domingo, 28 de dezembro de 2003

Figuras bizarras da Tv aberta:

_ José Nêumane Pinto: "direto ao assunto"

_ Ana Paula Padrão: estagiária casada com o chefe, de cabelo de cuíca, dona de criar bordões em seu jornal, e péssima com câmeras. Suas trocas de câmera são discretíssimas; reparem como ela sempre dá um olhar pouco fugaz antes de ser focalizada por outra câmera.***

_ Cid Moreira: aspirante a narrador de filme B do Zé do Caixão. Provavelmente aspirante a pastor renegado pela Universal. Não pegaria bem o Bispo admitir um pastor que trabalhava pra concorrente...

_ Otário Mesquita: um dos vários Aspones contratados pela Bund nos últimos anos. Mendigo de plantão para campanhas tipo Teleton, como Bund Vida, e espantalho para notívagos de segunda a sexta. E pensar que ele começara na Tv acordando o povo com uma corneta...

_ Fabiano Agusto: esse é óbvio, mas tinha de constar. É o chato das Casas Bahia. Uma amostra dos mutantes que os programas da Rede Cultura produzem. Vide aquela gororoba chamada de Ilha Rá-tim-bum! Aquilo chega a ser uma ofensa pra quem assistia ao Castelo na infância, como eu.

_ Marcos Mion: o visual do cara já denota bizarrice até a tampa. Mas não pára por aí: com uma fórmula que ele julgava eterna, ele angariou certo sucesso na Mtv com um programa que fazia críticas ácidas a clips mal-acabados de bandas em geral, o Piores clipes do mundo. Mas ele não se limitava aos clips: através deles, ele destrinchava toda uma trama de modismos de gerações passadas, e se aproveitava disso para suas piadinhas infames. Sua arrogância aumentou geometricamente com sua popularidade, e resolveu zarpar para a Bund, onde se tornou mais um Aspone da emissora, virando enviado para cobertura de réveillons, carnavais, concursos Miss Brasil e outras coisas que ninguém assiste.

_ Boris Casoy: eterno Cover da Dona Benta, está dando crias na emissora do Bispo há um bom tempo: vide Salete Ramos, Paulo Henrique Amorim e suas proeminentes olheiras, José Luis Datena, Wagner Montes... ops, esse aí é outra figura bizarra que tem todo um histórico no Show de calouros; não é uma mera cria da Dona Benta; devia ter escrito um item só sobre ele, mas cansei de postar sobre esses esquisitões. Fica isso mesmo...



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*** Para que tenham uma noção da precariedade da moça como profissional, permitam-me relatar aqui um incidente que cá postei em Março:



Mar 03



Gafes memoráveis da cobertura da Grobo sobre a Guerra no Iraque:

_ Enquanto um embaixador dava uma entrevista por telefone a Willia Waacuo, a caneta da Ana Paula começa a falhar. Ela sacode insistentemente a caneta no ar...

_ Havia visto na BundNews horas antes uma notícia da emissora sobre como os meios de comunicação iraquianos estavam reagindo horas antes da primeira bomba atingir Bagdá. A única emissora estatal de lá estava mostrando 24 horas de vídeos idolatrando o ditador deles. Pessoas alegres comemorando nas ruas, o ditador imponente nas suas várias imagens espalhadas pelo país, jovens bonitos... Numa das gravações aparece um jovem cantor "assassinando" os ouvidos da galerinha do Oriente, entoando uma música.

Pois bem, a Grobo conseguiu essas imagens e transmitiu durante o plantão ao vivo. Só que não conseguiram o áudio. Resultado: quando o carinha supracitado aparece cantando nas gravações sem áudio, saca só a pérola da Ana Paula Patrão na hora: "aqui aparece um 'ministro', dizendo que... que 'vão continuar no ar, que são um povo forte e que vencerão essa guerra.'"

Juro pelo meu mindinho que ela teve essa cara-de-pau gente... quase caí da cama de tanto rir da precariedade do departamento de jornalismo da Grobo!...




Vale constar aqui também algumas cenas marcantes: como aquela em que alguns políticos iraquianos estão reunidos e as cortinas balançam eventualmente devido ao impacto das bombas! Ou mesmo aquela em que se filma o céu iraquiano no infravermelho, e os distantes projéteis de destruição que parecem inocentes fogos de artifício! Um ataque furioso onde cerca de 50, 100 bombas devem ter sido disparadas simultaneamente!

sábado, 27 de dezembro de 2003

Discorrentiae de brevitate vitae (como diria Edgard):



De nada adianta ir contra o fluxo, ou negá-lo. É estranhíssimo como pouca gente aceita isso. Tenho medo de que quando algum parente próximo morrer, e teria de ser realmente próximo para eu me importar o mínimo, tenho medo de não ter reação alguma, ou talvez pedir para a criatura que me disser para falar mais depressa, afinal tenho mais o que fazer. Prepara-se para o enterro, enterra-se e fim.

Edgard Bikelis



Escreveu Borges que os bichos são imortais, pois não sabem que morrerão. Eu acrescentaria que nós, humanos, também somos imortais, pois não acreditamos em nossa morte, embora a reconheçamos racionalmente. A morte de uma pessoa próxima, de fato, não nos deixa impassíveis - mas há diferentes tipos de reações possíveis, sendo a mais idiota a da pessoa que fica surpresa. "Morreu tão jovem!" Até recém-nascidos morrem. "Era tão bonito(a)!" Só os feios morrem? Outro ponto é a diferença entre sentir e externar seus sentimentos. Alguns têm maior necessidade de externá-los, outros podem simplesmente não ter essa necessidade. Então, ainda que a pessoa seja intensamente afetada pela morte, ela pode parecer "impassível" a todos os demais. Assim aconteceu comigo.

João Ricardo



Quanto a teres medo de se mostrar sem reação, aparentemente indiferente à morte de alguém, um dia verás, como eu vi esse ano, que é ingenuidade pensarmos que nos portaremos incólumes, nos apoiando nos pilares dos vários preceitos da vida por nós absorvidos. Nossa fraqueza perante a um semelhante que sucumbiu a suas limitadas condições físicas é legítima; vivência e cultura algumas a contrariam. A menos que sejas um psicopata desprovido de sentir compaixão, ou um profissional numa área qualquer, já banalizado com as decisões do Ceifador... mas se ainda souberes sentir, e não apenas raciocinar, isso é uma verdade incontestável.

Sersup



Qualquer discordância quanto à publicação de tais opiniões, favor manifestarem-se nos Comentários. Esse post tem mera intenção de realizar um paralelo entre diferentes pontos-de-vista sobre um assunto que cá comentara...

sexta-feira, 26 de dezembro de 2003

"Temos que nos unir para vencer essa luta que vai nos consumindo aos poucos"

Amigo do irmão, comentando no mIrc sobre o 3ão que ambos encararão ano que vem. Sim, são um bando de vagabundos!

segunda-feira, 22 de dezembro de 2003

As margaridas do mal

Malvados!...



O dilema do saber

A inteligência me intriga: pode-se ter grande domínio sobre certa área do conhecimento e ter paupérrimo domínio sobre outras áreas julgadas triviais para outros. Vivemos em tempos em que o valor de um conhecimento está atrelado a seu valor econômico na sociedade. Apesar de muitas pessoas me considerarem um sujeito de cultura, tenho motivos para me considerar burro: não leio nem um terço do que gostaria, fujo de qualquer texto que envolva noções de física, biologia e química, e estremeço ao perceber como é difícil perceber a utilidade de certos ramos do conhecimento por mim retido em tantos anos. A inteligência é um dilema para mim, pois há a questão da qualidade do saber: não é o quanto lemos, mas o que lemos. Quem lê Dostoievski, por exemplo, terá um amadurecimento intelectual muito maior do que quem se dedica a ler quilos e quilos de literaturas alternativas como romances eróticos de banca de jornal, textos técnicos, zines intelectualóides, entre outros tipos de texto de caráter vazio? A pergunta é retórica, mas até que ponto?
Há também a questão de como usar o saber: muitas grandes mentes são incapazes de reproduzir com eficácia sua ampla sapiência! Incapazes de buscar um acesso mais fácil ao compartilhamento e à prática de sua cultura. Talvez o que importe não é a quantidade de conhecimento adquirido, mas sim adquirí-lo de forma inteligente: adquirí-lo de forma a poder utilizá-lo para melhor compreensão de futuros conhecimentos, e adquirí-lo sempre pensando não somente e, por vezes de forma egoísta, em sua aplicação na prática, mas sim como o conhecimento pode acrescentar à teoria, para melhor se aplicar à prática e evitar-se erros triviais, talvez. Já que mer não é de meus hobbies, tento sempre aprender as coisas sob esse prisma. Quanto mais utilizarmos o conhecimento de forma funcional, mais acredito ser possível deduzirmos coisas que ainda não conhecemos. O conhecimento pelo conhecimento, constituindo um intelectusliamo balofo, é algo que poderíamos considerar cultural inútil? Toda cultura precisa ser útil? Cara, o saber me assusta às vezes, mas quando gosto do que quero saber, já me dou por consolado. Pra piorar a abrangência do saber, neste século várias mídias surgiram, produzindo assim o saber sob várias facetas. Os conceitos de saber estão dando reviravoltas...



Ao som de música incidental dos Cavaleiros que citara ontem, ao final do post! Aliás, que citara errado! Não é exatamente o que estava procurando...

sábado, 20 de dezembro de 2003

Hoje teve sorteio da Megasena. Tal fato me fez pensar numa coisa que só deve ocorrer nessa terra de contradições infames chamada Brasil: o governo proíbe jogos de azar de qualquer espécie, proíbe abertura de cassinos e de caça-níqueis diversos, mas quando é o próprio governo quem organiza o jogo de azar, ninguém fala nada! E programas científicos e pessoas que se voluntariam para as pesquisas de laboratórios que não recebem um centavo de patrocínio do governo, que prefere gastar com um programa espacial sem investimento próprio para pesquisa, que precisou matar dezenas de engenheiros para espirrar na nossa cara nossa indiferença quanto a nossas ambições científicas? Para não alongarmo-nos demais, tentarei citar brevemente várias outras contradições:

_ Prisão especial: quanto mais roubares, mais terás mordomias lá dentro;

_ Vestibulares: "pra quê fornecer educação gratuita e de qualidade a nosso povo?", indaga-se o governante. Emburreçamo-los! "Pra quê dar educação superior ao povo? Pra terem direito a prisão especial?" Eis a indiferença coronelista da política nacional!

_ Impostos: quanto mais pagares, menos terás em retorno. Como se a gente vivesse no Mundo Bizarro: parece que investimos para ter não uma melhor, mas uma pior qualidade de vida. Isso sem mencionar as dezenas de siglas que inventamos e continuaremos a inventar, que deixamos escondidas em letras miúdas nas suas contas domiciliares para garantir a caixinha do governo!

_ Burocracia: quanto mais precisares de um papel, mais te chantagearão nos corredores dos órgãos públicos! Na mentalidade de funcionário público, a propina funcionaria como uma gorjeta informal, talvez... acha que é fácil sobreviver com meu salário de funcionário fantasma e minhas quinze aposentadorias?

_ Panelinha: se minha asneira cultural é cultuada por críticos, é claro que atuarei --não nos palcos -- como sanguessuga de meu, do seu, do nosso dinheiro público! E mais: eu e meus amiguinhos da roda cultural de cultura musical de música, por exemplo, criaremos bobagens culturais cada vez mais intragáveis porque ninguém dará bola a novos talentos. É a crise, cara! Como se a cultura tivesse virado uma bolsa de valores no País: os investidores não querem riscos! Poderia prejudicar as gravadoras divulgando os gringuets e outras fórmulas batidas!...


Ops! Acabei me alongando! Essa em si já foi uma contradição!

Quanta contradição! Tsc, tsc, tsc...


Por hoje é só! Dêem-me licença que agora, após ler os novos quadrinhos dos Cavaleiros que comprei na quarta e a cá postar umas bobagens, me porei a assistir as reprises! Droga, me alonguei demais no texto e tou perdendo os Cavaleiros por causa desse textículo medíocre! Buááá... tô vazando, agora é sério! Fui!!!!

domingo, 14 de dezembro de 2003

Mensagem que recebi no e-mail

Paulo Tengan



O mal existe??

Um professor ateu desafiou seus alunos com esta pergunta:

* Deus fez tudo que existe?

* Um estudante respondeu corajosamente: - "Sim, fez!"

* Deus fez tudo, mesmo?

* Sim, professor - respondeu o jovem.

* O professor replicou:

* Se Deus fez todas as coisas, então Deus fez o mal, pois o mal existe, e considerando-se que nossas ações são um reflexo de nós mesmos, então Deus é mal.

* O estudante calou-se diante de tal resposta e o professor, feliz, se vangloriava de haver provado uma vez mais que a Fé era um mito.

* Outro estudante levantou sua mão e disse:

* Posso lhe fazer uma pergunta, professor?

* Sem dúvida, respondeu-lhe o professor.

* O jovem ficou de pé e perguntou:

* Professor, o frio existe?

* Mas que pergunta é essa? Claro que existe, você por acaso nunca sentiu frio?

* O rapaz respondeu:

* Na verdade, professor, o frio não existe. Segundo as leis da Física, o que consideramos frio, na realidade é ausência de calor. Todo corpo ou objeto pode ser estudado quando tem ou transmite energia, mas é o calor e não o frio que faz com que tal corpo tenha ou transmita energia. O zero absoluto é a ausência total e absoluta de calor, todos os corpos ficam inertes, incapazes de reagir, mas o frio não existe. Criamos esse termo para descrever como nos sentimos quando nos falta o calor.

* E a escuridão, existe? - continuou o estudante.

* O professor respondeu:

* Mas é claro que sim.

O estudante respondeu:

* Novamente o senhor se engana, a escuridão tampouco existe. A escuridão é na verdade a ausência de luz. Podemos estudar a luz, mas a escuridão não. O prisma de Newton decompõe a luz branca nas varias cores de que se compõe, com seus diferentes comprimentos de onda. A escuridão não. Um simples raio de luz rasga as trevas e ilumina a superfície que a luz toca. Como se faz para determinar quão escuro está um determinado local do espaço? Apenas com base na quantidade de luz presente nesse local, não é mesmo? Escuridão é um termo que o homem criou para descrever o que acontece quando não há luz presente.

Finalmente, o jovem estudante perguntou ao professor:

* Diga, professor, o mal existe?

* Ele respondeu:

* Claro que existe. Como eu disse no início da aula, vemos roubos, crimes e violência diariamente em todas as partes do mundo, essas coisas são o mal.

* Então o estudante respondeu:

* O mal não existe, professor, ou ao menos não existe por si só. O mal é simplesmente a ausência de Deus. É, como nos casos anteriores, um termo que o homem criou para descrever essa ausência de Deus. Deus não criou o mal. Não é como a Fé ou o Amor, que existem como existe a Luz e o Calor. O mal resulta de que a humanidade não tenha Deus presente em seus corações. É como o frio que surge quando não há calor, ou a escuridão que acontece quando não há luz."

Relatório de Sábado

Dia cheio. Ao chegar no Palácio, depois de me meter lá nas quebradas do Sta. Rosa, vou com o L. ao mercado -- ele ainda não almoçara. Lá, papo à toa ia e vinha, me lembro d'uma pérola que ouvi da Baixinha dia desses ao telefone (fato que detalhei no post abaixo):

_ Ei, sua tia me falou que você se reúne naquela igreja esquisita perto do Cpa?
_ Ahnn? Esquisita?
_ É, uma com uns planetas...
_ Aaahh... mas aquilo não é igreja não, minha filha! Eu freqüento é aquela perto de casa, depois da sorveteria, sabe?
_ Aaahh...


Depois, passamos na casa dele, a contragosto meu. E mais a contragosto ainda, ele dirige na volta. Experiência que jamais repetirei de novo! O cara, no mínimo, deve ter se achado dublê do Velozes e furiosos. O cara rasgava curvas lambendo as calçadas, a mais de 120Km/h! Cheguei a pensar que meu fim estaria próximo:

_ Cê tá louco, caralho?
_ Relaxa, estou tendo aulas de como dirigir viaturas lá na PM!


Imagine a situação: da Ponte à Av. do Cpa a uns 130 por hora. Saldo da barbeiragem? Dos 20 minutos que demorei para ir, ele usou menos de 10 para voltar, pelo mesmo trajeto! 10 minutos recheados de fechadas, cortes pela esquerda, sinais furados... como será que o motor não fundiu? Afinal de contas, é um 1.0! É, nunca mais empresto o Chapolin a ele...

Depois da reunião, Juninho pede para eu e um povo providenciarmos ventiladores. Mais uma vez rodo meio mundo até o Sta. Rosa, invadimos a casa do I., assaltamos as vasilhas de doces e garanto meu tubo de Mentos. Colocamos os ventiladores no porta-malas e partimos, com I. e E. com Skol a tiracolo. Essa eu passei. Não bebo... bom, depois d'alguns goles, as besteiras fluem como na propaganda da bebida: descendo redondas pela laringe!



Se queres evitar ler obscendidades, pule este parágrafo do post:



_ Cara, você gosta de meter no cu?
_ Eu odeio, cara! Fico com a genitália fedendo todinha!
_ Ah, não é que eu odeie... prefiro a b***** quentinha, úmida, molhadinha...
_ Pra mim, ficar por cima cansa! É tão mais cômodo quanto elas ficam por cima...
_ Por mim... fica aí o dia inteiro, minha filha. Maravilha...
_ E o cutuca-cérebro, hein, O.?
_ Esse cara é uma desgraça! Arrumei uma pra ele e ele me cai fora!
_ Pior que isso, só apanhar do F. do Renegados, certo O.?
_ Quem?
_ Se tem uma coisa que lembro até hoje foi quando fomos pro campinho do São Nicolau e, no barzinho, o I. começa a contar sobre quando o pai dele...
_ Era meu tio!
_ ...o tio dele o levou para a Casa de massagem e o trancou no quarto com a massagista!
_ Sacanagem do velho! Tremia feito vara verde na hora. Fiquei a noite toda trancado com ela, conversando...

Nota: essa parte do post não condiz necessariamente com a filosofia de vida do blogueiro. Ele apenas se limita a registrar o que (h)ouve mundo afora!



Mais tarde, a mãe do O. me conta mais uma que o anormal aprontou vida afora! Não bastasse levar piaba do guri e bancar vacilão, ele ainda me apronta mais essa:

_ Pois é, semana passada foi a crisma dele. Só que a crisma foi feita numa paróquia que fora fundada recentemente. Era a primeira da região. Até o Bispo do Estado foi lá prestigiar. Aí o O. chega, com a mãe de toda as morais, até ao Bispo, abraçando-o, e me saindo com essa: 'E aí, Bispão? Como vai essa força?'. Como ele faz isso comigo?


Depois, pra terminar a noite deixo o L.F. em casa. Mas não sem beirar o churrasquinho nos fundos antes. Uma pena que só rolou bugresa. E música de corno. Ainda assim, o ambiente estava bem lascivo! J.A. disse que voltaria pra SP dia 4. Mas não sem antes providenciar uns esquemas. Papo furado...

quinta-feira, 4 de dezembro de 2003

Novo link pra mó d'oceis fuçarem aí em cima quando se cansarem do BR: Blog da Akirei. Leitura recomendada. E o melhor: é daqui do estado!



P.S.: É impressão minha ou Akirei é um nove inventado a partir de Erika ao contrário (Akire), mais a inicial do sobrenome dela? Interessante...

terça-feira, 2 de dezembro de 2003

SBT: a TV mais feliz do Brasil

Ontem pude perceber a que nível chegou a programação da Tv brasileira. E me refiro, como bode expiatório, ao Sbp! Saca só as vaciladas da emissora e as puxadas de orelha que a Justiça deu a cada uma: essas são as que eu lembro, mas tenho certeza de haver muitas mais!



Fato: apresentadora caduca Hebe Camargo diz em seu programa, ipsis litteris, sobre um jovem que assassinou um casal de namorados numa fazenda: "Eu vou fazer uma entrevista com você. Se me deixarem eu vou. Mas eu vou armada. Eu saio de lá e vou pra cadeia. Mas você não fica vivo."

Punição: o programa dela foi censurado ontem e passou a ser transmitido somente às 22.45, quase 01.00 em Brasília. O buraco do horário antigo fora tapado por um episódio do Chaves. Providência que aprovei veementemente.


Fato: Hebe Camargo, há uns anos atrás, mandou a Produção providenciar um bolo gigante, mas com um adicional: milhares de moscas na cobertura! E teceu a metáfora: "Estão vendo esse bolo? Ele é o nosso país! Estão vendo essas moscas? São vocês, políticos! Parasitas de nossa nação!"

Punição: desconheço. Essa eu ouvi da vó.


Fato: Gugu forjou entrevista com falsos membros da facção criminosa Pcc. Nagravação, o supostos marginais ameaçam de morte apresentadores de programas policiais como o Datena e o Marcelo Resende, entre outras ameças de seqüestro.

Punição: o programa do Cucu ficou uma semana fora do ar e perdeu vários patrocinadores.


Fato: Gugu, em seu programa, criava quadros em que artistas se roçavam em uma minúscula banheira à caça de um sabonete, crianças dançavam coreografias obscenas de grupos como É o tchan e derivados, e garotas com tops e saias minúsculas dançavam debaixo de um chuveiro, com direito à água acentuando seus "atributos", por assim dizer.

Punição: todos os quadros foram canelados pela Justiça.


Fato: programas como A praça é nossa e Domingo chato fizeram entrevistas com o ex-prefeito de São Paulo, Paulo Maluf, em época de eleição.

Punição: a emissora ficou fora do ar por 24 horas.


Fato: o apresentador Ratinho (esse é freguês; fala por si só).

Punição: o programa só pode ser transmitido depois das 22.00.


Fato: Ratinho (como eu disse, esse é freguês), nos primórdios de seus programas, debochava de programas da Grobo que passavam no mesmo horário que os seus, mandando tocar as vinhetas dos pogramas adversários e contratando transformistas para imitarem personagens de novela. Tudo no mais chafurdado sarcasmo.

Punição: foi proibido de mencionar outras emissoras em seu programa.

quinta-feira, 27 de novembro de 2003

Bobagens da TV

Enquanto ligava a Tv e me preparava para ligar o videogame, resolvo zapear um pouco pra ter um panorama das bobagens que me privaria de assistir à tarde, quando de repente passo no canal do Senor. Vendo o programa da Soniabrão, vejo um carinha fazendo uma reportagem daquelas que merecem ir direto pro meu rol das cenas crássicas da Tv brasileira, que repostarei abaixo**. O cara estava entrevistando a atriz que interpretou a Chiquinha no seriado Chaves. Com a mesma roupa que caracterizou sua personagem, com os indefectíveis óculos e com muitos quilos a mais. E o melhor de tudo: com áudio original, sem aquela dubladora pra encobrir o áudio. Impressiona como a voz da dubladora no Brasil é parecida com a dela... bom, moagem ia, moagem vinha, várias toscarias apareceram na tela, das quais citarei algumas:

_ A própria Chiquinha ensinando sua técnica de choro inconfundível. Como curvar os braços corretamente, e como entoar o choro corretamente. E o repórter pagando o mico de imitá-la.
_ Ela e mais algumas meninas pagando uma de Paquitas latinoamericanas cantando um sucesso de Xuxa traduzido como "Es de chocolate".
_ Ela canta a música-tema da série com o nome dela. E ainda arranha o português cantando nossa música-tema!


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** Ago 03

Momentos crássicos e toscos da Tv que dificilmente -- ou muito raramente -- serão reprisados:

_ O Van Damme tendo uma ereção quando aquele monte de mulher roçou nele quando ele participou do Domingo Chato
_ O Silvio Santos, numa de suas brincadeiras de auditório, cai num tanque d'água com aqueles ternos listrados de brechó.
_ Selinho do Silvio Santos na Hebe Camargo durante a madrugada do Teleton.
_ Especiais da Grobo -- o Tv ano 50 -- com pérolas das propagandas dos anos 90 como aquela do Guaraná Antarctica: "Pipoca na panela começa a arrebentar... nananan... que sede que dá!"
_ Novelas da recó dos anos 60: um incêndio no estúdio queimou o valioso passado da emissora!
_ Vinheta do programa do Bolinha da Bund. O precursor do Faustão!
_ O Fausto Silva, desesperado com a perda vertiginosa de sua audiênca para o Cucu, chama a Xuxa para apresentar o programa junto com ele numa fusão bizarra do Planeta xuxa com o domingão do Gordão. Os logos dos dois programas apareciam juntos. "Nem com Faustuxa", como diria Veja naquela semana.
_ O Planeta animal, programa de perguntas e respostas que o Cucu apresentava na qual no final os artístia mostravam seus bichinhos de estimação.
_ A Fox comprando os direitos de exibição do Sbt para "ilha da sedução".
_ A final da Copa João Havelange entre Vasco e São Caetano, os eternos vices, quando no início do primeiro tempo a arquibancada despenca e o cleber Machado tem de encher lingüiça na impossibilidade de transmissão do jogo.
_ O final do GP da Áustria de 2002, a marmelada da Ferrari. Saca só a locução do incauto Cleber Machado: "hoje o alemão não vence, hoje não, hoje não, hoje não, hoje siiim!? Hoje sim!? Hoje sim!?"
_ Marcos Mion apanhando dos comparsas da Vampirella no Piores Clipes do mundo. Só pra citar uma das vezes que o cara apanhou em seu próprio programa!



Set 03

Como queria ter gravado o Domingão do Gordão ontem, cara! Um daqueles momentos crássicos da Tv brasileira que sensacionalismo algum se equipara. Melhor que esse podre da Tv só aquela transa do Bbb2! Saca só o que rolou ontem, enquanto a mãe assistia Tv:

_ Bom, agora vou tocar a faixa 2. Essa é tipo um rasqueado cuiabano, sabe?
_ Rasqueado? Noossa... vejamos a faixa! Tocaê maestro!
_ ...
_ Como assim, não têm o Cd? Toquem pelo menos o single!
_ ...
_ O quê? A gravadora mandou a caixa do Cd sem Cd dentro? Mas que blasfêmia! Numa boa, Leo: devias pensar seriamente em mudar de gravadora... qual a sua gravadora atual?
_ Bmg.
_ Devias pensar seriamente em rescindir seu contrato com a Bmg. Há quanto tempo estás lá?
_ Desde 98. Tô lá uns cinco anos.
_ Mas que falta de respeito, de compromisso com o cantor, com o público, cara.
[Leo até se distancia do gordo impertinente]
_ Vocês sabem que não poupo esforços para divulgar o trabalho dos artistas brasileiros, que sempre mostro o Cd para que o público conheça o trabalho do caipira que toca aqui, mas gravadora vir pra cima de mim com descaso eu não posso aceitar! Esses Cds porcaria já são tão caros e ainda fazem isso com a gente? Talvez não tenha sobrado um Cdzinho sequer pra divulgação, dos 500 mil que a gravadora manda gravar na fábrica! Aiai... bom, Leo, toca uma bobagem qualquer do seu acervo antigo nesse meio-tempo!
[Leo canta um de seus crássicos bregas]
_ Cês vão ver só: até o fim do programa trago o dono da gravadora aqui! Bom, no momento vamos começar o Arquivo confidencial (um quadro onde se devassa a vida particular do artístia através de entrevistas com pessoas próximas ao artístia).
_ Como o Leo dirige?
_ Ah... pra ser sincero? O cara deve ser o pior motorista do Brasil!
_ A mãe dele deve ter dito isso quando a peguei na zona...
_ Já aconteceu de, de repente, numa passada de camarim, ter visto alguma parte do corpo do Leo que gostastes mais?
_ Ah, sei lá: as coxas dele são bonitas!
_ Claro, pô! Perguntou pra sua mãe, não?
_ Se tem uma pessoa de quem ele morre de medo é o Produtor: ele costuma aparecer só pra dar as notícias ruins...
[depois de destruir publicamente a gravadora do Leo, um executivo da Bmg aparece para fazer a devida retificação quanto ao marketing negativo feito pelo gordo. E assim acaba o acesso de fúria do obeso apresentador!]
_ Pois é, né, acabei tirando o Fulano aqui do almoço de domingo, por causa dessas inconveniências... mas temos de respeitar o trabalho do artístia, não podemos deixá-lo numa saia justa como o que rolou hoje!


Essa aqui ouvi (e vi) no Gordo a go-go, que reprisou ontem: sim, Tv no fim-de-noite no domingo é de última! Literalmente...

_ E quanto àquela cena em que passas a gilete em seus pêlos pubianos naquele ensaio de 95?
_ Até hoje não entendo a polêmica que a cena causa! Algo tão natural...
_ Sei lá, cara! É até recomendado passar a gilete, pois acaba parecendo velcro na hora do entra-e-sai, sabe? Bem incômodo!
[intervalo]
_ Pô Ludmila, apresentastes um programa de sexo aqu na Mtv, o Erotica. Tapastes o buraco deixado pela Babi, certo?
_ Sim, mas não entrei só pra substituí-la. Entrei mais pela experiência. Afinal de contas, sou atriz, não apresentadora.
_ Sendo apresentadora de um programa desses, é preciso um certo jogo de cintura pras perguntas mais picantes, não?
_ Bom, na maioria dos casos são perguntas bem bobinhas, triviais.
_ Qual a sua posição seuxal favorita?
_ Ah, não falo sobre minha vida pessoal!
_ Pelo nariz, deve ser a motoneta!
_ Mas que raios é isso? Eu não ouvi isso!
_ [desabando-se de rir] Você já... esqueci a pergunta, caralho! [debate-se na mesa tentando conter o riso]

sexta-feira, 21 de novembro de 2003

Novo link na barra acima! Confiram o Banco da praça. Existe há pouco tempo, mas promete. Bsta conferir os arquivos que a blogeira deixou neste endereço antigo. Antigo para os supersônicos padrões blogueiros de tempo, claro!



Avisinho básico:

Tô ficando de saco cheio com a droga do Icq... é sempre aquela constante tortura de ninguém aparecer Online na lista. Caso alguém interessado em perder tempo teclando com o Sersup, está cá o Uin: 108665247

Costumo entrar a partir das 23.00, mas, eventualmente, entro à tarde. Decadência isso... eu recrutar gente no blog pra tc! Bem, é isso ou desinstalar o programa pela terceria vez! No offense...

O fim?

Hoje a mãe foi lá na F.. Chegou hoje, fim-de-tarde, comentando sobre o papo informal, com um comentário meio que incisivo para mim:

_ Ela afirmou estar até pensando em te liberar.

Todos um dia se deparam com mudanças repentinas, e delas se reerguem para poderem continuar a se dedicarem a outras mudanças, essas não tão repentinas. Por mais de dois anos, tenho a meu lado tipo um Oráculo à qual dedico confissões, dúvidas, segredos, detalhes arquitetados de minha sociabilidade. E com essa frase acima, parece que tudo isso está prestes a ficar trancado, esquecido no meu passado.

Antes desses dois anos, meu mundo era como uma terra gringa onde falavam meu idioma. Ninguém parecia me conhecer, nem eu mesmo parecia me conhecer às vezes. Era um mundo onde sentia ser em vão acreditar nas pessoas. Era um mundo onde só solidão e indiferença me acompanhavam. Onde só... sei lá! Já estou há tanto tempo sem essa carga de melancolia que até me estou esquecendo de algumas sensações que antes postara tão abudantemente (ainda bem... :)). Pois quando se tem tristeza no peito, se estuda forçadamente sobre as emoções pessoais. Como se fosse um insight por tempo indeterminado. Obviamente a coisa complica se você não for um "estudante" dos mais assíduos...

Claro que ter a quem confidenciar as agruras é importante. Ninguém passa ileso pelas abstrações emocionais trazidas pelo destino. Nem eu, e é aí que a F. entra nesse quesito. Os diálogos com ela são muito parecidos com aqueles entre o Mestre dos Magos e os aventureiros da Caverna do Dragão: tudo que é dito por ela é bem subjetivo, com as palavras desviando (quase) sempre de qualquer interferência de cunho pessoal. Assim como o Mestre dos Magos, é preciso saber interpretar o que é dito para se aplicar no dia-a-dia. E que tarefa! Praticamente um Ombudsman de si mesmo. Mas é legal porque se descobre grandemente sobre si mesmo, principalmente porque os diálogos são apenas um prelúdio do que está por vir. Como no desenho.


Post meio mal-acabado. Estou perdendo o jeito...

sexta-feira, 7 de novembro de 2003

ISSO É QUE É!!



Marli de Paula Ribeiro finalmente conseguiu o prêmio de 50 mil que teria ganho num concurso da Coca-Cola em 96.

Isso mesmo: levou quase sete anos e vários processos pra conseguir receber, mesmo tendo a tampinha premiada!



O concurso era assim: você tinha que combinar um numero e uma letra com o resultado do sorteio da Coca-Cola. O numero e a letra estariam impressos numa tampinha de refrigerante. Sujeito compra uma porrada de refrigerantes, junta aquelas tampinhas todas, e fica acompanhando e torcendo pra ver se ganha. Quem espera sentado, engorda ainda mais depois de tomar tanta Coca.



A tampinha premiada de dona Marli tinha o resultado certo: 1-J e 1-L.

A Coca-Cola não aceitou dizendo que isso era um erro de impressão e que na verdade na tampinha constava 1-L e 1-L.

Realmente, colocado num microscópio, via-se que de fato o J era um L. Mas somente num microscópio! A olho nu ou com outras lentes o que se via era mesmo um J.



Agora, o mais fantástico disso tudo pra mim vem agora: sabem qual o argumento levantado de imediato pela Coca-Cola?

Eles tinham certeza de que a tampinha ou era falsa, ou continha um erro de impressão porque... porque...

NENHUMA TAMPINHA CONTENDO A RESPOSTA CORRETA TINHA SIDO EMITIDA PELA COCA-COLA!!!!



Ou seja: lançaram um promoção estimulando a venda do produto em função de um prêmio que tinham certeza que ninguem ia ganhar! Pois não tinha como alguem ganhar!!! Isso é que é!!



Desconfiem sempre desses concursos e promoções. É tudo armado, gente. E aproveitem pra parar de tomar Coca-Cola que é um troço ruim pra cacete...






Ser_superior! antenado no Blognews...

quarta-feira, 29 de outubro de 2003

Complexo de mordida de família

Essa rolou ontem, pouco antes d'eu ir pra Facul... tava a R., avó e primo R..

_ Que aconteceu com o pulso, R. (o primo)?
_ Quebrei durante os treinos na Instância.
_ Na minha época, curava-se pulso quebrado chamando-se uma mulher grávida para morder o pulso quebrado.
_ Então é por isso que essa família doida tem a bizarra mania de gostar de morder bebês!!! [minha mãe é impossível às vezes...]
_ Eta família fácil de quebrar pulso: foi o primo R., prima A., a irmã...
_ Eu, na infância...
_ Pra mais de mês...

domingo, 26 de outubro de 2003

Notas

19.10, 21.55: Vocês já viram a relativamente nova campanha publicitária daquela marca de cigarros, a Hollywood? Naquelas dunas, podemos perceber um busto feminino sugestivamente delineado na areia. Uma observação mais cuidadosa e lá está. Quando notei isso e falei ao irmão, ele levou menos de dez segundos para reparar. Enfim, descobertas daquelas dignas de estar naqueles sites de mensagens subliminares por aí...

19.10, 22.30: Dia desses estava no mercado com a mãe. Quando chego na seção de frutas e verduras, encontro um rabanete. É só uma verdura, pensa-se de início, mas do nada me faz lembrar de um dos primeiros livros que li quando aprendera a ler. O nome? O velho e o rabanete!

É uma história sobre um senhor idoso que não consegue colher um rabanete de sua plantação. Ele pede ajuda a sua esposa, a seu filho, a seu ajudante e mais algumas pessoas que estavam passando por lá. Todos, sem sucesso, tentavam arrancar o rabanete, um atrás do outro. Por último, sua netinha resolve tentar. E assim, o rabanete finalmente é arrancado da plantação. Então, a surpresa: o rabanete que brota é gigante, maior do que todos eles juntos. E naquela noite, eles comem como reis.

sábado, 25 de outubro de 2003

Máxima do Ser_superior!:



"Só o fato de tentarmos sermos perfeitos já nos torna imperfeitos. A perfeição não precisa se espelhar em nada."



Pelo jeito o fim-de-semana será meio sem novidades por aqui... depois que o irmão inventou de limpar o teclado, a barra de espaço está parecendo uma esponja: por mais que dedilhe, de vez em quando não espaça! Isso sem falar da tecla de descer o cursor. Mas não adiantou: mesmo depois de trinta avisos sincopados, ele insistiu na besteira. O aviso?

_ Não inventa de limpar a porra do teclado!!! Vai ficar tecla faltando...

Momento digno de se relembrar:

_ Eu avisei! Eu avisei! Eu avisei!

Momento digno de se lembrar também:

_ Melhor fazer logout, Ser_superior!: só tá saindo lixo nesse post...

terça-feira, 21 de outubro de 2003

Complexo de uniforme

Todos os dias você se levantava, lá pelas seis, vestia seu uniforme de corres berrantes e tecido sufocante, tomava seu café da manhã, ficava enfurnado em recinto escolar com aquele chamativo pedaço de pano, torcendo para a aula acabar logo, e pensava que se livraria dele num futuro próximo. Pelo menos uma utilidade o pedaço de pano démodé tem: pode ser usado como Yearbook (Caderno do ano para os gringuetes), onde podes carregar para qualquer lugar as assinaturas e os chavões típicos do ambiente escolar.

Até que um belo dia, ao puxarem seu Curriculum, descobres que o uniforme da empresa em que trabalharás consegue ser ainda pior do que o aposentado uniforme escolar! Amarelo-caganeira, azul-obra-do-governo, branco pai-de-santo, para citar os mais comuns. Imagina o complexo que a galera que trabalha do McDonald's carrega por terem de usar aquele uniforme digno do guarda-roupa do Tirulipa Jr.!...

Me pus a pensar sobre o por mim chamado Complexo de uniforme quando passei na Adeptus do 3 américa ontem. Todos os funcionários estavam com uma fantasia de bruxa, com um cabelo grisalho, grenho, escorrendo por sobre a nuca, preso sobre um boné triangular, aqueles de bruxa mesmo, e com uma túnica preta. Esse mico todo deve ser para o lançamento da versão em português do último livro do Harry Potter, sei lá...

sábado, 11 de outubro de 2003





Cartão chupinhado de Causos e prosas.
Odisséia escolar do Ser_superior!: Moagem que o Ser_superior! se pôs a lembrar hoje com a L.:

Sempre tive muita facilidade com tabuada. Na 2a. série, então, foi um tapa eu lidar com os tais números ditados decorebativamente pela professora! Ela chamava um por um na mesa e ditava a tabuada. Sempre fui extremamente vergonhoso na presença de professores e sempre me batia um nervosismo, um frio na barriga daqueles que gela até a espinha, só de precisar falar pessoalmente com um deles. Pois bem, quando era a minha vez, ficava tão nervoso que repetia a tabuada monocordiamente, mas sempre de cabeça curva, sem olhar para ela. Numa dessas ocasiões, ela resolveu me sacanear:

_ 10 vezes 9:
_ 90!
_ 10 vezes 10:
_ 100!
_ Ahn... 11 vezes 1:
_ 11!
_ 11 vezes 2;
_ 22!
_ 11 vezes 3:
_ 33!
_ Ah, ah, ah... certo, já chega! Não vou te morder não, viu?


E, extremamente constrangido e encabulado, tentava sem sucesso escapar dos beijos que ela dava nos aluninhos em final de aula. Sim, o Ser_superior! tem lá suas esquisitices desde tenra idade! Esquisitice foi o que constatei no final do ano, quando todos ainda permaneciam na sala, algo estranho para mim:

_ Pai, porque todo mundo ainda está na sala e eunão?
_ Porque você passou de ano adiantado, seu bobo! Agora vamos.
_ Tem certeza de que não deveria estar com eles?
_ Vambora, menino! Larga de bobagem!

sexta-feira, 10 de outubro de 2003

O vizinho

Quando notamos que o vizinho da esquina é meio estranho:

_ Ele amplia a casa inteira numa lage gigante de dois andares, e assim deixa, sem dar uma mão de tinta ou qualquer outra coisa. E isola o imóvel para morar numa casinha ao lado.

_ Ele deixa estacionado na garangem não carros comuns, mas um trator, um jipe daqueles de capô de napa bem velho, e uma F-1000 bege bem rodada!

_ Ele já apareceu na Veja e só recentemente descubro isso. Parece que a filha dele estuda com o irmão no Cdi e trouxe a reportagem. Parece que certa vez ele produziu um trator movido a hidrogênio, ou a bomba de hidrogênio... sei lá, continuo não sabendo do que se trata o maldito hidrogênio, e continuo detestando Química!

_ Ele foi o único de sua própria turma que se formou em Física na Cunic (ou Ufmt, sei lá, me falha a memória). O custo da placa ficou todo com ele...

_ Ele esporadicamente chamava o pai para um chope e para trocar umas idéias. De vez em quando ele comentava sobre suas intenções de usar aquela lage rusticamente levantada como um cinema, com apelo para os mais saudosistas, com filmes antigos e tudo o mais. Um Cine Odeon da vida...

_ Ele comprou a casa ao lado da casa onde ele subiu a lage, e assim a deixou, totalmente abandonada, até onde posso confirmar. O que parece uma pena, pois na casa há uma piscininha. E um forte cheiro de grude, da última vez que pisei lá, há uns dez anos! Talvez tenha criado um acesso alternativo por dentro...

_ Ele deixa todos na curiosidade só de passarmos por sua casa e constatarmos as coisas lá fora...


Costumava freqüentar a casa dele quando menor, mas quase nada me retorna à memória para cá constar agora...
Essa semana fiz algo que não fazia há anos: comprar revistas de videogame! Atualmente, comprar revistas de videogame é mera tarefa pra se passar raiva, pois 95% dos brasileiros que adoram jogos como o Ser_superior! que vos fala, dificilmente terão condições -- ou vontade -- de torrar mais de R$1500 reais num videogame com um jogo. A situação está tão crítica para essas revistas que acredito que esteja faltando verba até mesmo pra redação dessas revistas comprarem os jogos para teste, pois noto que os artigos estão supervagos, dizendo o que todo mundo já sabe, mas talvez isso seja pela revista de qualidade inferior que comprei. A coisa está tão feia para esses jogos que, devido ao reduzido número de jogadores que compram esses jogos, seções de socialização com o leitor, como Cartas e Fanarts, pelo menos nos exemplares da Gamers que comprei, foram sumariamente abolidas! Provavelmente por causa da puta sacanagem financeira feita pelas softhouses, cansadas de serem ludibriadas pelos piratas. Convenhamos que deve doer na alma dessas empresas gastar-se milhões de dólares para o desenvolvimento de um jogo, para que, com milhares de dólares, um pirata faça milhões de cópias clandestinas do mesmo jogo, sem pagar impostos, sem pagar programadores, sem pagar royalties. A indiferença e vontade de evitar nosso mercado manifestado por essas empresas é tão grande que, ao ler uma nota sobre o lançamento de Super Mairo Sunshine, o jogo mais foda do ano, sem dúvida, constata-se: sobre o lançamento no Brasil, a Nintendo limita-se a dizer que não tem planos para o lançamento no País.



Para passar ainda mais raiva (ou ao menos para entreter um pouco os olhos), confira o vídeo do SMS que rolou na E3 (no site oficial da Nintendo).

terça-feira, 7 de outubro de 2003

Máxima ordinária

Há pessoas que são como esponjas: absorvem muito e retêm pouco, enquanto temos pessoas que são como argila: não absorvem nada, retêm tudo! Qual delas estanca melhor o sangue do pulso da desilusão cortado pela vida?

sexta-feira, 3 de outubro de 2003

Diatribes do Ser_superior!:



_ Que tipo de pessoa esquisita some misteriosamente quando a pessoa com quem está andando encontra um conhecido e dedica alguns minutos trocando idéias com esse conhecido?

_ Que tipo de pessoa consegue controlar friamente o que tem a dizer quando se depara, subitamente, com dezenas de pessoas te soterrando com o olhar, mas tem uma colossal dificuldade para falar com uma pessoa só, seja qual for a bobagem em questão?

_ Que tipo de pessoa faz de tudo para ajudar os outros a seu redor, mas se mostra um pulha orgulhoso quando ele mesmo precisa de ajuda em algo, e se nega veementemente a admitir sua dependência sócio-pessoal em certos requisitos?

_ Que tipo de pessoa fica triste, um caco, sem razão plausível alguma, e, às vezes, aparenta estar triste só porque está olhando fixamente para o horizonte, distante do mundo, distante de si, perdido nas próprias incertezas?

_ Que tipo de pessoa sempre guarda para si mesmo, por mais odiosa que seja, uma exacerbada atitude desagradável alheia, e não esboça reação alguma?

_ Que tipo de pessoa acha 85% das pessoas que conhece uns perfeitos idiotas descartáveis?

_ Que tipo de pessoa tem uma irracional aversão a telefones, celulares e qualquer meio de comunicação que permita que duas pessoas possam conversar tête-à-tête?

_ Que tipo de pessoa detesta ser chamada em voz alta enquanto está a blogar no silêncio agora quebrantado do escritório?

_ Que tipo de pessoa começa a preferir ter uma prova ferrada durante a semana a ter de chegar mais cedo em casa e ter de agüentar o irritante barulho da Tv com as reverberadas e agudas vozes dos atores da novela das oito?

_ Que tipo de pessoa acha que dar um 'oi' é tão difícil quanto Química?

_ Que tipo de pessoa detesta responder perguntas sobre si mesmo, que detesta falar sobre o que está sentindo ou não, e que sempre tentará desviar a atenção dos bem-intencionados inoportunos que fazem essas perguntas?

_ Que tipo de pessoa esquisita despreza os irmãos e os amigos descerebrados deles, a ponto de se recusar a ir a festas onde sabe que encontrará esses amigos, e, pior ainda, saberá que os irmãos ainda estarão lá, aproveitando suas decadentes, erotizadas e estereotipadas mocidades? E não acaba por aí: despreza com vontade tudo o que os irmãos apreciam e acreditam e faz questão de desmerecê-los, de desacreditá-los, e de desincentivá-los. Sim, eu sei que sou o primogênito mais desprezível do mundo! Mas paciência tem limite...

_ Que tipo de blogueiro escreve textos tão densos assim?



Momento Ombudsman do Ser_superior!: às vezes dá vontade de me odiar...



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P.S.: vocês pegaram esse blog pra ler num momento ruim... tanto do sujeito quanto do meio dele...

terça-feira, 30 de setembro de 2003

Textículo que escrevi numa prova com consulta ontem, na qual fui pego de surpresa, sem livro, sem companheiro de grupo, na maior pindaíba, e que colocarei aqui no BR, por falta de coisas condizentes com a filosofia do blog para postar.





O ensino de um País que não insere seu Povo no contexto sócio-histórico atual obviamente objetiva aliená-lo, torná-lo inerte à sua própria realidade. Um povo que não compreende o significado da Cidadania, que não compreende sua importância em sua própria história, é um Povo desvirtuado, de valores difusos, de educação igualmente frívola e "sloganizadora". Mais importante é, de longe, um Povo que se enxerga como unidade, como participantes do futuro, como sua Pátria, como cidadãos, do que um povo de grande intelectualidade, preso numa bolha de saber, indiferente à sociedade em que vive.

domingo, 21 de setembro de 2003

Dia histórico para a Tv brasileira:

a Justiça vetou a exibição do Domingo Legal! Grande vacilo do Sr. Kuku Liberado! Tentaram isso às dezenas com o Ratinho e o gaúcho cara-de-pau sempre se safou! Azar de principiante na "arte" perdida da baixaria... e justo num dia único desses não fito a Tv para assistir ao raro fato!



O loirinho baitola dos domingos até se rebaixou a pedir desculpas ao vivo na Hebe, no programa do Marcelo Resende, por telefone, mas o estrago era irreversível: todos os patrocinadores estão caindo fora do programa dele, fora os futuros contratos cujo apresentador já perdeu! Dessa Kuku nunca mais se recuperará... agora é só expectativa para que o cara e suas baixarias sejam pulverizadas da Tv! Yes. Como li em reportagem da Veja hoje, "só mesmo machucando artista financeiramente para que alguma atitude seja tomada quanto às baixarias transmitidas pelos mesmos!"

sexta-feira, 19 de setembro de 2003

1º ANO DO COLEGIAL

Enquanto sentado na aula de inglês, eu admirava a garota ao meu lado. Ela era a minha tão chamada "melhor amiga". Eu admirava seu lindo cabelo longo e sedoso, e desejava que ela fosse minha. Mas ela não me via com estes olhos, e eu sabia disso. Depois da aula, ela veio em minha direção e me pediu pelas minhas anotações, pois tinha perdido a aula passada, e eu as entreguei a ela. Ela disse "obrigada" e me deu um beijo na bochecha. Eu queria dizer a ela... eu quero que ela saiba que eu não quero que sejamos apenas amigos, eu a amo mas sou muito tímido.

2º ANO DO COLEGIAL

O telefone tocou. Do outro lado da linha, era ela. Ela estava em prantos, murmurando continuamente sobre seu coração que fora partido por seu amor. Ela me disse que fosse vê-la porque ela não queria ficar só, então eu fui. Assim que me sentei ao seu lado no sofá, eu me fixei em seu suave olhar, desejando que ela fosse minha. Após duas horas, um filme da Drew Barrymore, e três sacos de salgadinhos, ela decidiu ir dormir. Ela olhou pra mim e disse "obrigada" e me deu um beijo na bochecha. Eu quero dizer a ela...

3º ANO DO COLEGIAL

Na véspera do baile de formatura ela foi até o meu armário. "O meu par está doente", ela disse; e ele não vai melhorar. Eu não tinha companhia, fizemos um pacto que se nenhum de nós tivéssemos companhia para o baile, iríamos juntos como "melhores amigos". Então fomos.

NOITE DO BAILE

Após tudo ter terminado, eu estava em pé, parado, na porta da casa dela! Eu a fitei enquanto ela sorria pra mim e me fitava com seus olhos de cristal. Eu quero que ela seja minha, mas não pensa em mim dessa forma, eu sei disso. Então ela disse "Foi o melhor momento da minha vida, obrigada!" e deu-me um beijo na bochecha. Eu quero dizer a ela, não quero que sejamos apenas amigos.

DIA DA FORMATURA

Um dia passou, depois uma semana, depois um mês. Antes que eu pudesse piscar, era o dia da formatura. Eu olhei enquanto seu corpo perfeito flutuava como um anjo até a plataforma para pegar seu diploma. Eu queria que ela fosse minha, mas ela não me via dessa forma, e eu sabia disso. Antes que todos se dirigissem aos seus lares, ela veio até mim em seu traje de formanda, e chorou enquanto eu a abraçava. Então ela levantou sua cabeça de meu ombro e disse, "Você é meu melhor amigo, obrigada" e deu-me um beijo na bochecha. Eu quero dizer a ela...

ALGUNS ANOS DEPOIS

Agora eu estou sentado no banco da igreja. Aquela garota está se casando agora. Eu a vi dizer "sim" e seguir em frente, rumo a sua nova vida, casada com outro homem. Eu queria que ela fosse minha, mas ela não me via dessa forma, e eu sabia disso. Mas antes que ela partisse, ela veio até mim e disse "Você veio!!!!!!". Ela disse "Obrigada" e beijou-me a bochecha. Eu quero dizer a ela, eu quero que ela saiba que eu não quero que sejamos apenas amigos, eu a amo mas sou muito tímido, e não sei porquê.

FUNERAL

Anos se passaram, e eu olho para o caixão de uma garota que costumava ser minha "melhor amiga". Na cerimônia, leram a entrada do diário dela, escrito na época do colegial. Isto foi o que leram:

"Eu o admiro desejando que ele fosse meu, mas ele não me vê dessa forma, e eu sei disso. Eu quero dizer a ele, eu quero que ele saiba que não quero que sejamos apenas amigos. Eu o amo, mas sou muito tímida, e não sei o porquê. Eu queria que ele me dissesse que me ama!!!!"



Eu queria também... Eu pensei pra mim, e chorei.




Corrente que encontrei dia desses... *****\*/*/*/*/*/*\*\*\\\\****

quinta-feira, 18 de setembro de 2003

Leia com atenção... ou melhor, com "aetçnão"!

Já percbeeram que não ipomrta em qaul odrem as lertas de uma plarava etãso? Na vdaerde, a úncia csioa iprotmatne é que a piremria e útmlia lrteas etejasm no lgaur crteo. O rseto pdoe ser uma toatl bçguana que vcoê pdoe anida ler sem pobrlmea. Itso é poqrue nós não lmeos cdaa lrtea isladoa, mas a plravaa cmoo um tdoo. Incríevl!



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Essa dscboreta ftiea pro ctastnieis ignelses -- ou btaoo -- etsá se ephlasadno ftieo pgara na web!
Aheci crosiuo e cqoueloi auqi no bolg!

quarta-feira, 17 de setembro de 2003

Procurando imagens na web, descobri alguns trabalhos de um artista muito curioso: o Michael Parkes. No site há 29 de seus trabalhos numa edição limitada. São imagens de temática greco-egípcia, com tons renascentistas, muitas vezes pastéis, lembrando muito vagamente o rococó. Cliquem aqui para conferir o trabalho do cara!



Poderia citar o trabalho de algum artista com o nome já registrado na história através de algum movimento artístico, mas aí me lembrei da aura aristocrática da Arte e repudiei a idéia. É como um artista porcaria que fica famoso na mídia enquanto vários outros gênios ficam no ostracismo. Os artistas do futuro não podem transformar a Arte numa "coluna social" onde o que vale são nomes e termos, e não o talento e a sagacidade do artista. A Arte não se limita ao que lemos nos livros de História, mas não é assim que as pessoas que financiam os MinC do País pensam...

terça-feira, 16 de setembro de 2003

Meu cabelo está tão ridículo que está parecido com o do Jack Nicholson em Tratamento de choque! Tem uns tufos na orelha apontando pra cima, meio que parecendo uns chifrezinhos, assim como o cabelo do personagem do Jack. Muito louco! Recordemos, de posts, anteriores, com o quê meu cabelo já pareceu:

_ Jack Nicholson

_ Chris Martin, do Coldplay, quando deixei barba por fazer.

_ Pêssego gigante (quando passei máquina 3)


Amanhã é urgente eu cortar minhas rebeldes melenas! Tentei fazer uma aposta com o irmão para passarmos máquina juntos e ver quem conseguira deixar crescer por mais tempo, mas ele ficou com moagem por causa da mina com quem ele tá com rolo. Preciso arranjar algum desocupado que queira fazer essa aposta comigo!

segunda-feira, 8 de setembro de 2003

Será que o mal só existe no homem? Porque dogma algum inclina as pessoas ao caos, à perdição; essas coisas acontecem justamente por nos desviarmos do caminho de retidão pregado pelos dogmas. É como se dogmas, religiões, fossem uma eterna mitologia reverenciada pelas pessoas na busca de uma explicação não-científica para o existir das coisas. Certa vez li que o mal é a ausência do bem. Isso me passou meio sem sentido por um bom tempo, mas faz mais sentido agora: perder-se em cegas trivialidades egoístas é bem mais fácil do que se conhecer o suficiente para evitar dissipações desnecessárias. Ou seja, o mal está no que fazemos a partir do momento em que ignoramos a integração das coisas ao nosso redor.



É como se o homem estivesse tentando, em vão, se equivaler a Deus tentando seguir um caminho de retidão absoluta. Esse mundo não foi feito para tal; várias coisas culminam para o pecado; as tentações estão no canto dos olhos; a ambigüidade da vida desorienta facilmente as pessoas. Não precisamos tentar nos equivaler a autoridades divinas quanto a preceitos de uma vida reta; precisamos é nos encontrar. O primeiro passo para nos encontrarmos é descobrirmos nosso conceito de bem: o que nos dá razão de sermos o que somos e querermos melhorar. Porque a vontade de fazer e ser mais está sempre se respingando nas pessoas a nosso redor.



Será que esse mundo não fora feito por forças maiores justamente para isso, para que as almas possam experimentar algumas tentações antes de subirem na integridade dos céus? Eu disse algumas! Sabe como é, tipo uma experiência anterior antes de ser empregado no andar de cima...? Posso não estar muito longe disso! No caso, eles precisariam de uma "experiência anterior" para averiguarem a filosofia de vida, a integridade, a pureza, dentre várias outras nuances, do espírito. Isto é, se considerares que existe reencarnação. Muito embora tenhamos de crer que seria um desperdício muito grande nós, simples e unicamente, falecermos e fim de papo!



O papo tá meio metafísico, mas de vez em quando eu tenho essas filosofadas...

Como eu vivia sem Youtube...?

Como queria ter gravado o Domingão do Gordão ontem, cara! Um daqueles momentos crássicos da Tv brasileira que sensacionalismo algum se equipara. Melhor que esse podre da Tv só aquela transa do Bbb2! Saca só o que rolou ontem, enquanto a mãe assistia Tv:


_ Bom, agora vou tocar a faixa 2. Essa é tipo um rasqueado cuiabano, sabe?
_ Rasqueado? Noossa... vejamos a faixa! Tocaê maestro!
_ ...
_ Como assim, não têm o Cd? Toquem pelo menos o single!
_ ...
_ O quê? A gravadora mandou a caixa do Cd sem Cd dentro? Mas que blasfêmia! Numa boa, Leo: devias pensar seriamente em mudar de gravadora... qual a sua gravadora atual?
_ Bmg.
_ Devias pensar seriamente em rescindir seu contrato com a Bmg. Há quanto tempo estás lá?
_ Desde 98. Tô lá uns cinco anos.
_ Mas que falta de respeito, de compromisso com o cantor, com o público, cara.
[Leo até se distancia do gordo impertinente]
_ Vocês sabem que não poupo esforços para divulgar o trabalho dos artistas brasileiros, que sempre mostro o Cd para que o público conheça o trabalho do caipira que toca aqui, mas gravadora vir pra cima de mim com descaso eu não posso aceitar! Esses Cds porcaria já são tão caros e ainda fazem isso com a gente? Talvez não tenha sobrado um Cdzinho sequer pra divulgação, dos 500 mil que a gravadora manda gravar na fábrica! Aiai... bom, Leo, toca uma bobagem qualquer do seu acervo antigo nesse meio-tempo!
[Leo canta um de seus crássicos bregas]
_ Cês vão ver só: até o fim do programa trago o dono da gravadora aqui! Bom, no momento vamos começar o Arquivo confidencial (um quadro onde se devassa a vida particular do artístia através de entrevistas com pessoas próximas ao artístia).
_ Como o Leo dirige?
_ Ah... pra ser sincero? O cara deve ser o pior motorista do Brasil!
_ A mãe dele deve ter dito isso quando a peguei na zona...
_ Já aconteceu de, de repente, numa passada de camarim, ter visto alguma parte do corpo do Leo que gostastes mais?
_ Ah, sei lá: as coxas dele são bonitas!
_ Claro, pô! Perguntou pra sua mãe, não?
_ Se tem uma pessoa de quem ele morre de medo é o Produtor: ele costuma aparecer só pra dar as notícias ruins...
[depois de destruir publicamente a gravadora do Leo, um executivo da Bmg aparece para fazer a devida retificação quanto ao marketing negativo feito pelo gordo. E assim acaba o acesso de fúria do obeso apresentador!]
_ Pois é, né, acabei tirando o Fulano aqui do almoço de domingo, por causa dessas inconveniências... mas temos de respeitar o trabalho do artístia, não podemos deixá-lo numa saia justa como o que rolou hoje!



Essa aqui ouvi (e vi) no Gordo a go-go, que reprisou ontem: sim, Tv no fim-de-noite no domingo é de última! Literalmente...


_ E quanto àquela cena em que passas a gilete em seus pêlos pubianos naquele ensaio de 95?
_ Até hoje não entendo a polêmica que a cena causa! Algo tão natural...
_ Sei lá, cara! É até recomendado passar a gilete, pois acaba parecendo velcro na hora do entra-e-sai, sabe? Bem incômodo!
[intervalo]
_ Pô Ludmila, apresentastes um programa de sexo aqu na Mtv, o Erotica. Tapastes o buraco deixado pela Babi, certo?
_ Sim, mas não entrei só pra substituí-la. Entrei mais pela experiência. Afinal de contas, sou atriz, não apresentadora.
_ Sendo apresentadora de um programa desses, é preciso um certo jogo de cintura pras perguntas mais picantes, não?
_ Bom, na maioria dos casos são perguntas bem bobinhas, triviais.
_ Qual a sua posição seuxal favorita?
_ Ah, não falo sobre minha vida pessoal!
_ Pelo nariz, deve ser a motoneta!
_ Mas que raios é isso? Eu não ouvi isso!
_ [desabando-se de rir] Você já... esqueci a pergunta, caralho! [debate-se na mesa tentando conter o riso]



Colaborações, erros e omissões serão bem-vindas nos Comentários, pois me falha a memória em alguns pontos.

quarta-feira, 3 de setembro de 2003

O episódio de amanhã dos Cavaleiros não perco por nada! Até chegarei meia hora atrasado no CDI de novo por causa dele: o Seiya vai descer a porrada no Shiryu, aquele mano de armadura verde que a ganhou invertendo o curso de uma cachoeira. Sim, as viagens da Física que vejo nos episódios dos Cavaleiros são mesmo risíveis... como aquela em que a mãe do Hyoga está congelada dentro de um cubo de gelo gigante, descansando nas gélidas águas da Sibéria.

Tudo bem que os primeiros episódios foram estranhamente elaborados mostrando cavaleiros com quem Seiya conhecerá somente mais tarde, mas é que nesses primeiros episódios não faz muito sentido exibí-los. E pensar que ainda faltam umas dezenas de episódios para a Batalha das Doze Casas... bem, fazer o quê? O Toonami é um lixo; só mesmo os Cavaleiros salvam aquele bloco de desenhos de ação furado!

segunda-feira, 1 de setembro de 2003

Momento flashback de hoje: assistir o primeiro episódio dos Cavaleiros. Tarefa obrigatória do dia! Cheguei meia hora no CDI da CUNIC atrasado por causa do episódio, mas valeu a pena ver Seiya partir a orelha de Cassius e, em seguida, quase quebrar sua costela num incisivo Me dê a sua força Pégasus! Clássico...

E o melhor de tudo: tudo original! Apresentação sem cortes, episódios idem, tela de créditos até então inédita no Brasil (era constantemente vetada pela Manchete)... virou obrigação do dia! Tão obrigação que até me sujeitarei a aturar Inu yasha, que vem antes!



Concentrando toda energia do cosmos em cada célula de seu corpo para se prover de força sobrehumana...

sábado, 30 de agosto de 2003

Memorabilia

_ K7 dos Mamonas assassinas;
_ Placa de trânsito azul bebê personalizada com meu nome;
_ Fod Escort;
_ Telefunken de 14"
_ Boneco de porcelana com um dálmata no meio que nunca usei e que está esquecido num canto do quarto;
_ Pentel 0,5 preta que o G. inventou de me dar um dia e uso até hoje, há três anos;
_ Disquete promocional que compramos há dez anos atrás numa promoção de banca de jornal: o "Esse mundo é um colosso", com aqueles cãezinhos do programa Tv colosso te sabatinando com perguntas sobre países do mundo.

terça-feira, 26 de agosto de 2003

Nenhum a menos

Vi esse filme hoje. Muito bom. Fala sob a simples ótica do campo sobre um grande exemplo de perseverança e fidelidade, numa China onde seus habitantes trabalham sob condições que lembram facilmente os tempos de escravatura. Fala sobre um magnífico exemplo de professor, com a precocidade inerente à sufocada pobreza no Oriente. De diálogos que beiram um sutil humor e uma triste realidade numa decana ditadura comunista, o filme habilidosamente se esquiva dos clichês tão típicos dos atuais dramas enlatados, trazendo um cinema sob uma ótica raramente vista nas telas ocidentais. Embora tenha forte apelo para profissionais da educação, o filme agradará a qualquer bom apreciador do bom cinema, aquele cinema ainda comprometido com a criatividade, com a sensibilidade, com a missão de evidenciar as grandes virtudes humanas.

sábado, 23 de agosto de 2003

Cotidiano > Post descritivo
Psique geniosa > Post complexado
Psique confusa > Post complexado entremeado por várias divagações
Paixões não-correspondidas > Posts altamente descritivos com várias manifestações do Eu lírico.
Alegria > Post descritivo numa fusão com várias divagações
Tristeza > Post altamente descritivo com algumas manifestações do Eu lírico
Observações > Post descritivo
Dicas culturais > Post rápido
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Cada post, cada abordagem, cada ponto-de-vista.

Gratulamur tibi

Gratulamur Tibi
Hac dilecta die
Tibi longam beatamque
Exoptantes vitam

Dica: essa, só no português rima!

domingo, 17 de agosto de 2003

Auto-ajuda brega que escrevi dia desses:



No final das contas, a vida é como um empréstimo:

_ É preciso saber aplicá-la para melhor rendimento.

_ É preciso saber fazê-la render.

_ É preciso saber usá-la, para que esta não se acabe antes do previsto, arrastada por pesados juros.

_ Gastá-la sem retorno é arriscadíssimo para futura quitação.

_ Sendo um empréstimo conjunto, deve-se evitar o egoísmo e outros sentimetnos ruins trazidos pela ganância.

_ Sendo um empréstimo conjunto, nenhum centavo se leva; tudo que se lucra fica retido no mundo material. Um usucapião do destino.

_ Fundos de investimento podem não ter fundos. Prudência pode nem sempre levar a nossas expectativas.

_ Qualquer oscilação no mercado pode acabar em definitivo com a transação.

segunda-feira, 11 de agosto de 2003

Ontem dei uma saidinha básica pra ver um filme, esncontrei com o pessoal. Em certa hora, no Cafe Expresso em frente à City lar, nos pomos a indagar sobre um intrigante fato do comportamento feminino:

_ Fala sério, você vai tirar um cara baixinho, mas um cara altão você não vai tirar, já ia dar mais mole, não?
_ Bem... ahn... sim!
_ Eu tô bem arranjado mesmo. Eu, no pedestal dos meus 1,65, nunca chamarei a atenção das minas. Não viram a cara que aquela sua vizinha fez pra mim quando você nos introduziu (sem duplo sentido, por favor)?
_ Nada a ver, é que você mal olhou para ela.
_ Agora tudo faz sentido. É por isso que a menina na faculdade que mais fala comigo, que mais está na minha, é mignon! Consegue ser menor que eu... é, se depender da altura, estou perdido!
_ Nada a ver, ô!
_ Bem, quanto você mede?
_ 1,73m.
_ Viu só?
_ Ei N., o que você conota me vendo na sua frente? Acharia que ele é um garoto inocente?
_ Não, não exatamente. O acharia mais frágil, carente...
_ Ai meus sais!
_ Não vai na onda do pessoal de ir pra zona, não, viu? Te trancam num quarto com uma "profissional" que até ri da sua cara, enfim, é bem escabroso.
_ Cara, isso me fez lembrar da vez em que teve formatura num clube de campo e resolvi estrear com uma amiga no mato.
_ Atrás da moita?
_ Sim, com direito a mosquito mordendo e o medo de sermos pegos na margem do rio.
(...)
_ Sabe como é 'chuva' em alemão?
_ Não...
_ "Gotasskein!" [Sim, Abulica, essa tiradinha barata foi do Weber!]
_ Nossa, você tiha menos cabelo antes!
_ Devolve minha carteira!
_ Essas aqui são suas irmãs?
_ Olha só, ele não usava óculos quando tirou a identidade.
(...)
_ Por mais que ele esteja sedento pelo mousse de chocolate, ele dirá não.
_ Tem certeza de que não quer? [apontando a colher para minha boca]
_ Não, obrigado. [não me agüentava de ruborização]
_ Não falem assim. Ele aceitou meu baguncinha! [vide post do mês passado em que fui no Z100]
_ [Olhares curiosos] Fiquei até surpresa! Esperava o L., ou o Marcel, os glutões, mas não, foi ele...!
_ Foi meu elemento surpresa! [essa foi topzinha...]
(...)
_ Aí a gente o apresentou pra minha vizinha, uma morena.
_ Como ela estava?
_ De branco.
_ Sabe o espaço minúsculo entre o telefone público e a parede? Foi por lá que me espremi quando foi abordado pela mina!
_ Precisava ver a cara de muxoxo dela...
_ É que você mal olhou pra ela, aí...
_ MC Serginho. Muuuito nervoso!
_ Ei, o filme vai começar!
_ E se eu fizesse um 'l' na frente do projetor?
_ Acho que você levaria pitoco do povo!


Ah, certo, falando sobre o filme: não pude vê-lo por inteiro! Peguei uma sessão tarde demais e os pentelhos dos irmãos deram no meu saco até eu sair da sala! Bombardearam meu telefone de mensagens e ligações! A propósito, fui ver o Exterminador. Muita ação, personagens mais deturpados e mais clichês do que antes, numa eletrizante véspera de apocalipse. A questão agora não é evitar o pior, é adiá-lo. Tudo isso entremeado com perseguições do outro mundo que fazem parecer o filme do Cameron mera introdução da trilogia...



É isso que dá graça conversar com amigos: o compromisso de falar bobagem é constante!

sábado, 9 de agosto de 2003

Tanta coisa para nos alegrar,
tanta coisa para nos entristecer,
tanta coisa para nos arrependermos,
tanta coisa para escolhermos,
tanta coisa para batalharmos,
tanta coisa para se deixar de ser,
tanta coisa para tantas vezes,
tanta coisa nas entrelinhas,
tanta coisa nas mais absurdas circunstâncias,
tanta coisa nas mãos,
tanta coisa nas dificuldades,
tanta coisa nas ruas,
tanta coisa nas discrepâncias,
tanta coisa nas ausências.
A vida às tantas...

enquanto se cambaleia nas tamancas.

Facetas sociais

Superficiais: amigáveis mas lamentavelmente preocupados com popularidade pessoal. Sempre estão à procura de vínculos sociais com pessoas conhecidas e populares, sem mencionar a preocupação constante em demonstrar suas virtudes. Acham realmente que suas opiniões são ouvidas. Ocasionalmente ingênuas.

Modestas: se consideram acima de vaidades sociais e financeiras, costumam não dar bola para marcas e para atitudes que denotam popularidade. Não se preocupam com a opinião das pessoas sobre si mesmas, querem apenas serem elas mesmas acima de tudo, e se cercar de pessoas de confiança, que saibam que ela existe. Detestam pessoas que se ostentam e preferem que as pessoas reconheçam suas capacidades a se gabar do que é capaz. Consideram infinitamente mais importante ouvir do que falar, o que os torna extremamente observadores mas distraídos quanto à atitude das pessoas. Sinceridade e humildade são palavras sacras para essas pessoas, que a levam à risca sempre que possível.

Perfeccionistas: sempre à procura do absoluto desempenho no que fazem, e em coisas intermitentes ao que fazem. Convencidas por consequência da necessidade de executarem com perfeição o que lhes convêm, por necessidade de se auto-afirmarem socialmente, muitas vezes por suas habilidades.

Superiores: querem aparentar -- mesmo que para si mesmas -- superioridade. Só falam com pessoas íntimas, só fazem o que lhes convierem, têm um senso de responsabilidade muitas vezes distorcido pela libertinagem e pelo ego. Pessoas que, visualmente, não transmitem modéstia alguma, mesmo que não menifestem superioridade de outra maneira.

Sinador: tira conclusões pessoais precipitadas nas mínimas atitudes e gestos dos outros, sem mencionar objetos e lugares. Têm um complexo de achar que certas coisas sempre sucederão de determinada maneira quando performadas por elas mesmas. Encanados com detalhes mínimos, numa obsessão psicológica por coisas muitas vezes involuntárias.

Negativa: pessoas que perdem tempo mergulhadas nas suas falhas e revezes pessoais, que esquecem de vislumbrar mais vezes suas capacidades. Constantemente de semblante e atitudes sérias, altamente exigentes consigo mesmos, beirando o cinismo fingindo falsamente que está bem, conotando sempre aguardarem alguma coisa dar errado. Pessoas que esquecem que certas facetas da vida não foram feitas para serem vistas sob uma atitude séria. Reclamar em excesso de qualquer coisa é outra característica predominante.

Heteroantissociais: conversam bem com pessoas do mesmo sexo, tendo muitas vezes adaptado seu comportamento para se encaixar melhor nos circuitos sociais mais próximos. Mas quando o assunto é lidar com o sexo oposto, atitudes nervosas involuntárias são inevitáveis: encabulamento excessivo, vulnerabilidade pessoal e escassez de argumentos próprios para o sexo oposto caracterizam o heteroantissocial. Exigentes demais quanto a parceiros a ponto de idealizarem garotas que provavelmente não existem. Como naquelas sitcom com namoros mela-cueca encalhados.


Em quantas facetas sociais sua personalidade se encaixa? Provavelmente em mais de uma!

sexta-feira, 8 de agosto de 2003

Essa seria crássica...!



Tomara que Deus deus permita que o ACM vá pra vala antes de mim. Vai ser lindo ver figuras como a Heloísa Helena chorando e dizendo "lá se vai um dos personagens mais importantes da história do Brasil".

sexta-feira, 1 de agosto de 2003

Existe uma elitização na blogosfera: blogs que nem tanta gente assim lê, mas têm o nome famoso, célebre, devido à escrita do blogueiro, às suas críticas sociais, às bobagens engraçadas que posta... é como se fosse uma obrigação socioblogueira, por exemplo, eu pôr um link em meu blog para blogs famosos como Cocadaboa, Genérico incolor, Utopia dilucular... particularmente, acho bem mais graça descobrir um blog sozinho: fazer meu login no Blogger e visitar um dos blogs recém-atualizados, conferir links dos comentários, conferir links mais obscuros de outros blogs... acredito que assim se descobre pessoas mais em comum contigo, o que não acontece com um blog famoso, muitos dos quais mais parecem colunistas de site de notícia, pois muitos deles almejam a fama no ambiente da mídia virtual e/ou impressa. Aí se perde bastante a casualidade e o descompromisso dos posts. Isso sem mencionar o rabo preso com a mídia que certos blogs querem se arriscar a ter. Por exemplo, o Eu hein, ao ser "comprado" pelo Terra, perdeu boa parte de suas piadinhas ácidas devido a visitantes incomodados. Antigamente, bastaria para o blogueiro bloquear o Ip do incômodo nos Comentários, ou mesmo argumentar o porque de sua atitude, mas quem diz que é essa a ética de quem é abrigado por um Portal? A política deles tá mais pra máxima "Se o público quiser X, fará somente X. Nada de querer fazer Y."

quinta-feira, 31 de julho de 2003

Divagações diversas

_ Cara, preciso de grana!
_ Pegue o que precisar e tire sua carcaça fedorenta daqui!

Odeio chatos me interrompendo enquanto leio blogs...

Máxima do dia:
"Trabalho de jornalista: vender o fundo de verdade das mentiras."


Como ter a sensação de ter 80 anos: fique tempos sem malhar, leve uma vida sedentária e tente pega uma aula grátis na academia!

Tem alguma coisa errada comigo! Estou viciado em um Shojo; não perco um episódio sequer...

segunda-feira, 28 de julho de 2003

Agüentar alguém quando fica nervoso por estar atrasado é dose: toda as situações possíveis terão algum tipo de farpa rebateando em ti! Veja bem, não tiro a razão de ninguém de seu direito constitucional de criticar. Mas começou a me julgar eu entro em tilt: entra por um ouvido e sai pelo outro! Isso quando não começo constantemente a desviar o assunto para qualquer coisa que veja pela frente ou lembre no momento! Ser saco de pancada dos outros extravasando raiva é muito chato, ora pois! Mais uma coisa: pedi para ser julgado, criticado, acusado de coisas que não convêm a ninguém dizer que são inerentes a mim e ponto final? Detesto ser julgado... só não rebato as farpas porque pior do que ouvir pepinos desnecessários contra si, é ser ferido pelas farpas, ou seja, a pessoa insistindo em manter suas desnecessariamente exaltadas impressões sobre ti. Por mais sociais que sejamos, as pessoas são analfabetas na arte perdida de ouvir mais do que falar!



Odeio quando as pessoas se acham no direito de nos achar menos pelo que oramos ou deixamos de orar. É egoísmo demais querer que orações nos tragam proteção e retidão às nossas tortuosas vidas: parte do que conquistamos e/ou do que somos se deve a nós mesmos, às nossas essências. Aí é que está o calcanhar de Aquiles de quem te julga pelo quanto você reza: as pessoas acham que o livre arbítrio de levar a vida não existe, que somos meros marionetes de forças divinas. Mesmo que sejamos, convenhamos que o direito de escolha não existe ao acaso. Viver é como se fosse a presença do acaso antes do ocaso: uma rede infinitamente complexa de coincidências e eventos aleatórios com ínfimas ligações e tênues certezas. No final das contas, a questão é que não importa quem esteja certo, ganhar uma discussão não implica em dominar a razão da mesma.



Ao som de Cosmotron, do Skank, que comprei da barraquinha no Bb a caminho de casa!

domingo, 27 de julho de 2003

Songbird

Talking to the songbird yesterday
Flew me to a place not far away
She's a little pilot in my mind
Singing songs of love to pass the time

Gonna write a song so she can see
Give her all the love she gives to me
Talk of better days that have yet to come
Never felt this love from anyone

She's not anyone

A man can never dream these kinds of things
Especially when she came and spread her wings
Whispered in my ear the things I'd like
Then she flew away into the night

Gonna write a song so she can see
Give her all the love she gives to me
Talk of better days that have yet to come
Never felt this love from anyone

She's not anyone

sábado, 26 de julho de 2003

As novas aventuras de Speedy Racer?

É isso aí: o Cartoon, com sua eterna sina de reviver desenhos antigos, mais uma vez arrisca suas fichas com uma nova geração de episódios do corredor com seu Match5 e seus absurdos badulaques. Essa primeira década do século promete ser célebre por remakes dos anos 80, 70 e 60... pena que nem todas cheguem ao Brasil: estou curioso para ver a nova geração das Tartarugas Ninja, como escrevi em post de Janeiro, mas as benditas das companhias não o trazem pra cá. Só falta fazerem o mesmo que fizeram com o DragonBall: levarem quase quinze anos para trazer um desenho de sucesso no mundo todo mas injustiçadamente neglicenciado por aqui.

quarta-feira, 23 de julho de 2003

A Nova Geração do Jd. Europa

E não é que, em idos desse ano, ela começa a aparecer? A Nova Geração começa a se manifestar jogando bats (provavelmente do ingrishe, pronunciado 'bets') durante a semana em frente à praça numa das poucas ruas calmas remanescentes de minha Geração. Acho que é a rua Alemanha. Entre os integrantes da Nova Geração, temos algo até então inédito na minha época: meninas jogando prontamente! Pelo menos na minha época isso era raríssimo; tão raríssimo quanto jogarmos durante a semana (só fazíamos isso em longos períodos de férias na mais absoluta ausência da frota trazida pela CUNIC) na r. Alemanha! Sempre preferimos jogar na rua Itália mesmo (o principal acesso para a CUNIC no bairro). Claro que essa Nova Geração se manifestando agora não é algo oficial: houveram manifestações anteriores, como alguns vizinhos jogando vôlei na mesma rua Alemanha, só que mais pra cima. Mas esses foram casos isolados, pois aparentavam serem amigos de longa data. A Nova Geração à qual me refiro são jovens nos seus 7, 8 anos, que querem arranjar algo para matar o tempo mas se vêem sitiados por causa da CUNIC, da falta de hospitalidade entre os vizinhos e da falta de grana dos pais.

A Nova Geração não se limita apenas a jogar bats, ora pois: se põem a andar à toa pelo bairro também, procurando ocupações. O Muvuca bem que tentou reformar a quadra, mas a história se repetiu: delinqüentes do "Grande" e do Jd. Paulista invadiam a área como assírios a tomarem inescrupulosamente uma terra que é de direito do bairo todo. Atualmente a praça se limita à sua quadra, mas quando cheguei por essas bandas havia mais: havia aqueles túneis, havia playground, havia uma rotatória para bicicletas... uma coisa que costumávamos fazer era disputar corridas de bicicleta ao redor da praça. Eu e minha finada Mountain Bike preta da Monark, se não me engano. Cada queda feia que já rolou nessas corridas... bom, isso é algo que a Nova Geração ainda não fez, até onde sei. Há uma outra praça no bairro, mas seu estado atual é bem pior do que a que fica do nosso lado do bairro. Ninguém acreditaria se eu dissesse que essa outra praça já fora point de passeios familiares, com shows, com barraquinhas de sorvete, com iluminação... bem, ninguém acreditaria! Tinham vezes em que a gente esperava o pessoal começar a jogar futebol na outra praça, e chegávamos aos bandos, de bicicleta, para invadir a quadra deles e dar várias voltas até eles desistirem de bater uma bolinha. As opções estão também cada vez mais escassas: em meus tempos de pixote, várias opções se mostravam disponíveis, como:

_ Andar pelo matagal que havia ao lado de casa antes da construção do Hospital veterinário da CUNIC;

_ Procurar sapos, jacarés e cigarras que volta e meia saíam do matagal pra algum quintal alheio;

_ Andar na praça do outro lado do bairro;

_ Nadar na piscina da vizinha advogada separada;

_ Nadar na piscina da vizinha de cabelo crespo e basset gordinha;

_ Esconde-esconde, queimada, pique... tudo na rua Itália.

_ Rebatidas que os mais velhos davam durante jogos de bats que varavam facilmente a rua inteira, quase chegando à av. Jacques Brunini!




À medida que as opções de lazer foram escasseando para nós, cada vez mais nos rendíamos à diversão eletrônica do videogame: minha casa lotava de gente querendo jogar! Chegava às dezenas!! Fora as chantagens para cima da gente em nome de jogos emprestados: a mais usada era a seguinte: alugavam fitas para a gente em troca de deixarmos o fulano que alugou jogar o quanto quisesse! Tipo um empréstimo, sabe? Enfim, gente te aporrinhando por causa de um videogame não falta quando se tem dez anos!

Sabe aquela máxima de que crianças podem ser cruéis? Vou reforçá-la aqui falando de um joguinho que inventamos certa vez: a "bisteca deixa!" Não me pergunte a origem etimológica do curioso nome. Consistia no seguinte: se uma pessoa estivesse segurndo um objeto, e alguém de repente batesse em sua mão, fazendo com que o objeto caísse de sua mão e a pessoa que bateu em sua mão dissesse "bisteca deixa", o objeto passava a ser dela! Sim, crianças têm suas facetas podres!! Mas não pára por aí: quantas vezes as pessoas de minha Geração com quem andava começavam a me desprezar sem cerimônia? Quantas? Não me espantaria se chegasse às dezenas! Pois quando se é Nova Geração não se pode ousar, jamais, ter um conceito diferente ao do grupo. Você é massacrado! E já fui moído! E chantagado. Me lembrei agora de um micão king-kong que cometi uma vez: vi uma garota passando pela rua e usei algum tipo de dirty talk para me referir à ela. Descobriria segundos depois que era a irmã de um dos membros da Nova Geração. Fui chantageado por mais de uma semana; quase cheguei a dar objetos pessoais!

Sim, ser da Nova Geração nunca foi algo da qual me orgulhei. Porque toda Nova Geração tem um carinha que é 'o bom', que tem uma irritante tendência de vencer todos os jogos, tem 'o resto', que é medíocre em todos os jogos e só chama a atenção quando compra algo novo ou consegue zerar aqueeeeeele jogo, e os 'pela-saco do bom', que se diz melhor amigo do bom, podendo até ser mesmo, e que puxa o saco numa ridícula vangloriação em cadeia para com o bom! Ainda bem que as pessoas mudam, e que a Nova Geração será um dia velha e se dissipará nos meandros dessa vida vesta!... mas às vezes não é como se sua atuação na Antiga Nova Geração se refletisse em como você é hoje? Fica quieto, Ser_superior!.

terça-feira, 22 de julho de 2003

Terminologias

Bagunça natural: a ordem exata das coisas localizadas em um ambiente. Tenho rigorosas notas mentais de onde as coisas são guardadas. Uma reles mudança de meia de lugar, por exemplo, pode me acarretar meses de confusão até memorizar devidamente sua nova localização.

Casual bagunçado: penteado básico que consiste em manter o cabelo exatamente como está ao longo do dia, seja qual forem suas oscilações. Pode ser facilmente feito bagunçando-se as madeixas com as duas mãos e/ou usando boné.

Abstinência de marcas: dificilmente se verá uma grife caríssima ou famosa me vestindo. Se posso vestir dúzias de roupas semelhantes, porque gastar tanto com uma só? Isso sem mencionar a subliminar tentativa da pessoa querer se afirmar mais que os outros por causa de um objeto de desejo. Não deixo marcas tomarem conta de meu bom-senso e bom-gosto.

segunda-feira, 21 de julho de 2003

Programas de Tv deploráveis que mudaram para sempre o cenário dos corjas da mídia

_ Aqui agora: Valia até pela risível precariedade das reportagens e pelos vozeirões dos comentaristas e repórteres. Gil Gomes que o diga! Foi de lá que um dos maiores comediantes das últimas corridas presidenciais surgiu. "Seu nome é Enéas!" Fazer o quê? Que que podia sair de um canal comandado por decanos caducos do rádio? Mas a época justificava tal tipo de programação: época na qual a maioria dos programas do Senor eram de grande apelo popular com apresentadores da época do p&b, de fórmulas familiares e sessentistas! Época na qual o fim de tarde era recheado de desenhos, e não de Marcia, Datena e companhia.

_ Programa do Ratinho: Reforçando: que que poderia sair de um canal comandado por decanos caducos do rádio? O xarope saiu de um programa policial de quinta da Gazeta, foi pra Recó virando o horário nobre de pernas para o ar exibindo anomalias e se promovendo às custas de deficiências alheias, e foi comprado a peso de ouro pela emissora do Senor. Não pode dar em boa coisa um canal cujo dono acha que um vozeirão e carisma de locutores de rádio frustrados justificam mostrar barbáries do cotidiano. O resultado disso? O pior possível, aliado ao fato de o Ibope escolher a pior época possível para começar a prover as emissoras com medidores de audiência. Foi como um picadeiro cheio de cambistas: pessoas vendendo baixarias a peso de ouro!

_ Sabadão: das "garotas do chuveirinho", com camisas molhadinhas e coladinhas acentuando sinuosas curvas para as "provas da banheira" com artistas seminus seria um pulo! E um salto para crianças em concursos de danças vulgares!

_ Casa dos artístia: foi só alguém copiar descaradamente uma idéia gringa para reality show, adaptando-a para comportar artistas seminus e pronto: o fato de uma pessoa coçar os pentelhos enquanto assassina o português conversando com outro de sua espécie começava a ser vendido como ouro pelo Senor!

_ Domingo Chato: não perderei tempo com as óbvias críticas do loirinho gay inocentando o pagodeiro criminoso Alexandre Pires, pois várias já foram redundantemente citadas no Sabadão. Citarei os apresentadores-parasitas produzidos por ele: de um quadro de fofoqueiro-mor onde ele acordava artistas e furava eventos particulares, Otario Mesquita ganhou seu próprio programinha purpurinado na Bund. De um quadro onde ele dava um passeio com uma fã acanhada e desolada sempre proveniente da periferia, Netinho ganha seu programa na Recó onde continua fazendo o mesmo mas com patrocinadores próprios. Esqueci alguém? Não importa; o ciclo de incubação de apresentadores-parasita ainda produzirá mais inúteis para as colunas sociais!
Doenças sociais, Fascículo 3



Gritose - espécie de vírus e/ou bactéria que tem como principal sintoma aumentar excessivamente o tom de voz do hospedeiro. O indivíduo começa a falar com os outros aos berros, mesmo que sem razão. A falta de auto-afirmação e de atenção dos pais pode ser a causa, ou a conseqüência, da Gritose. Sintoma muitas vezes acompanhado de risadas histéricas. Pode-se tentar buscar profilaxia através de aumento da auto-estima do indivíduo. Suas formas de contágio ainda não são bem conhecidas pelos estudiosos.

quinta-feira, 17 de julho de 2003

TREQUINHO ROMÂNTICO QUE FIZ PENSANDO EM MINHA EX,QUE AINDA AMO



Feliz seria,se pudesse conversar com o Amor.Aquele que faz tantos sofrerem,aquele que faz tantos delirarem de prazer...e depois sofrer novamente.

Porque gostas de brincar com nós,humanos?

Porque nos faz amarmos a mais difícil pessoa,enquanto há outras que estão caindo de amor por você,do mesmo jeito que você está por thais,e thais está por Zézão,que está por Marcelinha,e Marcelinha por você..POR QUÊ,AMOR?





Sim.Ainda estou sofrendo por ela.Sim,eu sei.Faz 3 semanas já.Sim,meu melhor amigo tá papando ela.Sim,eu quero morrer.)



Dor de corno do Chapéu vela

sexta-feira, 11 de julho de 2003

Doenças sociais Fascículo II



Período de insuportabilidade - época de nossas vidas de duração e época para ocorrer bem variáveis, mas comuns em alguns aspectos, como insolência desnecessária, escassa experiência social, prepotência e imaturidade. Uma fase na vida das pessoas as quais incomodam seus semelhantes com atos impensados e inconveniências por, provavelmente, despreparo psicológio para o desenvolvimento de um mínimo de auto-afirmação em muitos casos. Em casos mais raros, ciúme, decadência pessoal e/ou profissional e insatisfação pessoal de várias espécies são as principais causas desse Período. São tempos as quais somente notaremos o quão inoportunos éramos após anos e anos de novas convivências, experiências e perspectivas. Pode estar presente tanto em adultos quanto em crianças, sendo mais comum nessa última.
Resolvendo uns problemas de escritura num cartório do Centro só para ter meu bolso assaltado mais uma vez, sento na cadeira do ambiente recluso de lâmpadas brancas afundadas na parede, formando um tom de iluminação meio pastel. Deve ter sido o dia frio de hoje... bom, enquanto a mãe chama um rapaz de óculos de lentes espessas para atendê-la naquele "coronelismo legal" denominado Serviço Notarial, observo além do balcão e os computadores e as pessoas em suas frenéticas rotinas. Quando volto minha atenção ao nosso atendente de óculos, penso: "já vi esse fulano de algun lugar". De fato. De imediato vem à tona: era o V., cara! Fui imediatamente falar com ele, pôr em dia um pouquinho dos "fuxicos extracronoescolares". Ele me conta que conseguiu entrar na Ufmt. Havia tentado ano passado sem sucesso. Mas dessa vez conseguiu. O tipo de pessoa a qual a Ufmt é tudo ou nada... Na sofrível hora de abrir a mão para liberar o dinheiro do ridiculamente caro serviço, a pérola do cara:

_ Pronto, pode soltar o escorpião!

Recebo a nota, o documento fica com eles, e em trinta dias lá volto. Para aquele local das roupas azul-marinho. Ah, e aqui vai uma coincidência que ele trouxe a mim pouco depois que o reconheci:

_ Cara, cê não vai acreditar. Justo ontem eu e a Alessandra estávamos falando de você!

_ E você ainda reclama de que não tinha amigos no Tira!

A mãe (já em casa) só fala isso porque não sabe como é ser tratado com indiferença pelos outros em ambiente escolar. Porque por mais que um ambiente tenha sido sacal de aturar, vários momentos compartilhados com os outros tornam-se inerentes às suas memórias. É em vão deixar que os inoportunos que te aporrinhavam lhe façam uma generalização ruim de uma época inteira. Mesmo que o estrago já tenha sido feito. E também todos nós já tivemos nossa época de insuportabilidade, tempos as quais somente notaremos o quão inoportunos éramos após anos e anos de novas convivências, experiências e perspectivas. O que aliás incluirei num futuro estudo das "doenças sociais".

quinta-feira, 10 de julho de 2003

Ficar submerso dentro d'água não pode ser uma experiência transcendental? Acredito que sim. Que outra experiênca te deixaria indiferente aos ruídos externos, tendo a mente ecoada por um aparente silêncio entremeado pelo contínuo movimento das águas se dissipando por seu corpo? Onde a grande ausência de imagens externas te livra por alguns instantes das amarras do automatismo psíquico? Isso sem falar numa sensação quase de transe a qual os músculos se encontram, quando qualquer movimento brusco diminui sua resistência pulmonar. Um instante de rendição total onde não há ao que se recorrer a não ser a sim mesmo, suspenso pela densidade do líquido. Dá uma sensação de nulidade, uniformidade na canalização dos pensamentos, na ausência de desvios sensoriais. Estado mental esse onde só resta a concentração para a mente. Isso até que seus pulmões não agüentem mais e tenhas de voltar à superfície.



Post escrito sob o marasmo trazido pelo céu nublado acompanhado por uma leve brisa de hoje.

domingo, 6 de julho de 2003

Momentos crássicos e toscos da Tv que dificilmente -- ou muito raramente -- serão reprisados:

_ O Van Damme tendo uma ereção quando aquele monte de mulher roçou nele quando ele participou do Domingo Chato

_ O Silvio Santos, numa de suas brincadeiras de auditório, cai num tanque d'água com aqueles ternos listrados de brechó.

_ Selinho do Silvio Santos na Hebe Camargo durante a madrugada do Teleton.

_ Especiais da Grobo -- o Tv ano 50 -- com pérolas das propagandas dos anos 90 como aquela do Guaraná Antarctica: "Pipoca na panela começa a arrebentar... nananan... que sede que dá!"

_ Novelas da recó dos anos 60: um incêndio no estúdio queimou o valioso passado da emissora!

_ Vinheta do programa do Bolinha da Bund. O precursor do Faustão!

_ O Fausto Silva, desesperado com a perda vertiginosa de sua audiênca para o Cucu, chama a Xuxa para apresentar o programa junto com ele numa fusão bizarra do Planeta xuxa com o domingão do Gordão. Os logos dos dois programas apareciam juntos. "Nem com Faustuxa", como diria Veja naquela semana.

_ O Planeta animal, programa de perguntas e respostas que o Cucu apresentava na qual no final os artístia mostravam seus bichinhos de estimação.

_ A Fox comprando os direitos de exibição do Sbt para "ilha da sedução".

_ A final da Copa João Havelange entre Vasco e São Caetano, os eternos vices, quando no início do primeiro tempo a arquibancada despenca e o cleber Machado tem de encher lingüiça na impossibilidade de transmissão do jogo.

_ O final do GP da Áustria de 2002, a marmelada da Ferrari. Saca só a locução do incauto Cleber Machado: "hoje o alemão não vence, hoje não, hoje não, hoje não, hoje siiim!? Hoje sim!? Hoje sim!?"

_ Marcos Mion apanhando dos comparsas da Vampirella no Piores Clipes do mundo. Só pra citar uma das vezes que o cara apanhou em seu próprio programa!
As "aventuras" de Ser_superior ao voltante



06.07: passar pelo sinal vermelho na XV de novembro com carro da PM atrás. Aí pensei: perdi a carteira, merda! Eles passam esbravejando por me carro no acostamento mas não me param! Deu sorte dessa vez Ser_superior!...

06.07: raspo a lateral do carro no portão de casa. Costumo entrar na garagem indo pela esquerda, mas acabei indo pela direita... o resultado foi o pininho do portão começando a raspar na lataria após entortar o retrovisor lateral. Até que dou sorte de dirigir esse veículo, pois já é a segunda vez que entorto o retrovisor e nada acontece, pois o mesmo é de plástico e flexível por dentro do carro...!

19.06: Contramão na Av. da FEB

19.06: Contramão na XV de Novembro

19.06: Pessoal dentro do carro mexendo com uma loira num Gol, e ela abrindo o vidro para responder aos marmanjos!

19.06: Perto duma ruela que dá acesso à Av. Getúlio Vargas, passamos bem devagarinho perto de um segurança dormindo em frente a uma loja, e lasco a buzina. Muito engraçado o carinha pulando de medo do som estridente! Eu não presto...

19.06: Ao sair do posto após colocar déreá (R$10) de gasosa (o pessoal gosta tanto de ver minhas barbaridades que até pagam o tanque!), buzino prumas minas na esquina e o pessoal me faz sair desesperadamente no medo de algum marmanjo aparecer pra invocar!

19.06: muuita borracha queimada à toa brecando num quebra-mola!

19.06: passamos por um monte de desconfiados com arma na cintura prontos pra mandar bala na gente! Ainda bem que as merdas que fiz foi longe desses tipinhos! E ainda bem que não apareceu ninguém da Guarda Municipal...

19.06: curva beeeem fechada emendando a área do posto para dobrar a esquina! Às vezes me dá pena da suspensão do carro...

31.05: Entrada imprudente numa rotatória na Av. da FEB! Quase bato num veículo que entraria logo do meu lado!

Início do mês: o problema não é o motorista, começa a ser quem o motorista está carregando. Gritos histéricos, risadas idem, arrotos, montinhos no banco de trás, vários falando ao mesmo tempo me deixando louco... eu mereço!

Freqüentemente: Entro no carro para dar a partida mas fecho todas as portas para ninguém encher meu saco! Mas não adianta: os "beiras" começam a fazer vira-vira até que sou forçado a abrir! Fora os caronas impertinentes que moram nas puta-que-parius da cidade!

Freqüentemente: Chego num local, estaciono e já ouço as piadinhas: "Ae, já arranjei carona"; "Cara, olha só: ele estaciona beeeem longe só pra não nos dar carona!" Se aproveitam de minha nobreza!



Pelo jeito nem o Speedy Racer é tão suicida ao volante como eu!

sexta-feira, 4 de julho de 2003

As jovens mulheres de hoje

(Crônica de Arnaldo Jabor)



A política está tão repulsiva que vou falar de outro assunto. Outro dia, a Adriane Galisteu deu uma entrevista dizendo que os homens não querem namorar as mulheres que são símbolos sexuais. É isto mesmo! Quem ousa namorar a Feiticeira ou a Tiazinha? As mulheres não são mais para amar, nem para se fazer sexo com elas. São para "ver". Que nos prometem elas, com suas formas perfeitas por anabolizantes e silicones? Prometem-nos um prazer impossível, algo de metafísico, para o qual os homens não estão preparados... As mulheres dançam frenéticas na TV, com suas bundas cada vez mais malhadas, com seios imensos, girando em cima de garrafas, enquanto os "bábaspectadores" se sentem apavorados e murchos diante de tanta gostosura. Os machos estão com medo das mulheres-liqüidificador". O modelo da mulher de hoje, que nossas filhas almejam ser, é a prostituta transcendental, a mulher-robô, a "valentona", a '"barbarela", a máquina de prazer sem alma, turbinas de amor com um hiperatômico prazer.



Que parceiros estão sendo criados para estas pós-mulheres? Não os há. Os "malhados", os "turbinados" geralmente são bofes-gay, filhos do mesmo narcisismo de mercado que as criou. Ou, então, reprodutores "acéfalos" como o Szafir, para o Robô-Xuxa.



A atual "revolução da vulgaridade", regada a pagode, parece "libertar" as mulheres. Ilusão a toa. A "libertação da mulher" numa sociedade escravista como a nossa deu nisso: super-objetos, se pensando livres, mas aprisionadas numa exterioridade corporal que apenas esconde as pobres meninas famintas de amor e dinheiro. São escravas aparentemente alforriadas numa grande senzala sem grades. Mas, diante delas, o homem normal tem medo. Elas são "areia demais para qualquer caminhão". Por outro lado, o sistema que as criou enfraquece os homens que trabalham mais e ganham menos, têm medo de perder o emprego, vivem nervosos e fragilizados com seus "piu-pius" trêmulos, decadentes, a meia-bomba, com seu desempenho duvidoso, puxando sacos, lambendo botas, engolindo sapos, sem o antigo charme "Jamesbondiano" dos anos 60. Não há mais o grande "conquistador".



Temos apenas os "fazendeiros de bundas" como o Luciano Huck, enquanto a maioria virou uma multidão de voyeurs, babando por impossíveis deusas da vulgaridade.



Ah, que saudades dos tempos das "bundinhas e bustos normais" e "disponíveis"... pois bem. Com certeza a televisão tem criado os "sonhos de consumo" descritos tão bem pela minha língua ferrenha. Mas, ainda existem mulheres de verdade. Mulheres que sabem valorizar o que têm "dentro de casa". E, acima de tudo, mulheres com quem se possa discutir uma música do Paulinho Moska ou de Ravel sem medo de parecer o "tio da Sukita" ou "aquele cara metido a intelectual". Mulheres que sabem valorizar uma simples atitude, rara nos homens de

hoje, como abrir a porta do carro para elas. Cartas (ou e-mails) românticos. Escutar no som do carro aquela fitinha velha de algum bom rock'n'roll ou o CD dos Carpenters (chega a ser meio breguinha... mas é bom!!!), namorar escutando estas musiquinhas tranqüilas. Penso que hoje, num encontro de um "Turbinado semi-gay" com uma "Saradona acéfala" o papo deve ser do tipo "meu professor falou que posso disputar o Iron Man que vou ganhar fácil. Ah querido, o meu personal Trainner disse que estou com os glúteos bem em forma e que nem vou precisar de plástica". Para bom entendedor... meia né? E a música??? Se não for o "último" "sucesso (????)" dos

Travessos ou Chama-Chuva ... é BONDE DO TIGRÃO! Mulheres do meu Brasil!!! Não deixe que criem estereótipos!!! Não comprem o cinto de modelar da Feiticeira. A mulher brasileira é linda por natureza!!! Silicone é para as americanas que não possuem a felicidade de ter um corpo esculpido por Deus e bonito por natureza. E, se os seus namorados pedirem para vocês ficarem iguais a feiticeira, fiquem... igual a Feiticeira dos antigos seriados de TV: - Faça-os sumir!!!