50% gostam de contar lendas urbanas, como vacas andando pelas ruas, por exemplo.
_ 35% deles se perdem esporadicamente ao tentar achar o caminho de casa.
_ 25% de quem se perde na malha urbana de Cba, invariavelmente, vai misteriosamente parar em Vg. Aconteceu comigo ano passado (vide post): quase fui parar na BR! acredite se quiser!


Como saber se alguém mora em Cba

_ 90% dos veículos possuem alguma avaria grave, como eixos entortados ou peitos de aço soltos. Quem se gaba de participar de Rally é porque nunca andou no Centro da cidade...
_ 42% estão incluídos em tribos urbanas, como clubbers, góticos, fãs do Tolkien e outros aglomerados de manés jovens de curta duração cujo habitat costumam ser shoppings.
_ 35% deles, ao voltar pra casa, perdem mais tempo tentando entrar no próprio bairro do que todo o resto do caminho até este.
_ 6,875/m2: taxa de acidentes de carro nas ruas. Parece número de país em guerra, mas esse é o cottidiano.
_ 125/m2: eis a concentração de manés que cultivam mullets em colégios salesianos da cidade. Haja cabeleireiro
_ 225/m2: concentração de tênis All-star em colégios particulares.
_ 32,758/m2: concentração de gente anormalmente feia nas ruas do Centro
_ 53,55/m2 e subindo: concentração de idiotas e medíocres em geral


Como saber se alguém nunca pisou em uma das duas cidades supracitadas

_ 99,95726341% perguntarão se tem muitos índios andando pelas ruas, e o que o Centro de Controle de Zoonoses faz a respeito dos crocodilos perambulando pelas presumidamente pantanosas ruas.
_ 99,998765436831% perguntarão se aqui faz muito calor. Espere esse tipo de pergunta até de quem é nativo do Saara.
_ 99,1273532608% perguntarão se falamos algum dialeto xingu, coxiponés, tupi-guarani ou guaicuru.
_ 86,54% ainda acham que o Estado nunca foi dividido. Igual porcentagem pode ser atribuída aos idiotas, que insistem na divisão do Estado, que nunca na vida pisaram nesta terra de extremos.
_ 82,12% perguntarão se você é filho de fazendeiro. Sabe como é, agronegócio e tal...
_ 79,37% perguntarão se o povo daqui é muito boçal. Esses obviamente nunca pisaram em Rondonópolis. Nem em São Paulo, pelo que se vê...
_ 73,46% falarão contigo apenas por linha fixa, já que presumem que celulares aqui não possuem cobertura. Mentalidade de metrópole para com colônia, sabe como é o estereótipo feito pelos outros, né...
_ 72,125% perderão tempo fazendo a capciosa pergunta: como é a vida noturna cuiabana? É preciso cuidado com a resposta... uma vez que metade das festas legais os promoters sequer perdem tempo tentando realizar aqui, preferindo locais interioranos como Chapada.


Recenseamento. Realmente tá me faltando o que postar... :/